Não somos melhores que nínguem

Reflexões Diárias

Devemos justificar o outro dentro de nós. Não o seu erro, mas a sua pessoa.

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Quando perdoamos alguém pelos erros cometidos, devemos ter uma postura interior que é fundamental para que esse perdão realmente se atue.

Devemos justificar o outro dentro de nós.
Não o seu erro, mas a sua pessoa.

O erro nós também somos capazes de cometer. Muitas vezes a circunstância impõe a sua condição diante da nossa vulnerabilidade.

"Quem nunca pecou, que atire-lhe a primeira pedra"(João 8,7)

A nossa própria fraqueza justifica o outro dentro de nós.

Não somos melhores que ninguém.

Se achamos que não somos capazes de cometer determinados erros, cometemos outros. Isto nos coloca em condição de igualdade com todos.

Não somos melhores nem piores do que ninguém. Somos apenas seres únicos, diferentes entre si. Temos percepções só nossas, formas diversas de ver a vida, de enxergar situações, de viver as crises cotidianas. Temos manias próprias, temperamentos e cada um, a seu próprio modo tem seu lugar.

Seria tão mais simples o mundo, se as pessoas se abrissem para o outro sem tantas reservas, sem muitas defesas e não criassem carapuças, ou armaduras para se defenderem entre si. Me intrigo, pois as vezes, para se defenderem de seus próprios medos, muitos sequer escutam os sons vindos de outros corações. Pois antes de ouvi-los, já se armam para a próxima defesa, a próxima fala. Se sentem como que num ringue de competições.

Não quero conviver nesse mundo de maquinações, de deslealdades, de falas com duplo sentido. Prefiro a simplicidade da verdade, das questões, dos "Não sei", do "muito obrigado", dos pensamentos que voam e deliram até se cansarem.

Prefiro a fragilidade dos seres do que a onipotência da pseudo força interior. Amo os frágeis que se mostram e odeio a fortaleza dos imortais e prepotentes.

Tenho asco das máscaras angelicais que escondem pessoas ferinas, insensíveis e que pensam enganar -se e enganar aos outros com um palavreado sem sentido, que entoa melodias celestiais, escondendo a trama maligna, o ser inconsequente e mal que impera em todas as dimensões da vida.

Não me comovo com falas bonitas que não têm vínculos com a honra.