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Para mantermos um relacionamento vivo e sempre forte, é preciso equilíbrio.
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Ao final da tarde, num dia ensolarado de verão andavam tranquilamente pela praia a mãe com a sua filha. Em certo momento, a menina parou e perguntou à mãe:
- Como se faz para manter um amor?
A mãe olhou para a filha com olhar terno e disse:
- Pega um pouco de areia e fecha a mão com força.
A garota pegou a areia e percebeu que quanto mais apertava a mão, mais areia escapava por entre os dedos.
- Mamãe, mas a areia caiu toda – disse, confusa.
-Eu sei, agora pega mais um pouco de areia e deixa a mão aberta.
A menina assim o fez. Deixou a mão aberta, mas veio o vento e levou toda a areia.
-Mamãe, a areia caiu de novo – disse.
A mãe sorriu. Então começou a explicar:
- Para manter a areia, é preciso deixar a palma da mão semiaberta, como se fosse uma colher.
Um pouco fechada para proteger a areia e um pouco aberta para lhe dar liberdade. Pega mais um punhado de areia e experimenta.
A menina pegou a areia e deixou a mão como a mão havia ensinado. Ao ver que a areia não caia, sorriu.
A mãe disse então:
- Assim é também com o amor…
Para refletir
Cada amor é único e tem exigências próprias. Aprendemos a lidar com ele conforme vamos nos deixando envolver pela pessoa amada. Mas existem alguns princípios básicos que podem nos ajudar muito em todos os relacionamentos.
O sábio ensinamento que a menina da parábola aprendeu é um deles. Para mantermos um relacionamento vivo e sempre forte, é preciso equilíbrio. É preciso harmonia entre a liberdade e a proteção. Segurar um pouco significa cuidar bem do amor e da pessoa amada. Mostrar que gostamos dela, que ela é importante para nós. Dar presentes, dizer palavras bonitas, partilhar o tempo com ela são coisas que ajudam a "proteger".
Por outro lado, devemos dar liberdade, pois nenhuma pessoa é propriedade de outra, Não podemos querer controlar ou mudar as suas ações, as suas atitudes, o seu modo de ser. Se insistirmos nisso é o mesmo que apertar demasiado a areia, ela achará formas de se esvair e não voltará mais.
Como cuido dos meus relacionamentos? Consigo equilibrar a liberdade com o desejo de proteção? Vendo minhas atitudes comuns, como poderia melhorá-las? Sinto medo de, ao dar liberdade demais, perder a pessoa amada? Por quê? Já conversei com ela sobre isso?
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