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Os dons na comunidade, nem tudo procede do Espírito Santo. Tudo o que não leva ao bem, não provém do Espírito.
É provável que alguém, em Corinto, julgando-se movido pelo Espírito, tenha dito uma grave blasfêmia: “Maldito Jesus!” (cf. 12,3a).
Para Paulo, a ação do Espírito leva sempre à confissão de que Jesus é o Senhor. A comunidade achava que ter carisma fosse possuir dons extraordinários, como o falar em línguas e profetizar.
A visão dos carismas era redutiva e personalística. Paulo mostra quem é quem na comunidade, usando a metáfora do corpo. Muitos membros, cada qual com sua função, formam um único corpo (v. 12).
O corpo não só no sentido físico, também o corpo social. Por corpo social entende-se a comunidade como um todo, cada qual com seu jeito, valores e capacidades. Mediante a diversidade dos membros chega-se à unidade em Cristo.
Foi ele quem, pelo Espírito, uniu em Corinto pagãos e judeus, escravos e livres, homens e mulheres, ricos e pobres, gente mais culta e gente menos culta. Todos, em Cristo e no Espírito, formam o corpo social, a comunidade cristã. Por trás da imagem do corpo físico está a do corpo social. “O olho não pode dizer à mão: ‘Não preciso de você’.
E nem a cabeça pode dizer aos pés: ‘Não preciso de vocês’” (v. 21). A comunidade precisa pôr em primeiro lugar os pobres. A solidariedade no sofrimento e na alegria.
• Qual é o dom ou carisma mais importante?
• Qual é a preocupação da nossa comunidade com os pobres?
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