Liberte-se dos sentimentos de culpa

Enriqueça a sua fé - Artigos e Espiritualidade para formação católica

Uma vez que Deus me ama, tento não pecar mais, porque o amor deve ser respondido com amor.

Índice: Leia os outros artigos e Espiritualidade para formação católica

Preciso muito de sua ajuda para continuar a manter o site no ar!
Doação: Ajude a evangelizar. Clique aqui para doar qualquer valor.


Não quero falar sobre a culpa, mas do sentimento de culpa. Se tiver pecado tenho que dizer: "Eu pequei, sou um pecador". As culpas são realidades, realidades que não devem nos desencorajar, realidades que devem nos jogar ainda mais nas mãos de Deus, realidades que nos devem fazer encontrar o Cristo Salvador!

O problema maior, nos dias de hoje, é o sustentar que não precisamos de um Cristo Salvador, porque podemos nos salvar sozinhos. Esta é toda a teoria, ou a filosofia, podem chamá-la como quiserem, da Nova Era, que dizem não precisar mais do Salvador: "O Salvador sou eu, o Cristo está em mim!" Não se referem naturalmente ao Cristo, que mora em nós, o Cristo pessoal. Para eles, o Cristo seria aquela força, aquela energia que está em nós: "Tanto mais eu a descubro em mim, tanto mais ela sai de mim. Portanto, eu me transformo no Deus de mim mesmo, eu me transformo no Cristo".
Assista: Como fazer para libertar-se da culpa?

Como podemos ver aqui, temos alguma coisa que verdadeiramente está distorcendo e destruindo toda a nossa vida espiritual. Para eles, a vida espiritual consiste em fazer experiências espirituais, experiências feitas por eles mesmos. Ficando uma hora na frente de uma árvore, por exemplo, recebem a energia da árvore. Isso para eles é a experiência espiritual. Estamos sobre trilhos totalmente diferentes, portanto, podemos falar que a espiritualidade da Nova Era é provavelmente o inimigo mais sutil e mais sério da espiritualidade cristã dos nossos dias.

Desta forma não me referi às culpas, mas sim aos sentimentos de culpa. A realidade da culpa é aquilo que faz São Paulo falar: "Em mim existe uma lei que não me deixa fazer o bem que eu quero, mas me leva a fazer o mal". Esta é a sua culpa! Os sentimentos de culpa, em vez disso, consistem em me fazer sentir culpado quando, na realidade, não o sou. Porém, eu digo a mim mesmo: "Deus perdoa o meu pecado, mas eu ainda vivo o meu pecado!" Aqui temos uma grande ferida psicológica.

Encontramos muitos fiéis com estes sentimentos de culpa que podem se transformar em escrúpulos, ou talvez em depressão, em obsessão: muitas vezes nos fixamos numa ideia. Fixamos a nossa atenção num ponto que é praticamente irreal, porque, se Deus me perdoa, eu já não sou culpado. O diabo fica certamente festejando quando acha uma fraqueza desse tipo no homem. Ele tenta e consegue, com certa facilidade, nos convencer de que Deus já não nos ama.

"Deus me ama!" Tudo começa daqui, a caminhada para a cura começa aqui. A caminhada não começa do falar: "Eu sou um pecador!", mas do falar: "Deus me ama, Ele perdoa o meu pecado".

Uma vez que Deus me ama, tento não pecar mais, porque o amor deve ser respondido com amor. Portanto, o início da caminhada está aqui: "Deus me ama!" Deus não é amor? Assim o define São João! Quando existe o senso de culpa é muito fácil que o inimigo entre de forma muito sutil para me atrapalhar e fazer com que eu pare de continuar na minha caminhada.

Frei Elias Vella, OFM Conv.