| Temas principais da I Carta de São Paulo aos Coríntios |
| Autor: Padre Adlaberto Donadelli |
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1. Conflitos:
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Os conflitos e tensões marcam a existência Cristã vivida no seguimento do Cristo Crucificado (1 Cor 1,23)
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Marcam também o relacionamento entre Paulo e a comunidade.
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Toda a carta está centrada na vivência do Mistério Pascal, Cruz e Ressurreição (1 Cor 1,4)
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A Cruz apareceu no começo e a Ressurreição no fim (1 Cor 1,5)
2. A loucura da cruz e a sabedoria do mundo.
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Este tema perpassa a Carta do começo ao fim.
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Paulo condena as divisões das comunidades. (1 Cor 1,17-4,13)
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Questiona a vanglória dos que causam escândalos. (1 Cor 5,1-13)
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Crítica uma falsa concepção de liberdade. (1 Cor 6, 12-20)
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Reprova o comportamento egoísta de alguns nas assembléias (1Cor 11,17-34)
3. Ressurreição de Cristo e nossa ressurreição.
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Paulo aceita a loucura da Cruz e renuncia a sabedoria do mundo, porque tem fé na ressurreição. (1 Cor 15,1-58)
4. A árdua tarefa de inculturação.
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Paulo encontra dificuldade da inculturação da mensagem Cristã.
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Romper fronteiras, desvincular a fé da cultura judaica (costumes).
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Paulo enfrenta vários problemas:
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Carnes sacrificadas aos ídolos (1 Cor 8-10)
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A fé na Ressurreição (1 Cor 15)
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Dissolução de costumes (1 Cor 5-6)
5. Problemas de comunidade:
Toda vivência comunitária tem problemas. A comunidade de Corinto tinha os seus:
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Divisões internas (1 Cor 1,10-4,21)
- Ética Sexual (1 Cor 5,1-13)
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O recurso aos Tribunais (1 Cor 6,1-11)
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O respeito pela consciência dos mais fracos (1 Cor 8,7-9,27)
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A boa ordem nas assembléias (1 Cor 11,1-34)
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O problema do dom das Línguas (1 Cor 12,14)
A linguagem da Cruz (1 Cor 1,17-2,9)
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Fala-se muito da civilização ocidental Cristã.
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A Cruz é um sinal privilegiado do Cristianismo, ela está em toda a parte. Está nas mansões dos ricos e nos barracos dos pobres. Está na festa e no luto.
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Infelizmente a cruz tem se tornado um objeto banal, esvaziou-se. (1 Cor 1,7)
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A cruz deixou de estar ligada à pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, como sinal maior do amor gratuito de Deus pela humanidade, penhor de justiça, santificação e redenção. (1 Cor 1,30)
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No tempo de Paulo a Cruz era sinal de ignomínia e rejeição, escândalo para os judeus e loucura para os gentios. (1 Cor 1,23-24 e 25)
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A partir da pregação de Paulo a Cruz se transformou de instrumento de rejeição e humilhação para instrumento de aceitação e glória, sob a luz da Ressurreição, a prova maior da plena aceitação do Pai.
O maior é o Amor (1 Cor 13, 1-13)
- Em nossa língua o amor significa, aceitação, amizade, carinho, simpatia, ternura, paixão etc.
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No Grego as duas palavras mais conhecidas são Eros, donde vem a palavra “erótico”, e agape, donde vem a palavra “ágape”, que quer dizer banquete; geralmente a palavra ágape é traduzida por caridade.
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Paulo fala muito com fonte de vida. A fonte de amor é o próprio Deus, que nos entregou seu Filho amado.
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Sem amor todo o bem que se possa fazer não passa de exibicionismo infantil, Paulo recomenda que a comunidade procure esse dom maior e valorize a profecia.
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Profecia é a palavra certa que ilumina o momento incerto da caminhada. É a percepção do caminho por onde passa o projeto de Deus.
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Profecia é a voz que exige fidelidade ao Deus fiel nas circunstâncias em que a comunidade se encontra.
Ressurreição de Cristo e nossa (1 Cor 15,1-58)
- A ressurreição de Cristo é o núcleo central do Credo Cristão, é o anúncio fundamental de todos que estiveram com Jesus.
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Negar a Ressurreição de Cristo é negar a própria fé.
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A ressurreição de Cristo é o motor da vida que vence a morte e a injustiça.
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O amor é mais forte que a morte.
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A esperança nos dá a certeza da vida eterna.
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Com a ressurreição de Cristo a morte foi destruída.
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A vida não nos é tirada mais transformada.
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