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Se você quiser conquistar algo na vida, é preciso começar já. Não espere as oportunidades caírem do céu, mas construa as suas próprias oportunidades.
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Numa fazenda do interior de Goiás, viviam vários trabalhadores, tristes e desanimados. Por ganhar pouco, viviam muito mal, com roupas velhas e rasgadas e em casas malcuidadas.
Todos trabalhavam para o senhor Luís, um grande fazendeiro da região, que tinha uma imensidão de terras onde cultivava soja e outros grãos. O trabalho não era fácil, exigia muito dos empregados, mas nem por isso o senhor Luís aumentava-lhes o salário.
Certo dia, chegou por ali um tal de Antônio. Um sujeito muito alegre, contador de piadas, que gostava de uma prosa e de passar tempo com a familia e com os amigos. Como todos os funcionários da fazenda, Antônio ganhou uma casa para morar. Um barraco, na verdade, porque aquilo não podia ser chamado de casa.
Toninho, como era chamado pelos outros empregados, começou a usar o tempo livre para cuidar da casa.
Na primeira semana, arrumou o telhado; na segunda, foram as janelas; depois, as portas, o piso, o jardim… Cada hora livre Toninho dedicava à arrumação e à limpeza da casa, sempre ajudado pela sua esposa. O antigo barraco nem parecia mais o mesmo, tão limpo, vivo e bonito estava. Pintou as paredes e janelas com cores alegres, plantou várias flores no jardim, conseguiu alguns móveis e consertou outros… Era impossível passar pela fazenda sem notar a casa do Toninho.
Também era impossível não reconhecer Toninho em meio aos empregados. Ele era o único que estava sempre feliz, cantando e sempre pronto para as mais diferentes funções. Os outros empregados viviam questionando-o:
- Como você consegue estar alegre com este trabalho cansativo que temos e com o pouco dinheiro que ganhamos?
A resposta era sempre a mesma:
_ Bom, hoje isto tudo é o que tenho. Este trabalho, esta casa, esta família, estes amigos. Eu agradeço por tudo o que tenho. Quando aceitei vir trabalhar aqui, sabia das condições. Não tenho por que reclamar agora, nem me lementar, mas tenho muito a fazer para melhorar.
Mas ninguém o compreendia. Todos se sentiam abandonados e injustiçados, vítimas do destino. Todos achavam que mereciam algo melhor, mas nada faziam para mudar de vida.
Como era de se esperar, logo o entusiasmo de Toninho chamou a atenção de Luís, o dono da fazenda. Luís começou a observá-lo mais de perto, inclusive passando algumas vezes pela sua casa.
Numa dessas vezes, pensou:
"Alguém que cuida com tanto carinho e dedicação da casa que lhe foi emprestada, cuidará com o mesmo capricho da fazenda toda. Eu já estou velho e não tenho filhos. Tenho que escolher alguém para me ajudar na administração da fazenda, e este jovem é o único capaz de fazâ-lo"
Dias depois, voltou à casa de Toninho, entrou para tomar um café e para uma boa prosa, como era de costume, pois Toninho acolhia a todos muito bem. Ao terminar o café, ofereceu o novo cargo ao jovem, que aceitou prontamente.
Ao saberem da novidade, os outros empregados começaram a perguntar:
- Que cara de sorte. Por que ele foi escolhido e não um de nós que já está aqui há mais tempo?
Para refletir
A resposta ao questionamento dos empregados é óbvia, O que determina o nosso sucesso é unicamente a nossa atitude, o empenho com que desenvolvemos as mais simples atividades. O sucesso não é imediato, mas fruto de um trabalho contínuo e exigente. Ninguém é vítima do destino, pois existe em cada uma a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo o que nos cerca. E isso depende de cada um. Alguns têm mais facilidades, pois encontram um terreno mais receptivo. Outros são mais exigidos. Mas todos têm a possibilidade: basta determinação, empenho e esforço. Sem dedicação, nenhum objetivo é alcançado e nenhum império se mantém. Se você quiser conquistar algo na vida, é preciso começar já. Não espere as oportunidades caírem do céu, mas construa as suas próprias oportunidades. E boa sorte.
Como me vejo no meu trabalho atualmente? E na vida afetiva? Costumo lamentar pelas coisas que não tenho ou agradecer pelas que tenho? Como poderia me empenhar mais? Como posso demonstrar minha alegria pelas coisas boas que tenho: família, amigos, emprego, oportunidades? Que atitude sinto que falta em minha vida? O que poderia aumentar a minha motivação?
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