Epifania, mensagem doutrinal

Reflexões para o aprendizado do Ano Litúrgico

Estudo detalhado sobre a Epifania do Senhor, para ajudar o catequista preparar o encontro de catequese e aumentar o seu conhecimento, esse texto aborda o tema: Epifania, mensagem doutrinal

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Atitudes paradigmáticas diante de Jesus. Já desde o início da sua vida, e durante todo o evangelho, encontramos duas atitudes fundamentais dos homens diante de Jesus: aceitação ou desprezo. Maria, José, os pastores, o sábios do Oriente ou magos, Simeão e a profetisa Ana, aceitam a realidade e o mistério que envolvem Jesus de Nazaré. O rei Herodes, os sacerdotes e mestres da lei, têm uma postura de desprezo.

Desde o começo Jesus é uma bandeira discutida: uns, cheios de alegria, querem levantá-la sempre muito alta; outros, hostis, querem abaixá-la e destruí-la. É fácil perceber que também no Antigo Testamento estas são as duas atitudes dos homens diante de Deus; e que, no Novo testamento, são as posturas dos indivíduos e dos povos diante de Jesus Cristo e da Igreja primitiva, e que estas posturas continuam existindo na história até o tempo presente.

Queira o homem ou não, saiba ou não, a pessoa de Jesus tem relação com a sua vida, e não é de um modo puramente acidental. Jesus divide a vida humana e a história. O motivo é que todo homem, no fundo da consciência, busca um Salvador, e o único verdadeiro Salvador é Jesus Cris-to. Esta verdade não é um axioma filosófico nem uma dedução silogística, mas uma amorosa revelação de Deus "aos apóstolos e profetas" e, através deles, a todos os homens. Os homens podem errar na busca do Salvador, inclusive podem pensar e buscar outros salvadores, mas, em qualquer caso, o alvo para o qual apontam a flecha de seu coração é Jesus de Nazaré, o redentor do mundo.

Nas atitudes aos fatos. As atitudes levam logicamente à ação. Os reis magos descobrem no firmamento a estrela do Messias, e se colocam diligentemente a caminho, vencendo muitas dificuldades, e, diante do menino Jesus, se prostram, adoram e oferecem seus presentes: ouro, in-censo e mirra. São fatos concretos que expressam sua alegre aceitação. Eles são os representantes dos povos gentios prefigurados na primeira leitura, retirada de Isaías: "Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão da tua aurora".

Herodes fica nervoso, pergunta, mente sobre suas intenções, trama a morte dessa criança. Os sumos sacerdotes e os escribas, por sua vez, mostram seu conhecimento da Escritura, limitando-se a informar. Ao longo da vida de Jesus e dos 21 séculos de cristianismo, quantos milhões de ações a favor e contra Jesus, de desprezo e de aceitação! Esta é uma chave de interpretação extraordinária para ver e entender a história Ocidental, mas também Oriental: a história universal.

As quedas dos impérios, os grandes fenômenos de mudança de paradigma político, cultural ou social, com todas as conseqüências que acarreta, os grandes movimentos ideológicos, não recebem, na verdade, sua luz mais potente do "evento Cristo", desprezado por uns, aceito por outros? Todos, mas especialmente os historiadores, devem refletir sobre esta chave de interpretação histórica.

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