Domingo de Ramos: O Início da Semana Santa

O Domingo de Ramos nos chama a testemunhar Jesus com nossa vida, carregando a palma da fé e do amor em nossos corações.
Oração diária, Domingo de Ramos - Mc 15,1-39
Home Liturgia DiáriaLiturgia 2025 Ano C Domingo de Ramos: O Início da Semana Santa

a Liturgia em seu Whatsapp

Participe do nosso grupo e receba diariamente a liturgia e reflita o evangelho com uma música.

Atenção: O grupo é fechado ninguem pode mandar mensagens, somente receber as leituras e as músicas que são enviadas dia a dia antecipadamente

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor – Ano Litúrgico – C

Liturgia do dia 13 de abril de 2025


Ajude nossa família a custear o sepultamento da Manuela

👉 Ouça essa linda música na integra



Façamos a oração do dia: Pai, ajuda-me a descobrir, na morte de Jesus, um testemunho consumado de sua liberdade, e de fidelidade a ti e ao teu Reino.

TEmas para encontros de catequese

PRIMEIRA LEITURA: Is 50,4-7

Leitura do Livro do Profeta Isaías

4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5 O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6 Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7 Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 21(22)

— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

— Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” 

— Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos. 

— Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro! 

— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel! 

SEGUNDA LEITURA: Fl 2,6-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

6 Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7 mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10 Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11 e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

EVANGELHO: Lc 19,28-40

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28 Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. 29 Quando se aproximou de Betfagé e Betânia, perto do monte chamado das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos, dizendo: 30 “Ide ao povoado ali na frente. Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado, que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui. 31 Se alguém, por acaso, vos perguntar: ‘Por que desamarrais o jumentinho?’, respondereis assim: ‘O Senhor precisa dele'”. 32 Os enviados partiram e encontraram tudo exatamente como Jesus lhes havia dito. 33 Quando desamarravam o jumentinho, os donos perguntaram: “Por que estais desamarrando o jumentinho?” 34 Eles responderam: “O Senhor precisa dele”. 35 E levaram o jumentinho a Jesus. Então puseram seus mantos sobre o animal e ajudaram Jesus a montar. 36 E enquanto Jesus passava, o povo ia estendendo suas roupas no caminho. 37 Quando chegou perto da descida do monte das Oliveiras, a multidão dos discípulos, aos gritos e cheia de alegria, começou a louvar a Deus por todos os milagres que tinha visto. 38 Todos gritavam: “Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!” 39 Do meio da multidão, alguns dos fariseus disseram a Jesus: “Mestre, repreende teus discípulos!” 40 Jesus, porém, respondeu: “Eu vos declaro: se eles se calarem, as pedras gritarão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Anúncio do Evangelho (Lucas 23,1-49) – forma breve

Narrador 1: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo + segundo Lucas.

Naquele tempo, 1 toda a multidão se levantou e levou Jesus a Pilatos. 2 Começaram então a acusá-lo, dizendo:

Ass.: “Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo, proibindo pagar impostos a César e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei”.

Narrador: 3 Pilatos o interrogou:

Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador: Jesus respondeu, declarando:

Pres.: “Tu o dizes!”

Narrador: 4 Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:

Leitor 1: “Não encontro neste homem nenhum crime”.

Narrador: 5 Eles, porém, insistiam:

Ass.: “Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui”.

Narrador: 6 Quando ouviu isto, Pilatos perguntou:

Leitor 1: “Este homem é galileu?”

Narrador: 7 Ao saber que Jesus estava sob a autoridade de Herodes, Pilatos enviou-o a este, pois também Herodes estava em Jerusalém naqueles dias. 8 Herodes ficou muito contente ao ver Jesus, pois havia muito tempo desejava vê-lo. Já ouvira falar a seu respeito e esperava vê-lo fazer algum milagre. 9 Ele interrogou-o com muitas perguntas. Jesus, porém, nada lhe respondeu.

10 Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei estavam presentes e o acusavam com insistência. 11 Herodes, com seus soldados, tratou Jesus com desprezo, zombou dele, vestiu-o com uma roupa vistosa e mandou-o de volta a Pilatos. 12 Naquele dia Herodes e Pilatos ficaram amigos um do outro, pois antes eram inimigos.

13 Então Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e lhes disse:

Leitor 1: 14 “Vós me trouxestes este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; 15 nem Herodes, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. 16 Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.

Narrador: 18 Toda a multidão começou a gritar:

Ass.: “Fora com ele! Solta-nos Barrabás!”

Narrador: 19 Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio. 20 Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. 21 Mas eles gritaram:

Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

Narrador: 22 E Pilatos falou pela terceira vez:

Leitor 1: “Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei”.

Narrador: 23 Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles aumentava sempre mais. 24 Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. 25 Soltou o homem que eles queriam — aquele que fora preso por revolta e homicídio — e entregou Jesus à vontade deles.

26 Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus. 27 Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. 28 Jesus, porém, voltou-se e disse:

Pres.: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! 29 Porque dias virão em que se dirá: ‘Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. 30 Então começarão a pedir às montanhas: ‘Cai sobre nós! e às colinas: ‘Escondei-nos!’ 31 Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?”

Narrador: 32 Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus. 33 Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. 34 Jesus dizia:

Pres.: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”

Narrador: Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus. 35 O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:

Ass.: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”

Narrador: 36 Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, 37 e diziam: Ass.: “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”

Narrador: 38 Acima dele havia um letreiro:

Leitor 2: “Este é o Rei dos Judeus”.

Narrador: 39 Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:

Leitor 2: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”

Narrador: 40 Mas o outro o repreendeu, dizendo:

Leitor 1: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”.

Narrador: 42 E acrescentou:

Leitor 1: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.

Narrador: 43 Jesus lhe respondeu: Pres.: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.

Narrador: 44 Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até as três horas da tarde, 45 pois o sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio,46e Jesus deu um forte grito:

Pres.: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”.

Narrador: Dizendo isso, expirou.

(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)

Narrador: 47 O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus, dizendo:

Leitor 1: “De fato! Este homem era justo!”

Narrador: 48 E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido e voltaram para casa, batendo no peito. 49 Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram a distância, olhando essas coisas.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Após a preparação da Quaresma, chegamos à Semana Santa, que começa neste domingo. A celebração deste dia resume tudo o que vivenciaremos nos últimos momentos do ministério de Cristo em Jerusalém, até a sua vitória sobre a morte e ressurreição. A liturgia inicia-se com a recordação da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Os fiéis, com ramos abençoados, se alegram ao aclamar o Rei-Messias. O grito de “Hosana”, que significa “Salva-nos, Senhor”, expressa a fé e a esperança de salvação de um povo que crê no poder de Deus para redimir.

Montado em um jumento, como Salomão foi aclamado, Jesus é o legítimo herdeiro da linhagem de Davi e o enviado de Deus. Ele vem “justo”, “vitorioso” e “humilde”, trazendo a paz messiânica e cumprindo a profecia de Zacarias 9,9. O Messias é também identificado com o Servo Sofredor, aquele que, na leitura do Antigo Testamento, é chamado para consolar os aflitos. Mesmo sendo desprezado e espancado, Ele permanece firme, confiando no auxílio de Deus, que nunca o abandona.

São Paulo, em sua Carta aos Filipenses, retoma a figura do Servo Sofredor, que se humilha até a morte, mas é exaltado por Deus. O esvaziamento do Messias leva-O ao sofrimento mais profundo, mas Sua obediência a Deus resulta em Sua glorificação na ressurreição. A alegria pela vinda do Messias, que traz a paz e não a guerra, é contrastada pela dolorosa narrativa de Sua paixão.

Jesus deseja celebrar a Páscoa com Seus discípulos e, de forma profética, anuncia Sua própria Páscoa. Ele revela também a traição, destacando que Seu Reino se fundamenta na doação e no serviço mútuo. No Monte das Oliveiras, Jesus vivencia a angústia humana, especialmente pela traição que o levará à Sua maior provação. O Cristo, sendo inocente, é condenado injustamente à cruz.

No Calvário, Ele é zombado, mas perdoa Seus algozes e oferece perdão à humanidade. Ele promete ao pecador arrependido a salvação no paraíso. Sua entrega total ao Pai e a cortina do
Templo rasgada marcam o fim da separação entre Deus e a humanidade. Diante do Crucificado, até os pagãos reconhecem Jesus como justo. Seu corpo é colocado no sepulcro, mas, dentro de poucos dias, ele estará vazio. A morte não será a palavra final. A alegria da ressurreição logo superará a dor e o sofrimento. Essa é a essência da nossa caminhada de fé.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
No Domingo de Ramos, inicia-se a Semana Santa, o coração da nossa fé cristã. Neste dia, contemplamos Jesus Cristo, que, ao vir ao nosso encontro, compartilhou tanto as alegrias quanto as dores da humanidade. Ele se fez Servo de todos, vencendo a maldade, o egoísmo e o pecado. Que, fortalecidos pelo exemplo e pelo amor de Cristo, possamos seguir o Caminho da salvação.

“Envia o Teu Santo Espírito, para que eu compreenda e acolha Tua Palavra! Que eu Te conheça e Te faça conhecer, Te ame e Te faça amar, Te sirva e Te faça servir, Te louve e faça Louvar por todas as criaturas. Faze, ó Pai, que pela leitura da Palavra, os pecadores se convertam, os justos perseverem na graça e que todos consigamos a vida eterna. Amém!”

Leitura (Verdade)

Jesus é retratado com toda Sua humanidade, compartilhando a angústia e a dor diante da injustiça e traição, mas sem perder a serenidade de quem confia e espera em Deus.

O Domingo de Ramos celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, e o Evangelho de Marcos (11,1-10) narra o povo com ramos nas mãos aclamando Jesus como Rei. Apocalipse 7,9-12 nos revela a visão da eternidade, com todos os povos celebrando Cristo, segurando palmas nas mãos. Este é o verdadeiro significado do Domingo de Ramos: a celebração de nossa adesão ao Mestre, que, com sua vida, testemunhou o amor perfeito.

Meditação (Caminho)

Após refletir sobre o que a Palavra suscitou em você, tome um momento de silêncio. Permita que a Palavra ocupe seu coração e reveja suas ações à luz da mensagem de Jesus. O que significa, para você, a paixão, o sofrimento e a entrega de Cristo?

Oração (Vida)

Diante da cruz, contemple a dor e a entrega de Cristo por amor. Lembre-se também das cruzes carregadas pela humanidade em diversas formas de sofrimento. Coloque, em sua oração, os sentimentos que brotaram em seu coração e os apelos revelados pela Palavra.

Com o salmista, reze com confiança e pausa:

“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? (…) Quando disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração te disse a Ti: O Teu rosto, Senhor, buscarei.”

Contemplação (Vida e Missão)

Olhe para dentro de seu coração e identifique o sentimento despertado pela Palavra. Com base nesse sentimento, defina uma ação prática para o seu dia.

Bênção

Que a vossa benção, ó Deus, desça sobre o vosso povo que celebra a morte de vosso Filho, na esperança da ressurreição. Que o vosso perdão venha sobre nós, que seja nos dado consolo e crescimento na verdadeira fé, e que a redenção se confirme. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Search

Calendário

Adblock Detected

Please support us by disabling your AdBlocker extension from your browsers for our website.