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Filho Pródigo: A Misericórdia e o Arrependimento

by Anderson
Oração diária, O Filho prodigo - Lc 15,1-3.11-32

4º Domingo da Quaresma – Ano Litúrgico – C

Liturgia do dia 30 de março de 2025

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Façamos a oração do dia: Espírito de conversão, dá-me a graça de superar meu modo mesquinho de pensar, o qual me impede de estar em sintonia com o Pai.

TEmas para encontros de catequese

PRIMEIRA LEITURA: Js 5,9a.10-12

Leitura do Livro de Josué

Naqueles dias, 9a o Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”. 10 Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó. 11 No dia seguinte à Páscoa comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia. 12 O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 33(34)

— Provai e vede quão suave é o Senhor!

— Provai e vede quão suave é o Senhor!

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! 

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. 

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. 

SEGUNDA LEITURA :2Cor 5,17-21

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos: 17 Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. 18 E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. 19 Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. 20 Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 21 Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. 

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

EVANGELHO: Lc 15,1-3.11-32

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11 “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.

 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 

20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete.

 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 

29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado'”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O período da Quaresma nos prepara para nos libertarmos do pecado e abraçarmos uma vida transformada por Cristo, fundamentada na misericórdia. Neste 4º domingo, somos convidados a reconhecer nossas falhas, nos arrepender sinceramente e retornar ao Senhor. A ação misericordiosa de Deus, que libertou o povo de Israel da escravidão no Egito, alcança sua plenitude com a entrada dos israelitas na Terra Prometida. A Páscoa é um momento oportuno para celebrarmos este grande evento de libertação. Desde o maná no deserto até os primeiros frutos da terra, os israelitas foram sustentados por Deus, sempre fiel às Suas promessas (primeira leitura). São Paulo, em sua carta aos coríntios, nos chama a uma vida nova em Cristo, que nos reconciliou por meio de Sua morte e ressurreição. A reconciliação deve ser uma marca da comunidade que experimenta Deus e se torna, ao mesmo tempo, um reflexo de perdão para os outros. Não somos juízes dos irmãos, mas instrumentos de Cristo para levar à conversão.

A parábola do pai misericordioso é um exemplo claro de reconciliação com Deus e com o próximo. Jesus, diante dos fariseus e mestres da Lei, que se incomodavam com a aceitação dos pecadores e publicanos, apresenta a história de um pai com dois filhos. O filho mais jovem se afasta, desperdiçando seus bens em uma vida desregrada, e acaba na miséria, junto aos porcos, um símbolo de impureza, remetendo aos pecadores. Esse arrependimento o leva de volta à casa do pai. Quando o pai o encontra, cheio de compaixão, o recebe e o restaura à sua dignidade, oferecendo-lhe roupas novas, anel e sandálias. O banquete preparado pelo pai simboliza a alegria do retorno do pecador e nos recorda as ocasiões em que Jesus se alegra em comer com os pecadores.

Já o filho mais velho, fiel ao pai, mas como os fariseus e doutores da Lei, reage com ciúmes e orgulho, recusando-se a participar da celebração. No final, o pai o chama a refletir sobre a alegria de ver seu irmão retornar ao lar. E nós, como nos posicionamos? Somos os “filhos pródigos”, que desejam voltar à casa do Pai, ou nos tornamos como o filho mais velho, fechados no julgamento e na falta de acolhimento aos pecadores arrependidos?

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

O 4º Domingo da Quaresma traz à nossa reflexão o projeto salvífico de Deus, que, de maneira gratuita e sem olhar para os nossos méritos, nos oferece a vida eterna. Deus nos chama a responder a esse convite, e nossa resposta deve ser marcada pela alegria, característica essencial do Evangelho, especialmente neste Domingo da Quaresma, também conhecido como o “Domingo da Alegria”.

Você quer viver esse dia na alegria? Qual será sua resposta ao Senhor?

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
“Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações” (Cf. Is 66,10-11).

“Ó Deus, que por vossa Palavra realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e de fé.” Amém.

Leitura (Verdade)

O Evangelho nos convida a refletir sobre a gratuidade do dom de Deus. Não é por nossos méritos ou boas ações que Deus nos oferece Sua misericórdia, mas pelo Seu imenso amor. Ao meditar sobre a parábola do filho pródigo, pensemos em como recebemos o perdão de Deus e a alegria da reconciliação.

A parábola do filho pródigo reflete a misericórdia divina que acolhe o pecador arrependido. Enquanto os pecadores são convidados a voltar para Deus, os justos, como o filho mais velho, devem aprender a ter um coração aberto para o perdão e a reconciliação.

Meditação (Caminho)

Deus respeita nossa liberdade e nos oferece Sua misericórdia sem esperar nada em troca. Somos chamados a viver a vida nova que Ele nos oferece, como embaixadores de Cristo. Cada um de nós deve refletir sobre como pode ser um instrumento de misericórdia para os outros.

Oração (Vida)

O que esta parábola me leva a dizer a Deus?
“Ó Deus do universo, plantaste no mais profundo de nós o teu Espírito. Vem em nosso socorro, neste tempo de quaresma: transforma nossa pobreza em fartura, nossa mesquinhez em generosidade, nossa esterilidade em frutos de paz e justiça para o teu povo. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)

Devemos nos alegrar pela presença de Jesus, que nos convida a partilhar do banquete do Reino. A missão de ser mensageiro da alegria pode se concretizar no nosso testemunho de amor e misericórdia.

Bênção

O Deus da paz nos santifique completamente, guarde-nos em Seus caminhos até a páscoa da ressurreição. Amém. Abençoe-nos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém.

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