Vigilância: Pronto para a Vinda do Senhor

Quem vigia com amor não teme a noite: confia, partilha e espera o Senhor com a lâmpada acesa.
Oração diária Onde estiver vosso tesouro, aí estará vosso coração Lc 12,32-48
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19º Domingo do Tempo Comum – Ano Litúrgico – C

Liturgia do dia 10 de agosto de 2025


Ajude nossa família a custear o sepultamento da Manuela

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Façamos a oração do dia: Espírito de prontidão, que eu esteja em contínuo alerta, à espera do Senhor que vem, libertando meu coração do apego exagerado aos bens deste mundo

TEmas para encontros de catequese

PRIMEIRA LEITURA: Sb 18,6-9

Leitura do Livro da Sabedoria

6 A noite da libertação fora predita a nossos pais, para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos. 7 Ela foi esperada por teu povo, como salvação para os justos e como perdição para os inimigos. 8 Com efeito, aquilo com que puniste nossos adversários, serviu também para glorificar-nos, chamando-nos a ti. 9 Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isto, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 32(33)

– Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

– Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

– Ó justos, alegrai-vos no Senhor! aos retos fica bem glorificá-lo. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor e a nação que escolheu por sua herança! 

– Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria. 

– No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! 

SEGUNDA LEITURA: Hb 11,1-2.8-19 

Leitura da Carta aos Hebreus

Irmãos: 1 A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem. 2 Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8 Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia. 9 Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os co-herdeiros da mesma promessa. 10 Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor. 11 Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12 É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”. 13 Todos estes morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. 14 Os que falam assim demonstram que estão buscando uma pátria, 15 e se se lembrassem daquela que deixaram, até teriam tempo de voltar para lá. 16 Mas agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. Por isto, Deus não se envergonha deles, ao ser chamado o seu Deus. Pois preparou mesmo uma cidade para eles. 17 Foi pela fé que Abraão, posto à prova, ofereceu Isaac; ele, o depositário da promessa, sacrificava o seu filho único, 18 do qual havia sido dito: “É em Isaac que uma descendência levará o teu nome”. 19 Ele estava convencido de que Deus tem poder até de ressuscitar os mortos, e assim recuperou o filho – o que é também um símbolo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

EVANGELHO: Lc 12,32-4

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 32 “Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. 33 Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. 34 Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 35 Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! 39 Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40 Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. 41 Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42 E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43 Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44 Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45 Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46 o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47 Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48 Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

A vigilância cristã nasce do Evangelho e orienta o nosso olhar para o fim último. Assim, não nos prendemos aos bens que passam. Além disso, reconhecemos que a riqueza, quando ocupa o centro, sufoca o coração. Portanto, desapegamos com liberdade e seguimos Jesus com prontidão. Logo, a vigilância cristã nos mantém atentos à vinda do Senhor e disponíveis ao Reino. Desse modo, caminhamos leves, com a esperança acesa e com a caridade ativa.

A vigilância cristã é atitude diária. Antes de tudo, ela envolve fé, esperança e amor. Em seguida, supõe conversão de mentalidade. Sobretudo, afirma que o verdadeiro tesouro permanece nos céus. Assim, vigiamos o coração, filtramos desejos e escolhemos o essencial. Então, escutamos a Palavra, oramos e servimos. Enfim, a vigilância cristã educa o coração para reconhecer o Senhor que vem, hoje e no fim.

A liturgia nos chama ao desapego. Em primeiro lugar, Jesus aponta o perigo do acúmulo. Entretanto, Ele não condena o uso justo dos bens. Ao contrário, convida ao coração livre. Além disso, propõe a esmola, que reorienta o apego para o amor. Assim, partilhar cura a avareza e abre espaço para Deus. Por isso, a vigilância cristã vigia onde colocamos o tesouro. Afinal, onde está o tesouro, ali está o coração. Dessa forma, guardar um tesouro inesgotável no céu faz o cristão andar leve, pronto para o encontro.

À primeira vista, a espera pode cansar. Contudo, a memória pascal sustenta a caminhada. Israel aguardou a noite da libertação do Egito. Então, celebrou o sacrifício pascal e louvou a justiça de Deus. Logo após, seguiu confiante, porque o Senhor cumpre a aliança. Do mesmo modo, a vigilância cristã mantém viva a esperança. Assim também, cantar antes da vitória educa o coração para confiar. Portanto, celebramos e caminhamos, mesmo quando a noite parece longa.

A fé de Abraão ilumina o caminho. Primeiramente, ele partiu sem mapas. Depois, morou como estrangeiro, guiado pela promessa. Ainda mais, junto de Sara, que era estéril, acreditou no impossível. Assim que recebeu o filho, aprendeu a entregar tudo. Por conseguinte, a obediência sustentou a sua esperança. Em síntese, a vigilância cristã aprende com Abraão a ofertar seguranças. Dessa forma, arriscamos por Deus e seguimos em frente. Afinal, quem confia, caminha.

Jesus forma os discípulos com imagens claras. Em conformidade com a sua pedagogia, Ele narra parábolas que despertam o coração. Assim também, revela como esperar com responsabilidade. Desse modo, a vigilância cristã ganha forma concreta no cotidiano.

A primeira parábola apresenta empregados atentos. Logo, o senhor demora. No entanto, eles mantêm as lâmpadas acesas e os rins cingidos. Em seguida, o senhor chega e os chama de felizes. Então, acontece algo surpreendente: o próprio senhor serve os vigilantes. Por isso, a vigilância cristã não é ansiedade. É confiança amorosa. Além disso, é perseverança humilde. Afinal, quem vigia por amor participa do banquete do Reino.

A segunda narrativa usa uma imagem forte. Caso o dono da casa soubesse a hora, ficaria pronto. Porém, o ladrão chega de modo imprevisível. Portanto, Jesus pede atenção contínua. Assim, a vigilância cristã evita a distração que relaxa o espírito. Em vista disso, cuidamos dos sentidos, do tempo e das escolhas. Ademais, oramos, para que o coração não adormeça. Em resumo, quem vigia hoje não se apavora amanhã.

A terceira parábola apresenta a responsabilidade. Em primeiro lugar, o administrador fiel cuida das pessoas e das tarefas. Além disso, serve com prudência e constância. Logo depois, o senhor confia mais àquele que foi fiel no pouco. Por outro lado, o administrador infiel se aproveita do atraso. Então, maltrata, desordena e dispersa. Por conseguinte, recebe severa correção. Em conclusão, a vigilância cristã integra fidelidade, serviço e cuidado com a casa de Deus.

As comunidades de ontem e de hoje enfrentam a demora. Frequentemente, líderes cansam da espera e perdem o fervor. Todavia, o Evangelho corrige e reacende o coração. Assim, a vigilância cristã combate abusos de poder e indiferença. Além do mais, promove cuidado fraterno e transparência. Dessa forma, a parusia deixa de ser desculpa para omissão. Ao mesmo tempo, torna-se estímulo para amar melhor. Afinal, quem espera o Senhor, serve sem fazer alarde.

A vigilância cristã precisa de hábitos. A princípio, comece com oração diária. Depois, leia a Palavra com método simples. Em seguida, escolha um gesto concreto de caridade. Além disso, faça exame de consciência breve ao fim do dia. Assim, identifique distrações e agradeça graças. Bem como, acerte o rumo para amanhã. Por isso, proponha metas pequenas e possíveis. Do mesmo modo, cuide do uso do dinheiro. Sobretudo, priorize pessoas. Não só partilhe esmola, como também tempo e escuta. Ainda mais, reconcilie-se com quem precisa de perdão. Conforme o Senhor ensina, o amor concreto ilumina a noite.

Acima de tudo, lembre-se do tesouro no céu. Entretanto, não fuja das responsabilidades de hoje. Assim, trabalhe com honestidade e simplicidade. Portanto, organize as contas. Em seguida, reserve espaço para a generosidade. Por conseguinte, o coração aprende liberdade. Em suma, a vigilância cristã alinha fé e vida. Tal como a lâmpada acesa, a caridade mantém o fogo enquanto esperamos.

A rotina pode nos engolir. Porém, o discípulo desacelera para escutar Deus. Logo, um pequeno jejum digital abre espaço para o silêncio. Então, a mente clareia. Em seguida, a oração flui. Assim também, observe os sinais de Deus no cotidiano. Tanto nas alegrias quanto nas cruzes, Ele fala. Dessa forma, a vigilância cristã transforma o dia comum em espaço de graça.

Do mesmo jeito que Israel cantou a libertação, a comunidade sustenta a esperança. Por isso, participe da missa e dos sacramentos. Além de que, sirva na paróquia com os dons que possui. Em conformidade com o Evangelho, a caridade é missão de todos. Desse modo, ninguém caminha sozinho. Em síntese, a vigilância cristã floresce quando rezamos, aprendemos e servimos juntos.

Perseverança na oração, mesmo quando tudo distrai.

Generosidade concreta com os necessitados, com discrição.

Atenção às pequenas infidelidades, para corrigi-las cedo.

Humildade para pedir perdão, sempre que ofendemos.

Alegria serena, que brota da esperança do Reino.

Então, pergunte-se diariamente: onde está o meu tesouro? Assim, você medirá o pulso do coração. Por conseguinte, ajustará sua rota para o céu. Enfim, a vigilância cristã não pesa. Ao contrário, liberta.

Nem todo recurso é problema. Contudo, o apego excessivo sufoca a alma. Em vista disso, vale rever escolhas. Primeiramente, identifique gastos que alimentam vaidades. Depois, substitua por gestos de amor. Logo, você sentirá leveza. Portanto, o dinheiro retoma o seu lugar de instrumento. Por isso, a vigilância cristã regula o coração e não apenas a carteira. Em conclusão, riqueza só tem sentido quando serve ao bem.

A prontidão evangélica não é medo. Ao invés de pânico, cultivamos esperança. Assim, mantemos as lâmpadas acesas com a caridade. Em seguida, cingimos os rins com a verdade. Depois, avançamos com os passos da fé. Por conseguinte, a vigilância cristã nos encontra acordados para amar. Em resumo, quem serve encontra o Senhor que serve primeiro.

A vigilância cristã integra fé, desapego e caridade. Além disso, inclui responsabilidade no serviço e firmeza na esperança. Dessa forma, aguardamos a vinda do Senhor sem paralisar a vida. Portanto, cuidamos da casa comum e das pessoas. Em vista disso, testemunhamos o Evangelho com simplicidade. Afinal, Ele vem. Logo, vale permanecer prontos, com o coração leve e as mãos abertas.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

Ao iniciar este momento orante, pedimos luz e paz. Em silêncio, respiramos fundo e apresentamos o coração a Deus. Desde já, acolhemos a vigilância cristã como caminho de fé. Portanto, pedimos coragem para viver com simplicidade e atenção. Assim, abrimos os ouvidos à Palavra que sustenta o dia.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Senhor Jesus, fonte de amor, aqui estamos. Queremos ouvir, acolher e praticar o que o Evangelho inspira. Concede-nos clareza de mente, firmeza de vontade e ternura no servir. Desse modo, a vigilância cristã amadurece em nós e orienta nossas decisões.

Deus de bondade, reúne nossa vida dispersa. Toma nossos medos, a nossa pressa e as nossas dúvidas. Purifica intenções e renova esperanças. Concede o dom do discernimento para buscar a verdade que liberta. Assim, caminhamos com passos humildes. Por isso, entregamos este tempo em tuas mãos. Que a vigilância cristã proteja o coração e fortaleça a caridade. Amém.

Leitura (Verdade)

Em Lc 12,32-48, Jesus fala ao coração dos discípulos. Antes de tudo, Ele acalma: “Não tenhais medo”. Em seguida, aponta o Reino como presente do Pai. Logo, convida ao desapego e à partilha. Bens passam; o tesouro do céu permanece. Onde está o tesouro, ali repousa o coração.

Depois, Jesus pede prontidão. “Rins cingidos e lâmpadas acesas” significam vida desperta. Os discípulos esperam o Senhor que pode chegar a qualquer hora. A vigilância cristã não vigia por pânico, mas por amor. Feliz quem o encontra acordado e disponível.

Jesus usa mais imagens. Fala do ladrão que chega sem aviso. Desse modo, nos alerta contra a distração que abre brechas. Em seguida, apresenta o administrador fiel. Ele cuida das pessoas e das tarefas com prudência. O patrão confia mais a quem permanece fiel. No entanto, o abuso nasce quando a demora se torna desculpa. Quem espanca, dispersa e se embriaga perde o rumo. Por consequência, responde por seus atos. Em síntese, a vigilância cristã une desapego, atenção e fidelidade no serviço. A quem muito se confia, muito se pede.

Faça uma leitura atenta do texto bíblico em sua Bíblia. Observe palavras, imagens e apelos. Anote o que mais toca o seu coração. Depois, permaneça um instante em silêncio.

Meditação (Caminho)

A vigilância cristã floresce quando o coração encontra seu tesouro em Deus. Portanto, pergunte a si mesmo: o que ocupa meu centro? Ambições, comparações, vaidades? Ou a paz do Evangelho? Se o coração se prende ao que passa, a vida pesa. Se se fixa no céu, a vida anda leve. Assim, revisamos hábitos e prioridades.

Além disso, Jesus chama ao serviço. A fidelidade no serviço não é espetáculo. É cuidado diário, discreto e constante. Por isso, organizamos a rotina com caridade. Oferecemos tempo, atenção e partilha concreta. Ainda mais, corrigimos excessos e pedimos perdão quando falhamos. Enfim, quem serve aprende o ritmo do Reino.

Considere também a dimensão do tempo. A espera pode se alongar. Contudo, a esperança sustenta. A vigilância cristã evita dois extremos: ansiedade e acomodação. Nem desespero, nem preguiça. Pelo contrário, serenidade ativa. Assim, vigiamos pensamentos, desejos e atitudes. Verificamos o que favorece Deus em nós. Eliminamos o que nos afasta dele.

Faça três perguntas simples:

O que hoje precisa de luz?

Quem hoje precisa de mim?

O que hoje posso oferecer a Deus e aos irmãos?

Oração (Vida)

Senhor Jesus, ensina-nos a vigiar com serenidade. Toma nossos apegos e dá-nos um coração livre. Ilumina a mente, fortalece a vontade e aquece a caridade. Que a vigilância cristã nos mantenha atentos ao teu passo. Que a fidelidade no serviço nos faça cuidar de quem sofre. Torna a nossa casa um lugar de acolhida. Guia nossos olhos, nossas mãos e nossos pés. Dá-nos coragem para recomeçar hoje. Amém.

Contemplação (Vida e Missão)

Que traço de Deus esta passagem lhe revela hoje?

Qual palavra encontrou sintonia com sua realidade?

Que compromisso concreto você assume esta semana?

Bênção

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evangelho
Ficai preparados! Porque o Senhor vai chegar na hora em que menos esperardes – Lc 12,32-48

Não temas, pequeno rebanho, porque vosso Pai julgou bom dar-vos o reino! Vendei vossos bens e dai esmola! Fazei para vós bolsas que não se desgastem, um tesouro inesgotável nos céus, onde ladrão não chega nem traça destrói! Pois, onde estiver vosso tesouro, ali estará também vosso coração. Tende cingida a cintura, e acesas as lâmpadas! Sede como aqueles que esperam seu senhor regressar de uma festa de núpcias para lhe abrir a porta, logo que ele chegar e bater! Bem-aventurados aqueles servos que o senhor encontrar vigiando quando chegar. Amém, eu vos digo: ele mesmo cingirá sua cintura, os fará sentar-se à mesa e começará a servi-los.” […]A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.

Clique nos títulos para ler o conteúdo.

Oração Inicial

Liturgia do 19º domingo do Tempo Comum. O Evangelho de hoje é um apelo à vigilância e à disponibilidade. Convida-nos a permanecer preparados, com “o cinto amarrado e as lâmpadas acesas”, enquanto aguardamos a vinda do Senhor. Com essas disposições, acolhamos a Palavra que vai nos acompanhar ao longo do dia.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Entremos em sintonia com a fonte do amor verdadeiro. Que este momento de meditação orante fortaleça nosso vínculo com Deus Amor. Que o Espírito Santo nos conceda a graça do discernimento para buscarmos a Verdade, que deve orientar a nossa vida, nosso agir e nossas decisões.


https://nl.hideproxy.me/go.php?u=hWeD5ubdS55KnYlt%2BsuyT6VYbvc5jVZRnOfyHI0%2B5frIryVWSg%3D%3D&b=13&f=frame
Peçamos: “Jesus Mestre, cremos com viva fé que estais aqui presente, para indicar-nos o caminho que leva ao Pai. Iluminai nossa mente, movei nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

Silenciando o coração, repita algumas vezes a oração: “Jesus Mestre, iluminai minha mente, movei meu coração, para que esta meditação produza em mim frutos de vida. Amém.”
Ler o Evangelho quantas vezes for necessário para assimilar as orientações de Jesus.

Evangelho: Lc 12,32-48 “Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar. Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente, que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

“O Evangelho é palavra viva e eficaz de Deus para o coração humano em todos os tempos; porém foi escrito por pessoas condicionadas a uma mentalidade e cultura. Aqui, Jesus parece aprovar a punição de chicote ao servo que não fez o que o patrão queria. Olhando bem, no entanto, vemos que a vontade do senhor da casa representa aqui o que Deus espera de nós: fixar o coração no tesouro do céu, estar sempre vigilante ao que o Senhor manifesta, ser serviçal, administrar os bens com prudência em favor de todos… Fazer tudo isso é juntar um tesouro inesgotável que ninguém nos pode roubar e guardá-lo na bolsa que não se desgasta. Por isso, o Senhor assegura: “Vosso Pai julgou bom dar-vos o reino!”.” (Viver a Palavra – 2025. Ir. Maria Inês Carniato, fsp (Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Jesus nos lembra que vigiar será sempre necessário. O discípulo do Senhor sabe discernir a vontade divina em cada momento e em cada ação da história. Somente escutando os apelos do Senhor e acolhendo-os é possível participar na construção de seu Reino.
Você está disponível ao convite que o Senhor lhe faz em sua Palavra? Procura concretizar em sua vida os seus ensinamentos?
Como você avalia a vigilância que você tem sobre seus pensamentos, desejos e atitudes?

Oração (Vida)

Faça sua oração como diálogo com Mestre que nos ensina como permanecer na humildade e na confiança silenciosa para desabrochar como a semente e produzir frutos de salvação.
Na escola de Maria, Mãe de Jesus, aprendemos essa difícil e necessária atitude, rezemos: “ Maria, Mãe da Igreja e nossa Mãe ajudai, ó Mãe, a nossa fé. Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e a sua chamada. Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa. Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-lo com a fé. Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer. Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado. Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho. Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz no nosso caminho. E que esta luz da fé cresça sempre em nós, até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor” (Lumen Fidei, 60).

Contemplação (Vida e Missão)

Que aspectos do mistério de Deus esta passagem lhe permite conhecer?
Qual palavra mais encontrou sintonia com a realidade que você está vivendo?
Quais compromissos você deseja assumir em sua vida?

Bênção

– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém

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