Perdão sem Limites

O perdão é infinito, assim como o amor divino que devemos estender ao próximo.
Oração diária, O bom relacionamento fraterno precisa de correção e perdão. Não de correção e vingança, mas de compreensão.

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18ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico – C

Liturgia do dia 14 de agosto de 2025


Ajude nossa família a custear o sepultamento da Manuela

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Façamos a oração do dia:  Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante.

TEmas para encontros de catequese

PRIMEIRA LEITURA: Js 3,7-10a.11.13-17

Leitura do Livro de Josué

Naqueles dias, 7 o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8 Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”. 9 Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10a E acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11 Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13 E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”. 14 Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15 Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem — pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita —, 16 então as águas, que vinham de cima, pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo, desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo atravessou, frente a Jericó. 17 E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO  113A(114)

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– Quando o povo de Israel saiu do Egito, e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e Israel se transformou em seu domínio. 

– O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos.

– Ó mar, o que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós, colinas, parecendo cordeirinhos? 

EVANGELHO: Mt 18,21-19,1

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caíu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1 Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O tema do perdão se reflete na pergunta de Pedro a Jesus sobre a frequência com que se deve perdoar. Quando Pedro sugere sete vezes, um número simbolizando perfeição, ele já insinua algo grandioso. Porém, Jesus expande essa ideia, recomendando perdoar setenta e sete vezes, enfatizando a ideia de perdão infinito. Para ilustrar essa lição, Jesus conta a parábola do rei misericordioso, que perdoa a dívida colossal de seu servo: dez mil talentos, uma quantia impossível de ser paga, mesmo com a venda de todos os seus bens e o trabalho contínuo de toda a sua vida. Em seguida, outro servo aparece, devendo a seu colega apenas cem denários, uma quantia pequena que poderia ser quitada em pouco mais de três meses de trabalho. Este segundo empregado implora por mais tempo, assim como o primeiro havia feito ao rei. No entanto, em vez de demonstrar a mesma compaixão, o servo perdoado recusa a ajuda ao seu irmão, deixando-o preso até que pague a dívida. O rei, ao saber do ocorrido, fica indignado e pune severamente o servo ingrato, que não soube estender ao próximo o perdão que recebera de Deus. A lição é clara: assim como Deus perdoa nossos pecados, devemos também perdoar aqueles que nos ofendem.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

Ao meditarmos na Palavra de Deus, vamos acolher a presença do Senhor que fala diretamente aos nossos corações. O Evangelho de hoje nos questiona sobre quantas vezes devemos perdoar nosso irmão, um tema frequentemente debatido pelos rabinos de Israel, que acreditavam que o perdão deveria ser oferecido no máximo três vezes.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Rezemos: “Divino Espírito Santo, necessitamos da vossa orientação para seguir o caminho correto. Nosso coração, cheio da vossa consolação, precisa ser aberto para que, além das palavras, possamos sentir a vossa presença. Iluminai nossa mente e mova nosso coração para que essa meditação gere frutos de vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

O servo que não perdoou ao seu companheiro demonstrou um grande desapego ao amor e à misericórdia que lhe foi concedida. Ele, que havia recebido um perdão tão grande, não foi capaz de estender a mesma compaixão ao próximo, mostrando que sua misericórdia foi apenas superficial. O comportamento dele gerou indignação, e o rei aplicou-lhe uma punição severa, mostrando a gravidade de não exercermos o perdão genuíno. A misericórdia de Deus é infinita, mas ela nos pede que sejamos igualmente compassivos com os outros.

Meditação (Caminho)

Vamos refletir sobre a imensidão do perdão com o qual Deus nos agracia. Ele ultrapassa a ideia comum de que quem comete um erro deve ser punido. Deus nos oferece uma justiça cheia de misericórdia, típica do amor que não tem limites.
Você encontra facilidade em perdoar? Consegue perdoar quando alguém lhe pede perdão? E você, sabe pedir perdão ao perceber que magoou alguém? Quais sentimentos essa Palavra desperta em você? Fique em silêncio por um momento e busque compreender este ensino profundo de Jesus.
O perdão brota do coração de quem compreende o que significa amar. Quem ama, perdoa. Jesus nos alerta que só seremos perdoados por Deus se também soubermos perdoar aos outros. O perdão é a expressão mais pura do desejo de viver em harmonia com o próximo.

Oração (Vida)

Façamos dessa oração um compromisso diário.
Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz!
Ó Mestre, ensina-me a procurar mais: consolar do que ser consolado,
compreender do que ser compreendido, amar do que ser amado.
Pois é dando que se recebe, perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Contemplação (Vida e Missão)

Perdoar sempre, mesmo quando as palavras são insuficientes devido à dor da ofensa. Quando não podemos expressar o perdão com palavras, que o façamos com o coração, permitindo que nossa atitude sirva para edificar o outro.
Senhor, ensina-me a verdadeira essência do perdão!

Bênção

Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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