| Valor do sinal |
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO
BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
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Diz o ditado popular que, “onde há fumaça, há fogo”. Todo sinal é sintoma de alguma coisa real representada por ele. É o que a acontecia nos atos realizados por Jesus. Muitos sinais foram sendo revelados, confirmando que Ele era alguém diferente dos comuns.
Em Jesus o sinal da sua autoridade. Era tempo em que o povo esperava ser condenado por vingança, condenação, fogo etc. Deus usou outros meios para construir a história. Ação que deveria passar pela prática do perdão para o surgimento de uma nova criação.
Era sinal de um poder criador no dizer do Apocalipse: “Eis que faço tudo novo” (Ap 21, 5). Isto quer dizer que o comportamento humano não deve ser de destruir. O importante é ter a força da construção, ou da reconstrução, fazendo o caminho da misericórdia.
O valor do sinal na finalidade das nossas boas obras, no “sim” que damos a Deus e no compromisso que assumimos em relação às pessoas. Mais precisamente, no sim que damos na realização do bem público e na qualidade de vida das pessoas.
Devemos entender que o bem que realizamos é dom divino. Ele deve estar acima dos modelos da cultura e do econômico. É ato verdadeiramente político, que supera todo tipo de egoísmo e ganância individualista, fechada nos seus próprios princípios.
Os sinais que transparecem em nós devem fazer parte do amor, expressar fidelidade, justiça e brotar do nosso interior, revelando nossa verdadeira personalidade. Por isto que o “sim” deve ser verdadeiro, autêntico e marcado pela constância.
Os tempos modernos são muito propensos para a inconstância, consumismo, rotatividade e o descompromisso. Necessitamos do dom da firmeza para servir com determinação, resistindo a todo tipo de injustiça que está locada na estrutura da sociedade secularizada e desprovida de ética.
O sinal da tapeação é diabólico. O poder é sinal de construção do bem, de aliviar a miséria do mundo, de lutar contra as estruturas injustas que desumanizam as pessoas. Isto não acontece no caminho do cinismo, pelo poder do mais forte.
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