5º Domingo da Quaresma – B

Todos somos convidados, neste derradeiro domingo da Quaresma, a refletir e entender a aprendizagem divina: a hora de Jesus.
22 05 Domingo da quaresma
Home Homilia DominicalAno B – 2021 5º Domingo da Quaresma – B

Receba a homilia em seu Whatsapp

Criei um grupo chamado homilia dominical e estarei enviando a homilia no formato pdf. 

Um pedido especial de ajuda ! Meu pai esta novamente internado, nao estou conseguindo pagar as contas referente ao site, ano passado acumulei uma divida alta, consegui pagar uma parte e outro valor alto parcelei em 24 parcelas. Me pai é acamado ha 2 anos e agora internado os gastos aumentaram. Peço se alguém puder ajudar com uma doação de qualquer valor, agradeço imensamente. Meu pix é 19 987634283 – anderson roberto fuzatto. Quem não tem pix e puder doar por boleto esse é meu numero de WhatsApp me chama e como forma de agradecimento dou acesso ao site missa com crianças que tem historinhas para catequese. Quem nao puder ajudar, peço oraçoes ! Deus abençoe a todos. Anderson

👉 Ouça essa linda música na integra



Meus Irmãos e Minhas Irmãs,

Chegamos ao fim de mais um retiro anual neste abençoado e favorável tempo de conversão e de reflexão. Todos somos convidados, neste derradeiro domingo da Quaresma, a refletir e entender a aprendizagem divina: a hora de Jesus.

“Dias virão” é uma expressão que, no Antigo Testamento, muitas vezes, soa como uma ameaça. Hoje, entretanto, ouvimos uma promessa das mais carinhosas: uma nova Aliança, conforme nos ensina a primeira leitura retirada do Livro de Jeremias (Jr 31,31-34). A antiga aliança tinha sido rompida demasiadas vezes. Deus recorre ao último recurso: uma nova aliança. Aliança que será diferente da anterior. A Lei não mais estará escrita em tábuas ou em rolos, mas no coração de cada um dos viventes. Não mais precisarão de mestre, pois todos conhecerão a Deus, que os toma para si, esquecendo seus pecados.

Irmãos e Irmãs,

A segunda leitura (Hb 5,7-9) nos fala que Cristo morreu por nós e se tornou princípio de salvação. Em Cristo, a nova e eterna aliança é concluída. Por isso, estamos chegando perto da hora decisiva para Jesus.

O capítulo 12 do Evangelho de São João é denso e tenso. Jesus subiu a Jerusalém para a festa dos judeus, para a Páscoa judaica. Pernoitando em Betânia, a poucos quilômetros de Jerusalém, na casa de Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos, Maria, num gesto profético, ungiu-lhes os pés com perfume precioso e enxugou-os com os cabelos. Ao gesto de Maria, acontecido na privacidade, respondeu a multidão pelas ruas de Jerusalém, levando ramos de oliveira e gritando hosanas áquele que vem em nome do Senhor.

Todos, homens e mulheres, jovens e crianças, judeus e pagãos, cidadãos e plebeus, discípulos e inimigos, encontram-se no teatro da salvação. Jesus demonstra perfeitamente que tem consciência que irá morrer e qual será o tipo de morte que para Ele está reservada. Jesus anuncia que é chegada a hora de sua paixão. Preocupa-se com ela. Expressa o desejo de ver os Apóstolos com ele no cumprimento da vontade do Pai. Gostaria que todos o acompanhassem nessa hora. O próprio Evangelista coloca a Cruz como caminho de glorificação. Há uma perfeita sintonia entre a vontade de Jesus e a vontade do Pai.

Meus irmãos,

É chegada a hora decisiva. Quando Jesus começou a vida pública, fazendo o milagre de Caná, falou de uma hora em que ainda não havia chegado. Hoje Ele afirma que chegou a hora. A palavra hora, em João, significa o momento da paixão, morte e ressurreição, o cumprimento pleno da vontade do Pai. A hora de Jesus inclui a cruz e a ressurreição, pelas quais se ofereceu ao mundo a salvação. E essa hora aparece no Evangelho hodierno sob várias figuras ou expressões afirmativas. Por isso, o grão que vai nascer e frutificar, o perder a vida para conservar a vida eterna, a glorificação, a exaltação, a voz do céu, a morte, o julgamento, tudo isso são demonstrações que é chegado o momento da paixão de Jesus.

É necessário, pois, que o fiel fite com os olhos da fé, porque na primeira vez em que Jesus, em sua vida pública, subiu a Jerusalém, recebeu a visita de Nicodemos. O velho mestre representava, de certa forma, todos os judeus a quem anunciava em primeiro lugar, a nova doutrina e as condições exigidas para recebê-la. Agora, é um grupo de gregos pagãos que o foram ver.

Jesus anuncia que é chegada a hora de sua glorificação na morte. Os gregos queriam vê-lo. Ver, no Evangelho de São João, está na linha do crer. Não basta vê-lo, contudo, com os olhos do corpo, mas devemos ver com os olhos da fé. Por isso é necessário entrar no destino de Cristo.

Jesus fala por parábolas. Compara-se a um grão de trigo que morre para poder dar fruto. Vê-lo, portanto, é compreender, o quanto for possível, esse caminho de morte e vida, de humilhação e glória. Vê-lo, de fato, quem também é capaz de ser grão de trigo e fazer morrer seu egoísmo e seus interesses, para que repontem frutos de salvação.

Irmãos e Irmãs,

O discípulo verdadeiro, segundo Jesus, não deve ter medo e fugir do caminho do sofrimento. Devemos ter cuidado com o verbo “odiar”, que ocorre no versículo 25 do Evangelho. Jesus não manda ter ódio, como entendemos a palavra hoje. Aqui ela está em contrabalanço com amar. Dois extremos para dizer que o discípulo deve viver inteiramente desapegado. São inúmeras as vezes em que o Mestre coloca essa exigência e a põe de muitos modos. O discípulo não deve fugir da morte, se ela for necessária, pela edificação do Reino de Deus. Tudo no mundo é relativo, tendo em vista que o essencial é a vontade salvadora do Pai, que mandando seu Filho ao nosso meio era necessário que Ele morresse para a nossa salvação.

O sim de Jesus à vontade do Pai é dolorosamente difícil. Compreende-se que, nesse momento de intensa luta interior e de decisão, Ele pede aos Apóstolos que não o abandonem e promete aos que estiverem com ele até o fim – passando pela cruz e chegando à glória – que o Pai do Céu os receberá com honras. Ele ainda fala do servo, porque a gratuidade aqui na salvação é fundamental. Gratuitamente, o Redentor morre na cruz para a salvação do mundo. Por isso, gratuitamente deve acompanhá-Lo e com ele sofrer e morrer o servo.

A morte cruenta na cruz é a única forma de servir, porque há muitas formas de cruz e muitas maneiras de dar a vida por Cristo. Servir, viver a vida prática em coerência com esse serviço, repartir com os irmãos o que tem e o que é, anunciar de todas as formas a seu alcance a pessoa e os ensinamentos de Jesus, esse comportamento significa um contínuo morrer para os próprios interesses, significa repetir na prática a conformidade expressada no Horto das Oliveiras: “Não se faça a minha vontade, e sim a vossa”.

Meus irmãos,

A pergunta que hoje nos interpela é: “Queremos ver Jesus?” Cristo é verdadeiramente Deus, professado pelo Concílio de Nicéia no ano de 325 e pelo Concílio de Éfeso em 431. Queremos contemplar e ver a beleza infinita e a riqueza da plenitude da vida, do amor, da ternura, da piedade daquele que se revela na Sagrada Escritura como Deus vivo. Jesus é o Deus conosco, um Deus no contexto da história humana; nele está a fonte infinita do amor, da paz, da alegria, da confiança. Se Jesus é Deus, descobrimos até que ponto Deus nos amou.

A síntese da mensagem da Liturgia de hoje é a seguinte, na conclusão dos exercícios quaresmais: ao aproximar-se da Semana Santa, todos somos convidados a descobrir a arma com a qual Jesus venceu o seu adversário e o pecado: a obediência ao amor, obediência ao amor até o fim.

Temos o incessante desejo de ver a Jesus e só poderemos fazê-lo quando o vermos no irmão e na irmã, especialmente, nas vítimas da violência, que corrompe toda a obra da justiça, que é a paz. Amém.

Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.

Vigário Judicial da Arquidiocese de Juiz de Fora, MG

homilia recebida por email

Adblock Detected

Please support us by disabling your AdBlocker extension from your browsers for our website.