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Fica longe das discussões e evitarás o pecado, porque o homem colérico atiça a discussão.
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Se não é com frequência, pelo menos de quando em quando você se surpreende a si mesmo, depois duma discussão, duma rixa, duma verdadeira briga com os seus familiares, com os que mais ama em sua vida, ou com os que todos os dias estão à sua volta por motivos de trabalho, de vizinhança, etc.
E, depois da discussão, depois de ter-se deixado dominar por seu nervosismo, já calmo, você começou a lembrar o passado e viu com clareza que a razão era sua, mas que foi bastante criança e obstinado na defesa de sua razão.
Consequência: em toda discussão, em todo bate-papo violento, você saiu perdendo, toda briga sempre resultou negativa, nunca serviu para esclarecer a verdade, ou para aproximar os corações; muito pelo contrário, afastou-os, exasperou-lhes os ânimos; com ou sem razão, você acabou distanciando-se dos seus, amargurado com os seus. Valeu a pena, então, a discussão?
O Espírito Santo nos aconselha: "Meu filho, faze o que fazes com doçura, e perante Deus acharás misericórdia" (Eclo 3,19). "Sê pronto para escutar, mas lento para dizer a resposta" (Eclo 11,5). "Honra e confusão acompanham o laquaz e a língua do homem é a sua reuína" (Eclo 5,13).
Por conseguinte, será muito prudente pensar antes de falar, pensar se temos que falar ou calar e pensar como devemos falar.
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