Na liturgia diária de hoje lemos o Evangelho: Mt 18,21-19,1
Façamos a oração do dia: Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante.
19ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico B
Liturgia do dia 12 de agosto de 2021
PRIMEIRA LEITURA: Js 3,7-10a.11.13-17
Leitura do Livro de Josué.
Naqueles dias 7o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”.
9Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10aE acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”.
14Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem – pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita –, 16então as águas que vinham de cima pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente.
Então o povo atravessou, defronte a Jericó. 17E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
SALMO 114(113A)
— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Quando o povo de Israel saiu do Egito, e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e Israel se transformou em seu domínio.
— O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos.
— Ó mar, que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós, colinas, parecendo cordeirinhos?
EVANGELHO: Mt 18,21-19,1
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 18,21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.
25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.
29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias, tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
Quantas vezes devemos perdoar? Experimente perdoar sempre e veja o resultado! Como você se sente quando é compreendido e desculpado?
LEITURA ORANTE
Oração Inicial
“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós!” Esse é o convite que Jesus nos faz hoje. Que o pedido do Senhor encontre espaço em nossa vida e se torne concreto em nosso dia.
Rezemos: “Divino Espírito Santo, necessitamos muito de vossa ajuda para conhecer o caminho que devemos seguir. Temos necessidade de vós, para que o nosso coração, inundado pela vossa consolação, se abra e que, muito além das palavras e dos conceitos, possamos perceber a vossa presença. Iluminai a nossa mente, movei o nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.”
Leitura (Verdade)
O que diz o texto? A quem Jesus se dirige? Qual desafio a comunidade é convidada a enfrentar? Qual desejo de Deus o evangelista nos transmite por meio da narrativa? Qual é o principal apelo que o texto nos faz?
Temos consciência da necessidade de perdão em nossa vida e na vida comunitária. Pedro quer situar a dimensão do perdão. Os rabinos, na discussão casuística sobre o perdão, consideravam que perdoar três vezes era suficiente. Pedro, querendo eliminar o risco, fala em sete vezes. A medida do Mestre é outra: setenta vezes sete. Para os judeus, isso significava sempre. É impressionante o número de vezes em que o perdão é citado nos Evangelhos. Isso mostra que a questão é séria. O Pai-Nosso nos adverte: o perdão de Deus é estabelecido pela maneira como nós perdoamos. O perdão tem tudo a ver com o mandamento do Amor. Jesus veio nos reconciliar com o Pai e insiste na necessidade de reconciliação entre os irmãos.
Meditação (Caminho)
Qual convite a Palavra lhe faz? Como você vive o perdão e a reconciliação? Você recorda alguma experiência em que foi perdoado(a) e perdoou? O que o(a) motiva a buscar a reconciliação com quem o(a) ofendeu e com quem foi ofendido(a) por você?
Deus é um Pai de infinito amor, que nos perdoa e nos recria em sua misericórdia. Ele deseja que nunca nos afastemos de sua comunhão. Quando experimentamos o seu amor, também estendemos aos nossos irmãos esse amor por meio da misericórdia, da bondade, do perdão…
Ele nos convida ao perdão e à reconciliação para que possamos viver a unidade em torno do mesmo Pai. São dois movimentos exigentes, pois precisamos sair de nós mesmos em direção ao outro a quem ofendemos ou nos ofendeu. Porém, ele é necessário para mantermos relacionamentos saudáveis e curarmos nossas feridas. Mais ainda, o perdão só existe no amor. Portanto, sabe perdoar quem muito ama.
A reconciliação e o perdão são dons que o Senhor nos concede, de modo que nos tornamos capazes de perdoar, aos outros e a nós mesmos.
Oração (Vida)
Agradeçamos ao Senhor seu amor e sua misericórdia para conosco e por ter nos ensinado a perdoar. Entreguemos a Ele as pessoas que sofrem a dor da falta do perdão e da reconciliação. Peçamos ainda: “Senhor, concede-nos um coração aberto à tua graça e ensina-nos a perdoar a quem ainda não amamos com verdadeiro amor fraterno”.
Contemplação (Vida e Missão)
Com a palavra na mente e no coração, qual atitude você se propõe a viver no dia de hoje?
Senhor, ensinai-me a matemática do perdão!
Bênção
Benção de São Francisco
O Senhor te abençoe e te guarde,
Mostre a ti o seu rosto e tenha misericórdia de ti.
Volte para ti o seu olhar
e te dê a paz.

