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Os coríntios ambicionavam fortemente os dons extraordinários, em vista da promoção pessoal, e não como forma de se solidarizar com os outros.
Sem a prática do amor, aquele que possui um desses dons nada é. Até a coragem de distribuir tudo aos famintos e, mais ainda, de entregar o próprio corpo às chamas, não resistindo ao martírio, se tudo não fosse movido pelo amor, nenhum valor teria.
Os vv. 4-7 Temos aí quinze expressões, mostrando o que é e o que não é viver o amor. Fica claro que amor é ação eminentemente concreta em favor de alguém, no caso a comunidade e as pessoas mais necessitadas, os fracos e os pobres.
Amor, portanto, não é sentimento, mas atitude concreta que leva a superar os conflitos, fazendo obras que levem à comunhão com todos, e deixando de fazer o que tenha conotação exibicionista.
Cabe à comunidade cristã escolher entre o transitório e o permanente. “O amor jamais passará” (v. 8), pois Deus é amor. O texto relativiza a função das línguas, profecia e ciência.
O hino conclui ressaltando a primazia do amor sobre a fé e a esperança. A fé se concretiza no amor. É o amor quem cria laços, supera conflitos, impelindo para frente.
• Por que o amor é o dom mais importante?
• Como podemos viver na nossa comunidade o dom do amor ao próximo?
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