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Coletânea de textos sobre Vocação, para ajudar o catequista preparar o encontro de catequese e aumentar o seu conhecimento, esse artigo católico aborda o tema: Cristão - Missionário
Índice: Leia os outros textos
“A quem hei de enviar? Quem irá por nós
Eis-me aqui, envia a mim” – Cf. Isaías, 6,4
Muitos são os aspectos sob os quais podemos considerar a vocação, o chamado. Mas, logo, à primeira vista, ressalta o sentido de missão.
A palavra vocação não é unívoca. Tem vários significados, como na linguagem comum entendemos, propensão, inclinação para uma atividade.
Mas, no sentido que damos à vida do cristão, é diferente, como no texto de Isaías. Há um chamado para uma missão. O vocacionado recebe uma tarefa a cumprir. E, diferentemente do comando humano, Deus, ao conferir a missão, quer uma resposta livre e pessoal do homem. Não o obriga, não o força. Entristece-se com a negativa, como na narrativa evangélica , ante a recusa do jovem rico.
E mais, Deus é fiel, como nos assevera o Apóstolo Paulo: “É fiel o Deus que nos chamou à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor” (Cf. 1Cor. 1,9). Não falta a graça a quem se abre ao chamado de Deus.
O cristão, pelo batismo, recebendo a participação no múnus real, profético e sacerdotal de Cristo, foi chamado a transformar o mundo, anunciando O “mistério de Deus”, “Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado” (Cf. 1Cor. 2, 1-2) Fora disso, nada mais vale em nossa vida e em nossa pregação.
Não é com o prestígio da palavra, da sabedoria deste século, que nos devemos apresentar para anunciar o mistério de Deus, mas na simplicidade e pureza de vida, a fim de que “vendo os homens vossas obras, glorifiquem ao Pai do Céu”.
As palavras de São Paulo devem nos guiar na vida e na missão. Sobretudo nos dias de hoje, quando o aparecer é importante para a pessoa, corremos o risco de nos apresentar com nosso prestígio, ou pelo prestígio procurar o poder, esquecendo-nos da missão. Pregamos a nós mesmos, buscamos nossa glória, ainda que sob a capa da humildade, quando devemos apresentar a loucura da cruz.
A televisão, o rádio, até mesmo o aparecer no presbitério, nos dão “status” e corremos o risco de cair na tentação da vaidade.
As vocações secundárias ao Batismo que lembramos neste mês, sacerdotais, familiares, religiosas, todas elas devem ser nutridas no mesmo espírito de serviço à Cruz salvadora. E aqui queremos lembrar tantos outros chamados, tantas outras vocações, escondidas na humildade dos serviços e que são exercidas com o mesmo amor do Redentor, os que limpam as ruas, recolhem o lixo, atendem aos caídos nas sargetas, os que se dedicam aos alcoólicos e drogados e aos que nada têm. São vocações que nos fazem lembrar os versos de D. Helder: “varredora que varres a rua/ varres o Reino de Deus”.
Em recente artigo, sobre a família, falamos da fidelidade. Ser fiel ao compromisso, à missão. Voltamos ao tema. Se Deus é fiel, se nos dá a sua graça quando nos chama, a ele também devemos corresponder com fidelidade. Não abandonar, em meio ao caminho, a vocação a que fomos chamados. Tantos são, infelizmente, os que largam os compromissos batismais e deixam a fé, tantos são os que desistem da sua vocação, diante dos apelos de falsos valores!
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