Só temos aqui cinco pães e dois peixes

Dai-lhe vós mesmo de comer! Este é o mandato que Jesus dá, cabe a nós dar de comer aos desabrigados e famintos que vivem a nossa volta.
Liturgia diária, Multiplicação dos pães - Mt 14,13-21
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18ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico – A

Liturgia do dia 07 de agosto de 2023


Ajude nossa família a custear o sepultamento da Manuela

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Façamos a oração do dia: Pai, abre meu coração para a solidariedade, a fim de que, diante de meu semelhante necessitado eu sinta a alegria de partilhar com ele o que me deste.

PRIMEIRA LEITURA: Nm 11,4b-15

Leitura do Livro dos Números.

Naqueles dias, 4bos filhos de Israel começaram a lamentar-se, dizendo: “Quem nos dará carne para comer? 5Vêm-nos à memória os peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos e os melões, as verduras, as cebolas e os alhos. 6Aqui nada tem gosto ao nosso paladar, não vemos outra coisa a não ser o maná”.

7O maná era parecido com a semente do coentro e amarelado como certa resina. 8O povo se dispersava para o recolher e o moía num moinho, ou socava num pilão. Depois o cozinhavam numa panela e faziam broas com gosto de pão amassado com azeite.

9À noite, quando o orvalho caía no acampamento, caía também o maná. 10Moisés ouviu, pois, o povo lamentar-se em cada família, cada um à entrada de sua tenda. 11Então o Senhor tomou-se de uma cólera violenta, e Moisés, achando também tal coisa intolerável, disse ao Senhor: “Por que maltrataste assim o teu povo? Por que gozo tão pouco do teu favor, a ponto de descarregares sobre mim o peso de todo este povo? 12Acaso fui eu quem concebeu e deu à luz todo este povo, para que me digas: ‘Carrega-o ao colo, como a ama costuma fazer com a criança; e leva-o à terra que juraste dar a seus pais!’? 13Onde conseguirei carne para dar a toda esta gente? Pois se lamentam contra mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’ 14Já não posso suportar sozinho o peso de todo este povo: é grande demais para mim. 15Se queres continuar a tratar-me assim, peço-te que me tires a vida, se achei graça a teus olhos, para que eu não veja mais tamanha desgraça”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

SALMO 81(80) 

— Exultai no Senhor nossa força!

— Exultai no Senhor nossa força!

— Mas meu povo não ouviu a minha voz, Israel não quis saber de obedecer-me. Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, abandonei-os a seu duro coração.

— Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos! Seus inimigos, sem demora, humilharia e voltaria minha mão contra o opressor.

— Os que odeiam o Senhor o adulariam, seria este seu destino para sempre; eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria.

EVANGELHO: Mt 14,13-21

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Esta cena deve ser lida à luz da anterior: o banquete do aniversário de Herodes e o assassinato de João Batista. O clima é tenso. Jesus se retira para lugares afastados, mas a missão continua. A multidão, abandonada como ovelhas que não têm pastor, logo o localizam e, faminta e doente, suscita a compaixão no coração de Jesus. É como o sentimento de uma mãe por seus filhos: suas entranhas se revolvem como o útero materno.

Os discípulos pedem que Jesus resolva a situação, e ele devolve-lhes a responsabilidade: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”. Com cinco pães e dois peixes, Jesus pronuncia a bênção e, como bom anfitrião, convida todos ao seu banquete de vida. As palavras de Jesus têm uma forte conotação eucarística: tomou, deu graças, partiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem. É uma verdadeira antecipação do banquete messiânico definitivo. Das sobras, recolheram doze cestos cheios; da Eucaristia, nasce um novo povo, como aquele que fora alimentado no deserto, no caminho para a Terra da Promessa. Esse é o pão dos caminheiros, pão do Reino, pão da solidariedade.

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

O Evangelho de hoje revela-nos a divindade e a humanidade de Jesus. Ao ver o sofrimento das multidões Ele se compadece; cura os doentes e sacia a fome. Age em favor da dignidade humana.

Silenciando o coração, repita algumas vezes a oração: “Jesus Mestre, iluminai minha mente, movei meu coração, para que esta meditação produza em mim frutos de vida. Amém.”

Acolhamos com o coração aberto e ouvidos comprometidos a Palavra que vai nos acompanhar ao longo do dia.

Leitura (Verdade)

Ler o Evangelho quantas vezes for necessário para assimilar as orientações de Jesus e as atitudes novas que Ele nos propõe com seu exemplo.

A multidão estava faminta, pois já era tarde. Na visão dos apóstolos, a única saída era mandar toda aquela gente embora. Jesus ordena: “Dai-lhes vós de comer”. É de imaginar o susto dos apóstolos, porque possuíam somente cinco pães e dois peixes. Jesus poderia, em questão de segundos, saciar a fome daquela multidão. No entanto, ele quis contar com o pouco dos apóstolos para ensinar que todos podem realizar o milagre da partilha. Trata-se de uma metodologia que continua válida: repartir, pois com o pouco de cada um é possível garantir o suficiente para todos. O drama da fome é sustentado pela ganância de alguns, que não sabem o significado e a felicidade que advêm da partilha.

Meditação (Caminho)

Dai-lhe vós de comer! Este é o mandato que Jesus dá para mim e para você. Hoje, cabe a nós dar de comer aos desabrigados e famintos que vivem a nossa volta.
Você tem respondido ao apelo de partilhar algo de seu com os mais necessitados?
Você tem colocado os seus bens e seus talentos nas mãos do Senhor, para que Ele os abençoe, de forma que você tenha como e o que, partilhar com outros?
Temos pouco…, mas colocado nas mãos de Jesus e em comum com os irmãos, dá para matar a fome e a sede de muitas pessoas. Comprometa-se com partilha, dentro de suas possibilidades.

Oração (Vida)

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado no sentido da santa Igreja. Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa. Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário. Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde e fielmente, a vontade do Pai. Amém

Contemplação (Vida e Missão)

Sintetize em poucas palavras o apelo que você sentiu em seu coração, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver hoje?

Bênção

– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém

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