São Pedro e São Paulo – Ano Litúrgico B
01 de julho de 2018
ORAÇÃO DO DIA
Pai, consolida minha fé, a exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.
PRIMEIRA LEITURA: At 12,1-11
Leitura dos Atos dos Apóstolos:
Naqueles dias, o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos. “Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos. O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
— De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,/ seu louvor estará sempre em minha boca./ Minha alma se gloria no Senhor;/ que ouçam os humildes e se alegrem!
— Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome!/ Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,/ e de todos os temores me livrou.
— Contemplai a sua face e alegrai-vos,/ e vosso rosto não se cubra de vergonha!/ Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido,/ e o Senhor o libertou de toda angústia.
— O anjo do Senhor vem acampar/ ao redor dos que o temem, e os salva./ Provai e vede quão suave é o Senhor!/ Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
SEGUNDA LEITURA: : 2Tm 4,6-8.17-18
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo:
Caríssimo, quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
EVANGELHO: Mt 16,13-19
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.
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Comentário do Evangelho
Hoje celebramos o dia do grande testemunho de Pedro e Paulo. Entregaram sua vida e derramaram seu sangue por causa de Cristo e do seu Evangelho. Conhecemos o que Paulo escreveu a Timóteo em sua última carta: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”. Sejam estas as nossas últimas palavras, quando adormecermos para este mundo. Pedro, a quem Jesus deu o primado, entregando-lhe as chaves do Reino dos Céus, fez o seu êxodo deste mundo para o Pai à semelhança de seu povo Israel e de Jesus Cristo, seu Mestre.
O relato da prisão de Pedro e sua libertação refletem o êxodo do Egito e a ressurreição dos mortos. Tudo aconteceu nos dias dos Pães sem Fermento, que são os dias da Páscoa. Pedro se levantou com a mesma pressa com que os hebreus comeram o cordeiro na saída do Egito. Os hebreus deviam ter os rins cingidos e sandálias nos pés. A mesma ordem recebeu Pedro, quando o anjo o acordou: “Põe o cinto e calça tuas sandálias!”. Assim como o anjo de Deus caminhou diante dos filhos de Israel durante o êxodo, também o anjo do Senhor orienta a saída de Pedro da prisão. Dizem os Atos que o anjo apareceu e uma luz iluminou a cela de Pedro; do mesmo modo permaneceram iluminadas as casas dos hebreus enquanto as trevas cobriam o Egito. Lembrando os soldados egípcios, a prisão de Pedro foi guardada por quatro piquetes de soldados, por dezesseis homens, portanto, e o anjo o faz passar por dois postos de guarda.
Pedro estava dormindo. O anjo o desperta e faz com que se levante. Dormia e despertou. Dormia o sono da morte e despertou para a vida. As correntes caíram-lhe das mãos, libertando-o. O anjo tocou-lhe o lado do mesmo modo como o soldado romano tocou o lado de Jesus. O vocabulário usado é o mesmo. Desde cedo, a noite da Páscoa se tornou para os cristãos a celebração da ressurreição de Cristo, sua Páscoa deste mundo para o Pai. Páscoa significa passagem. Assim também hoje celebramos o êxodo de Pedro, sua Páscoa deste mundo para o Pai. O relato de sua libertação nos dias de Herodes termina com Pedro dizendo aos discípulos que o tinham acolhido que anunciassem o que tinha ocorrido a Tiago e aos irmãos. “Depois saiu, e foi para outro lugar.” Sem dúvida, para o lugar que Cristo foi preparar para nós, quando voltou para a casa do Pai.
Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2018’, Paulinas
LEITURA ORANTE
Oração Inicial
Neste domingo solene da memória dos apóstolos São Pedro e São Paulo, rezemos pela Igreja e pelo papa. Que a Palavra nos fortaleça para testemunharmos nossa fé, a exemplo dos apóstolos Pedro e Paulo, que deram a vida por Cristo e pelo Evangelho.
Leitura (Verdade)
O que diz o texto? Qual questionamento Jesus dirige aos discípulos? Quais são as afirmações a respeito de Jesus? Para Simão Pedro, quem é Jesus? Qual missão Jesus confia a Pedro?
“O relato da ‘profissão de fé de Pedro’ pertence à tríplice tradição. Jesus vai com seus discípulos em território pagão: Cesareia de Filipe. É Jesus quem toma a iniciativa de interrogar os discípulos: ‘Quem dizem as pessoas ser o Filho do Homem?’ (v. 13b). Não se trata de curiosidade. A resposta a tal pergunta situa a existência de cada um em solo firme ou não. O que eles dizem da opinião das pessoas coloca Jesus na linha profética: João Batista, Elias, Jeremias ou algum dos Profetas que ressuscitou (v. 14). No entanto, todos falam do passado. Não reconhecem em Jesus a realização da promessa. A segunda pergunta visa diretamente aos discípulos: ‘E vós?’ (v. 15). A resposta de Pedro é clara: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’ (v. 16). ‘Messias’ deixou, então, de ser apenas um título ou uma promessa, para ter um rosto concreto, um rosto de Filho do Deus vivo, Jesus de Nazaré. A rocha sobre a qual a Igreja está construída é essa fé de Pedro. A resposta de Pedro vem da acolhida, em si, da fé que Deus dá” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).
Meditação (Caminho)
“A festa de São Pedro e São Paulo é a festa da Igreja: festa do que a Igreja é chamada a viver e do que a Igreja é. A Igreja é testemunha do Cristo, testemunha da ressurreição de Jesus Cristo, testemunha da vitória do Senhor sobre o mal e sobre a morte. Todos nós somos chamados a viver como testemunhas do Cristo Ressuscitado, testemunhas de sua vitória, da qual todos somos, por graça de Deus, herdeiros. Somos chamados a viver desta fé, nesta confiança, como viveram Pedro e Paulo.
Ao colocarmos num único dia a memória de Pedro e Paulo, que deram a vida por amor a Cristo e aos irmãos, celebramos a riqueza da diversidade da Igreja. Tão diferentes um do outro, mas unidos no mesmo amor incondicional pela pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Um foi alcançado pelo olhar do Senhor às margens do Mar da Galileia, o outro, Paulo, foi iluminado pelo Senhor no caminho de Damasco, enquanto perseguia implacavelmente a Igreja, Corpo de Cristo; uma luz tão intensa o alcançou que, num primeiro momento, o cegou, para que percebesse que seu passado, sem o Senhor, era uma grande cegueira, uma forte escuridão. Desse encontro com o Ressuscitado que ele perseguia, passou a ter uma nova luz; foi descortinado para ele o caminho da salvação, não mais a Torá, mas o próprio Cristo.
Enquanto Pedro estava na prisão, a Igreja permanecia unida na oração por ele (At 12,5), para que sua fé não esmorecesse. Devemos permanecer unânimes na oração para que nossa fé não esmoreça diante da perseguição ou da morte. Era a oração da Igreja que sustentava Pedro. É a súplica da Igreja que sustenta a nossa fé. Esta fé inabalável de Pedro, sobre a qual nós estamos fundados (cf. Mt 16,13-19), é que permitirá a Pedro reconhecer que foi o Senhor quem o tirou da prisão. Quem está na origem da libertação, seja lá qual for a prisão, é Deus. É o Senhor, qual uma luz, que ilumina o nosso caminho para que possamos sair de todo aprisionamento que nos impede de ser testemunhas de Cristo. É esta mesma luz e força de Deus que sustentou Paulo, tantas vezes preso e perseguido, e tanta vezes ‘libertado da boca do leão’ (2Tm 4,7). É nele que Paulo espera confiante: ‘O Senhor me livrará de todo mal…’ (v. 8). Então, quem pode aprisionar a Palavra de Deus? Quem pode arrancá-la de nós? Quem pode nos separar do amor de Cristo? A fé que nós recebemos dos apóstolos, nós a carregamos como um tesouro em vaso de argila. Que a nossa fé seja a nossa alegria!” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).
Oração (Vida)
Celebrando a memória dos apóstolos Pedro e Paulo, supliquemos ao Senhor pela missão da Igreja. Lembremos ainda todas as iniciativas da Igreja para a evangelização dos povos.
Contemplação (Vida e Missão)
Qual apelo a Palavra de Deus despertou em seu coração? O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?
Bênção
– Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, que vos deu por fundamento aquela fé proclamada pelo apóstolo Pedro e sobre a qual se edifica toda a Igreja.
– Ele, que vos instruiu pela incansável pregação de São Paulo, vos ensine a conquistar também novos irmãos para o Cristo.
– Que a autoridade de Pedro e a pregação de Paulo vos levem à pátria celeste, aonde chegaram gloriosamente um pela cruz e outro pela espada.
– Abençoe-nos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
Paulinas
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