3ª Semana da Quaresma – Ano Litúrgico – A
Liturgia do dia 18 de março de 2023
Façamos a oração do dia: Pai, faze-me consciente de minha condição de pecador, livrando-me da soberba que me dá a falsa ilusão de ser superior a meu próximo e mais digno de me dirigir a ti.
PRIMEIRA LEITURA: Sm 7,4-5a.12-14a.16 ou Os 6,1-6
Leitura do Segundo Livro de Samuel.
Naqueles dias, 4a Palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5a“Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: 12Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 13Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14aEu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre'”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
SALMO 88(89)
— Eis que a sua descendência durará eternamente.
— Eis que a sua descendência durará eternamente.
— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
— “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”
— Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor,vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.
SEGUNDA LEITURA: Rm 4,13.16-18.22
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.
Irmãos,13Não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”. 22Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
EVANGELHO: Lc 18,9-14
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10‘Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.’
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Bem ao estilo da introdução às parábolas da misericórdia (Lc 15,1-3), Jesus, mais uma vez, contrapõe os fariseus e os cobradores de impostos. Fariseu significa separado. Assim se sentem. São profundos conhecedores da Sagrada Escritura, mas têm uma interpretação discriminatória. Sua lógica de justiça é baseada no mérito das obras. Sentem-se justos por cumprirem os preceitos da Lei mosaica e os 613 mandamentos da tradição oral. Construíram uma imagem a partir de uma religiosidade hipócrita e exterior. Os publicanos ou cobradores de impostos são odiados entre os judeus. Além de cooperarem com o sistema opressor do Império Romano, normalmente, eles são ladrões e desonestos. A atitude dos dois orantes é que faz toda a diferença. O publicano tem consciência de que é pecador e se coloca diante de Deus com humildade. Recebe de Deus o perdão: foi justificado. O outro se mantém na arrogância hipócrita. O dito final é uma aplicação generalizante da história. E nós, com que atitude nos colocamos diante de Deus em oração?
Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
LEITURA ORANTE
Oração Inicial
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
“Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra.
Celebra-se hoje a solenidade de São José, pois amanhã, Domingo de Quaresma, tem precedência sobre qualquer outra solenidade litúrgica.
São José, esposo da Virgem Maria é apresentado nos Evangelhos como homem de fé, do silêncio, justo, pai adotivo de Jesus; o carpinteiro de Nazaré, descendente de Davi (de quem devia nascer o Messias).
No Evangelho desta liturgia vemos Maria e José preocupados e cuidadosos com Jesus.
“Peçamos a graça de acolher Jesus em nossa vida com a mesma disponibilidade de José e Maria. São José, alegres louvamos teu exemplo de doação paternal ao nosso amado Jesus. Homem da obediência e do silêncio, ensinai-nos por teu exemplo a colocarmos nossa confiança nas mãos do Pai Celestial.”
Leitura (Verdade)
“A oração é um momento privilegiado em nossa vida. Por ela, pomo-nos em comunicação com Deus, falamos com ele. No Evangelho, uma lição importante para nossa oração. Não rezar como aquele fariseu: ele louvou a si mesmo e desprezou seu irmão. Essa oração desagrada a Deus, nosso Pai. Rezamos para louvá-lo e para nos confirmar no seu caminho de amor e fraternidade. Deus se agrada da oração do publicano, do arrecadador de impostos; este colocou toda sua confiança em Deus, reconhecendo sua condição de pecador. Rezou com humildade, dando a Deus a última palavra. A oração cristã não é para usar Deus em nosso favor; é para nos colocar em comunhão com ele, abrindo-nos para a conversão e a caridade.”
Meditação (Caminho)
José é considerado o justo, o fiel por que acompanhou Jesus e Maria na alegria e nas dificuldades, que não foram poucas desde a gestação de Maria até a morte de seu filho na cruz.
Como está sua fidelidade no caminho de Jesus.
Justo é o homem que se ajusta à vontade de Deus e não reluta em obedecê-lo quando é convocado, mesmo que isto lhe seja custoso.
Como você avalia sua vivência em relação esta compreensão de justiça?
Oração (Vida)
Com as palavras que estão em seu coração, apresente ao Senhor as famílias que passam por dificuldades na educação de seus filhos. Pais que procuram seus filhos, às vezes adolescentes, perdidos na droga, no vício. Pais desempregados que sofrem a angústia de não ter como providenciar uma vida digna pera seus filhos…
Conclua: São Jose, junto com Maria provastes a aflição de ver seu filho tantas vezes correndo perigo de vida. Sê o protetor de todos os pais: no momento em que os filhos procuram um sentido para viver, no momento em que se perdem arriscando a própria vida. Sê o protetor de todos os pais que buscam construir um lar segundo a vontade de Deus. Amém.
Contemplação (Vida e Missão)
Após esta meditação o que você se propõe viver neste dia?
Peça aos pais de Jesus que intercedam junto ao seu Filho para o seu crescimento numa busca da vontade de Deus. Procure o silêncio e a justiça como opções seguras de estar no caminho de Jesus.
Bênção
Benção especial da Quaresma
– Deus Pai de misericórdia, conceda a todos, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno a casa. Amém.
– O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, nos guie nesta jornada quaresmal a uma verdadeira conversão. Amém.
– O Espírito de sabedoria e fortaleza nos sustente na luta contra o mal, para podermos com Cristo celebrar a vitória da Páscoa. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

