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Quando a Palavra de Deus permanece em nós, ela produz os frutos próprios da graça de Deus

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Quando a Palavra de Deus permanece em nós, ela produz os frutos próprios da graça de Deus; contudo, a nossa acolhida é imprescindível para a realização dos frutos dela em nossa vida. Vamos meditar o Evangelho de João 15,1-5, você pode pegar a sua Bíblia e ler esse trecho, depois pode, no silêncio, deixar que cada palavra chegue até o seu coração.

Jesus fala da relação de intimidade d'Ele com o Pai: "Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor", Eles estão em perfeita harmonia, têm identidades e papéis definidos, não estão competindo um com o outro. Isso gera muitos frutos bons e concretos. Em seguida, Jesus começa a falar de nós, de cada um de nós, como um ramo dessa videira: "Eu sou a videira e vós, os ramos", aqui também sem confusão ou troca de identidades.

Assim, dentro desse quadro bem definido, o Senhor deixa bem explicado que "Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois, sem mim, nada podeis fazer". Jesus não invade a liberdade dos "ramos", mas deixa claro que um ramo que queira ser independente da videira verdadeira não poderá produzir nenhum fruto. Isso não é difícil de entender, basta olhar para galhos separados de uma árvore, constataremos que logo eles estarão secos e mortos, sem nada produzir.

Esse ramo somos eu e você, que estamos inseridos em Jesus, que é a videira verdadeira, que por sua vez é cuidada pelo agricultor, que é o nosso Pai do céu. Identidades e lugares bem definidos e claros favorecem um bom relacionamento entre as partes, com a produção de muitos frutos bons. Olhar para essa organização nas identidades e responsabilidades entre o Pai, Jesus e cada um de nós deveria nos inspirar a desejar que também os nossos relacionamentos humanos e familiares fossem organizados e claros assim.

Uma família, um grupo de amigos, comunidade e paróquia que tenham essa clareza em seus relacionamentos, nos quais cada um tem seu lugar, identidade e responsabilidade, podem certamente produzir muitos frutos. Porém, o contrário também é verdade, caso exista uma competição e confusão entre as identidades do agricultor, da videira e dos ramos, com toda a certeza o fruto dessa bagunça será sempre muita confusão, e ninguém vai escolher permanecer numa grande bagunça dessas.

A Palavra de Deus nos provoca a uma reavaliação do nosso relacionamento com Deus, com os outros e com nós mesmos. A vida é muito dinâmica e precisamos do suporte dos relacionamentos bem definidos, para que os frutos produzidos por nós tenham gosto e sabor de bênção e não de maldição. Mãos à obra! Jesus já nos deu o exemplo, agora somos nós quem precisamos fazer a nossa parte.

Padre Fabrício