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Refletindo sobre a praxe milenar da Igreja,
de celebrar constantemente a Eucaristia, fiquei buscando argumentos
fáceis para a compreensão dos fiéis. Todos
sabem que a missa não é a celebração
de um novo sacrifício redentor, como se aquele que foi
protagonizado por Cristo no Calvário, não tivesse
alcançado efeito completo. A missa, todos os iniciados
o sabem, é tornar atual, para o nosso tempo, aquele ato
salvador derradeiro de Jesus na cruz.
Além do argumento histórico, pelo qual verificamos
que a Igreja apostólica constantemente fazia a “fração
do pão” (At 20, 7), e que as comunidades primitivas
se reuniam para a celebração da Eucaristia (Santo
Inácio de Antioquia, Santo Irineu...), não haveria
algum outro motivo mais forte? De repente, como diz o povo,
“caiu a ficha”. Os evangelhos sinóticos trazem
a resposta.
Vi que esses evangelistas contam a “morte de Jesus na
cruz” (Lc 23, 26), mas também narram os fatos lindos
que ocorreram na “última ceia”. Portanto,
Jesus celebrou duas vezes a nossa salvação: uma
vez de modo cruento na cruz; e outra, antecipando o ato salvador,
celebrou-a na última ceia, de modo incruento. E ademais,
naquele momento sagrado, Jesus ordenou que fizéssemos
a mesma coisa, “até que Ele venha” (1 Cor
11. 26).
Diante dessa iluminação sobreveio à minha
mente, toda a riqueza desse rito central da comunidade cristã.
Podemos participar dele, buscando as nossas intenções
pessoais (são tantas), sem esquecer os frutos principais
que se aplicam a toda a Igreja. Mas podemos buscar também
– uma vez que o valor da missa é infinito –
as intenções que chamamos especiais.
Isto é, pedimos que os frutos da missa sejam aplicados
em intenções próprias, como pedir pela
saúde da nossa família, pela salvação
de um falecido...Para isso os fiéis oferecem ao sacerdote
uma pequena espórtula em dinheiro, para que suas intenções
sejam incluídas na oração eucarística.
Esse costume milenar foi aprovada pelo Concílio (ver
C.945 do Direito Canônico) e continua sendo amplamente
usado nas igrejas da Alemanha, América do Norte, França
e outros.
Se houver compreensão do nosso povo, os nossos queridos
Padres podem servir melhor o povo. Eu sou testemunha ocular
disso: 95% dos sacerdotes vivem espartanamente, e alguns até
sobrevivem “a pão e água”. Se os fiéis
contribuírem, com suas espórtulas generosas, introduzindo
intenções especiais em cada missa, seria um grande
benefício para todo o povo.
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