Na liturgia diária de hoje lemos o Evangelho: Mt 14,22-33
texto Façamos a oração do dia: Pai, que eu saiba transformar minhas quedas e fracassos em ocasião para crescer na fé em Jesus, e para reforçar a disposição de deixar-me guiar pela palavra dele.
19º Domingo do Tempo Comum – Ano Litúrgico A
Liturgia do dia 05 de agosto de 2020
PRIMEIRA LEITURA: 1Rs 19,9a.11-13a
Leitura do Primeiro Livro dos Reis – Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, 9ao profeta Elias entrou numa gruta, onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida nestes termos:
11“Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar”.
Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Mas o Senhor não estava no vento.
Depois do vento, houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto.
12Passado o terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo.
E, depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa. 13aOuvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
SALMO 85(84)
—Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,/ e a vossa salvação nos concedei!
—Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,/ e a vossa salvação nos concedei!
— Quero ouvir o que o Senhor irá falar:/ é a paz que ele vai anunciar./ Está perto a salvação dos que o temem,/ e a glória habitará em nossa terra.
— A verdade e o amor se encontrarão,/ a justiça e a paz se abraçarão;/ da terra brotará a fidelidade,/ e a justiça olhará dos altos céus.
— O Senhor nos dará tudo o que é bom,/ e a nossa terra nos dará suas colheitas;/ a justiça andará na sua frente/ e a salvação há de seguir os passos seus.
SEGUNDA LEITURA: Rm 9,1-5
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos: 1Não estou mentindo, mas, em Cristo, digo a verdade, apoiado no testemunho do Espírito Santo e da minha consciência.
2Tenho no coração uma grande tristeza e uma dor contínua, 3a ponto de desejar ser eu mesmo segregado por Cristo em favor de meus irmãos, os de minha raça.
4Eles são israelitas. A eles pertencem a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas 5e também os patriarcas. Deles é que descende, quanto à sua humanidade, Cristo, o qual está acima de todos, Deus bendito para sempre! Amém!
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
EVANGELHO: Mt 14,22-33
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
– Glória a vós, Senhor.
Depois da multiplicação dos pães, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões.
23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.
24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.
26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo.
27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”.
29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”
31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”
32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.
33Os que estavam no barco prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
O mar estava agitado e os discípulos, assustados. Tinham medo de perecer e pensavam estar vendo um fantasma. “Sou eu. Não tenhais medo!”, lhes disse Jesus, andando sobre as águas. Pedro também anda sobre as águas, mas se assusta de novo e começa a afundar. “Senhor, salva-me!” E o Senhor o salva. Jesus estende a mão e segura Pedro. Pedro e Jesus sobem ao barco.
Os discípulos se ajoelham e proclamam: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”. Para isso fomos chamados, para proclamar que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus. Mas não fomos chamados para dar de comer a quem tem fome? Sim, as duas coisas vão juntas. Quem proclama que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, dá de comer ao faminto, e quem dá de comer ao faminto está pondo em prática os ensinamentos de Jesus, verdadeiro Filho de Deus.
Jesus de Nazaré encontra-se na origem e no centro da fé cristã. Nele vemos a Deus e os irmãos. Nele podemos perceber e compreender a dignidade do ser humano. Ele é verdadeiro homem. E a partir dele podemos descobrir a face do Deus verdadeiro. Ninguém jamais viu a Deus, e Jesus é alguém em quem as pessoas encontram Deus. O centro da mensagem de Jesus é o Reino de Deus, e o centro da vida de Jesus de Nazaré é Deus, seu Pai, no Espírito Santo. A vida de Jesus é totalmente voltada para Deus, que ele quer nos revelar.
Que Deus Jesus nos revela? Um Deus humano, um Deus “antropocêntrico”. Ele é criador, totalmente interessado e ocupado com as suas criaturas. Jesus nos revela que o ser humano ocupa o centro do coração do Pai. Jesus de Nazaré pode dizer às criaturas em perigo: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”, não como se fosse um fantasma, mas como verdadeiro ser humano, como o novo Adão.
A voz de Deus não é fruto de uma imaginação doentia. No Verbo encarnado ela é sonora. No Verbo encarnado Deus tem sentimentos. É divino o sentimento humano de tristeza que Paulo tem em relação a seu povo, o povo de Israel. Deste povo descende, quanto à carne, o Cristo que está acima de todos. Paulo gostaria que seus irmãos de raça vissem Jesus como ele via.
Dizer que Jesus revela Deus significa que a compreensão cristã de Deus tem sua fonte, origem e fundamento em Jesus. A comunidade cristã vive no mundo enfrentando forças adversas, forças externas e forças internas. Ela não pode perder a fé nem sobreviver com fé reduzida. É sua fé naquele que é verdadeiramente o Filho de Deus que a torna permanentemente firme.
Subamos à montanha com Elias e esperemos com paciência que a brisa suave se faça sentir. Os elementos da natureza podem sinalizar a presença de Deus. Assim aconteceu no passado. Agora, porém, é a visão do ser humano, que por isso se chama Filho do Homem, que nos revela o Deus Conosco. Se antes da brisa vier a tempestade, quer no mar, quer na montanha, Pedro nos empresta sua voz. Gritemos com ele: “Senhor, salva-me!”. O Senhor o segurou com mão firme e ele não afundou.
Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2020’, Paulinas
LEITURA ORANTE
Oração Inicial
Neste domingo celebramos o Dia dos Pais e iniciamos a Semana Nacional da Família, que tem como lema “Família, lugar da vivência e convivência na preservação da vida”.
No Evangelho, os discípulos, em meio às ondas agitadas pelo mar, não reconhecem o Senhor, que vai até eles caminhando sobre as águas, e ficam apavorados. Mas, aos poucos, tomam consciência da presença de Jesus, sempre solidário e protetor, e acolhem suas palavras encorajadoras: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” Que a Palavra de Deus renove em nós a fé e nos ajude a enfrentar as adversidades da vida, depositando nossa confiança no Senhor.
Leitura (Verdade)
O que diz o texto? Leia-o pausadamente e identifique o contexto da narrativa. Qual mensagem o evangelista deseja transmitir? Além de “noite” e “escuridão”, quais outras palavras simbólicas você identifica no texto?
“A tempestade no mar vem logo após Jesus ter saciado cinco mil homens com apenas cinco pães. Tudo transcorre de maneira rápida e os discípulos têm dificuldade em entender o que estava acontecendo. O mar era símbolo de todos os perigos e ameaças. Em plena noite, açoitados pela tempestade, os discípulos tiveram medo. E o medo acontece em proporção inversa à fé.
A tempestade no lago reflete a atitude da Igreja como um todo, a vida das comunidades e nossa história pessoal. Quando os perigos nos apavoram, quando a tempestade nos ameaça, podemos gritar como os apóstolos, mas não perder a confiança. Quando Jesus entra em nossa barca, a tempestade termina. A hora da dificuldade é também a hora da fé.”
Meditação (Caminho)
Quais são as águas agitadas que eu preciso enfrentar? Jesus está no barco comigo? Reconheço o Senhor que se aproxima do meu barco e confio em suas palavras: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”?
Para reconhecermos a presença do Senhor Ressuscitado nos momentos difíceis da vida, necessitamos de muita fé. Mas nós não precisamos temer, pois o Ressuscitado está no nosso meio, está junto de nós. Que possamos sempre acolher as palavras encorajadoras de Jesus – “Sou eu. Não tenhais medo!” –, sobretudo nos momentos de dificuldade e temor.
Oração (Vida)
Celebrando hoje o Dia dos Pais, rezemos por suas intenções e também pelas famílias. Em comunhão com todos os pais, rezemos a prece de um pai.
“Senhor, é maravilhoso ter filhos e conviver com eles ao lado de minha esposa. Faze com que meu compromisso de ser pai seja um reflexo do teu infinito amor de Pai. Ilumina-me para que eu saiba amá-los sem impor regras nem condições. Inspira-me a perdoá-los e corrigi-los sem severas exigências.
Orienta-me para que eu seja um pai amigo e alegre, apoiando-os na vocação e nos sonhos. Dá-me sabedoria para compreender os impulsos e inovações na juventude de meus filhos. Abençoa a aliança com minha esposa, que tanto me ajuda a educá-los. Eu te ofereço a harmonia de minha família, agradeço-te pela saúde e o pão de cada dia e peço-te que os abençoe e os conduza pelo caminho do bem. Assim seja!”
Contemplação (Vida e Missão)
O que o Evangelho o(a) levou a experimentar? Qual novo olhar nasceu em você a partir da Palavra? Faça uma síntese do que o texto bíblico despertou em seu coração, para vivê-lo em seu dia.
Bênção
- O Senhor Deus nosso Pai esteja sempre conosco.
- Ele está no meio nós.
Oremos: “Senhor nosso Deus, Que enviastes Vosso Filho ao mundo Para curar as nossas enfermidades, Levar sobre Si as nossas dores, Redimir nossos pecados e Nos dar a Vida Eterna que vem de Vós, Tendes Piedade de nós!
Deus Misericordioso, Que cuida de todas as Vossas Criaturas, Atendei as nossas suplicas, e Segundo a Vossa Vontade, Protegei o Vosso Povo, Oprimido por essa doença terrível. Guardai e mantenhais a saúde daqueles Que não contraíram essa doença e Dai Senhor, aos que a contraíram, Paciência fortalecida, fé renovada e A cura desse mal, Para que todos nós desfrutemos De plena e duradoura saúde! Por Jesus Cristo nosso Senhor.” Amém.
Todo o Louvor, toda a Honra, toda a Gratidão, Toda a Fé, toda a Confiança, Toda a Adoração e toda a Glória Sejam dadas aos Senhor nosso Deus, Agora e para sempre! Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Amém.
Confira a Homilia dominical. – Clique aqui

