23º Domingo do Tempo Comum – Ano A
Liturgia do dia 13 de setembro de 2026
Façamos a oração do dia: Senhor Jesus, dai-me um coração misericordioso para perdoar os meus irmãos assim como o Pai perdoa as minhas faltas. Amém.
PRIMEIRA LEITURA: Eclo 27,33-28,9
Leitura do Livro do Eclesiástico.
33 O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las. 28,1 Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas dos seus pecados. 2 Perdoa a injustiça cometida por teu próximo: assim, quando orares, teus pecados serão perdoados. 3 Se alguém guarda raiva contra o outro, como poderá pedir a Deus a cura? 4 Se não tem compaixão do seu semelhante, como poderá pedir perdão dos seus pecados? 5 Se ele, que é um mortal, guarda rancor, quem é que vai alcançar perdão para os seus pecados? 6 Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; 7 pensa na destruição e na morte, e persevera nos mandamentos. 8 Pensa nos mandamentos, e não guardes rancor ao teu próximo. 9 Pensa na aliança do Altíssimo,e não leves em conta a falta alheia!
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus
SALMO: Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)
– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.
– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.
– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
– Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.
– Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
– Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.
SEGUNDA LEITURA: Rm 14,7-9
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.
Irmãos: 7 Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8 Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9 Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: para ser o Senhor dos mortos e dos vivos.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus
EVANGELHO: Mt 18,21-35
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Eu vos dou este novo Mandamento, nova ordem, agora, vos dou; que, também, vos ameis uns aos outros como eu vos amei, diz o Senhor.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caíu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo!’ 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
COMENTÁRIO DO EVANGELHO
No Evangelho deste domingo, Pedro aproxima-se de Jesus e pergunta: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”. Jesus responde solenemente: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Em seguida, o Mestre conta a Parábola do Rei que resolveu acertar contas com seus servos. Um deles devia-lhe uma enorme fortuna de dez mil talentos e, não tendo como pagar, implorou por paciência. O rei, compadecido, perdoou-lhe toda a dívida.
Porém, ao sair dali, esse mesmo servo encontrou um companheiro que lhe devia cem denários — uma quantia insignificante —, agarrou-o pelo pescoço e mandou prescrevê-lo até que pagasse tudo. Ao saber disso, o rei mandou chamar o servo impiedoso e o entregou aos carrascos. Jesus conclui: “É assim que o meu Pai celeste fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. A ordem de perdoar setenta vezes sete revela que o perdão cristão não é um cálculo matemático, mas uma atitude permanente de amor e libertação.
LEITURA ORANTE
Oração Inicial
Senhor Jesus Cristo, Rei de Misericórdia e Paz, coloco-me diante de Vós neste domingo. Agradeço-Vos pela imensa dívida de pecados que cancelastes na cruz por amor a mim. Enviai o Vosso Espírito Santo sobre o meu coração para afastar todo ressentimento, amargura ou desejo de vingança. Concedei-me a força necessária para perdoar setenta vezes sete, libertando a minha alma de todas as mágoas e fazendo da minha casa um espaço de reconciliação, compaixão e verdadeira comunhão. Amém.
Leitura (Verdade)
O texto de Mateus 18,21-35 conclui o Discurso Comunitário. A “verdade” teológica central é a gratuidade e a ilimitada misericórdia do perdão divino, que exige do discípulo uma resposta simétrica de perdão incondicional e sincero ao próximo, sob pena de perder a própria comunhão com o Pai.
Meditação (Caminho)
Tenho mantido um coração perdoador diante das ofensas no meu dia a dia, ou guardo ressentimentos e cobro dos outros o que Deus já me perdoou? Como posso dar hoje um passo concreto em direção à reconciliação no meu lar ou na minha comunidade?
Oração (Vida)
Senhor Deus, Pai de infinita bondade, peço perdão pelas vezes em que fui inflexível e neguei o perdão aos meus irmãos. Renovai a minha vida. Concedei-me a virtude da misericórdia para acolher os limites alheios e viver na paz do Vosso Reino.
Contemplação (Vida e Missão)
Contemplo Jesus ensinando Pedro sobre o amor sem limites que acolhe e restaura o pecador. Sinto a paz de me saber profundamente perdoado por Deus. Minha missão hoje é perdoar: libertar o coração de qualquer mágoa, celebrar a Santa Missa com alegria e levar a paz aos meus familiares.
Bênção
Que o Senhor Jesus purifique o vosso coração, abençoe a vossa família com a Sua graça e encha o vosso domingo de paz e perdão. Que a bênção do Deus Todo-Poderoso guarde os vossos passos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

