{"id":4173,"date":"2017-06-08T16:33:01","date_gmt":"2017-06-08T19:33:01","guid":{"rendered":"http:\/\/liturgia.catequisar.com.br\/?p=4173"},"modified":"2017-06-08T16:36:49","modified_gmt":"2017-06-08T19:36:49","slug":"solenidade-da-santissima-trindade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catequisar.com.br\/liturgia\/solenidade-da-santissima-trindade-2\/","title":{"rendered":"Solenidade da Sant\u00edssima Trindade \u2013 A"},"content":{"rendered":"<p>Meus queridos Irm\u00e3os,<\/p>\n<p>Este tempo maravilhoso de P\u00e1scoa, que foi encerrado com o Domingo de Pentecostes, nos colocou diante dos olhos a unidade da obra do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo. Cristo veio cumprir a obra do Pai e nos deu seu Esp\u00edrito, para que fic\u00e1ssemos nele e mantiv\u00e9ssemos a obra do Pai e nos deu seu Esp\u00edrito, para que fic\u00e1ssemos nele e mantiv\u00e9ssemos o que Ele fundou, renovando-o constantemente, neste mesmo Esp\u00edrito. Assim, a festa de hoje vem contemplar o tempo pascal, como uma esp\u00e9cie de s\u00edntese. S\u00edntese, por\u00e9m, n\u00e3o intelectual, mas \u201cmisterial\u201d, isto \u00e9, celebrando a nossa participa\u00e7\u00e3o na obra das pessoas divinas. A festa da Sant\u00edssima Trindade sempre foi celebrada no domingo seguinte ao domingo de Pentecostes, com a finalidade de mostrar o triunfo da Sant\u00edssima Trindade na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o: o Pai Criador, o Filho Salvador, o Esp\u00edrito Santo que renova e refaz todas as coisas.<\/p>\n<p>Amigos e amigas,<\/p>\n<p>Foi Jesus que revelou que no Deus \u00fanico, h\u00e1 tr\u00eas pessoas distintas. Santo Ant\u00f4nio afirmou que na palavra Pax est\u00e1 contida a revela\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio da Trindade: \u201cNote que na palavra pax, paz, h\u00e1 tr\u00eas letras e uma s\u00edlaba, em que se designa a Trindade e a Unidade: no P, o Pai; no A, primeira vogal, o Filho, que \u00e9 a voz do Pai; no X, consoante dupla, o Esp\u00edrito Santo, procedente de ambos. Assim, ao dizer: A paz esteja convosco, recomenda-nos Cristo a f\u00e9 na Trindade e na Unidade\u201d.<\/p>\n<p>A Sant\u00edssima Trindade, na palavra do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II, afirma que o dogma da Sant\u00edssima Trindade \u00e9 o centro de nossa f\u00e9.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Cristo envia os seus disc\u00edpulos para a miss\u00e3o determinando que o mandato do batismo seja efetuado em nome da Trindade Sant\u00edssima: \u201cIde pelo mundo e batizai a todos em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d(Cf. Mt 28,19).\u00a0 A exist\u00eancia de um Deus \u00fanico, com uma s\u00f3 natureza divina, mas distinto em tr\u00eas pessoas, \u00e9 revela\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p>Por isso a Sant\u00edssima Trindade permeia toda a vida do crist\u00e3o. Todas as vezes que fazemos o sinal da Cruz estamos invocando a Sant\u00edssima Trindade. Quando fazemos o sinal da Cruz reverenciamos o Deus \u00fanico e verdadeiro, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. E, assim, tamb\u00e9m come\u00e7a a Santa Missa com a sauda\u00e7\u00e3o inicial: \u201cA gra\u00e7a de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus-Pai e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam convosco\u201d, quando pedimos que seja Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.<\/p>\n<p>A Trindade est\u00e1 presente em tudo: no gl\u00f3ria quando glorificamos ao Pai, ao Filho e ao Esp\u00edrito Santo; bem como, no Credo, quando renovamos a nossa f\u00e9 no Deus uno e trino, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Estimados irm\u00e3os,<\/p>\n<p>O mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade \u00e9 a luz que ilumina todas as verdades da f\u00e9. E \u00e9 um mist\u00e9rio de amor profundo. A Trindade \u00e9 a comunidade perfeita, a comunidade de amor pleno. O Pai criou tudo por amor; o Filho, muito amado pelo Pai constr\u00f3i no mundo, com sua vida, um reino de amor, e o amor \u00e9 um dos grandes dons do Esp\u00edrito Santo. Assim, no Santo Evangelho de hoje(cf. Jo 3,16-18), tirado do di\u00e1logo de Jesus com Nicodemos, recorda o imenso amor de Deus pelas criaturas, pelos homens e pelas mulheres, um amor t\u00e3o grande, t\u00e3o sublime, t\u00e3o profundo que vence a barreira do pecado e da morte \u00e0 custa do sangue derramado de seu pr\u00f3prio Filho. Um amor inaudito que quer ter todas as criaturas junto a si, participando de sua feliz vida eterna.\u00a0 Deus nos ama de t\u00e3o maneira que nos enviou o Esp\u00edrito Santo em aux\u00edlio da fraqueza e da mis\u00e9ria de nossa f\u00e9, completando o nosso cora\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a, avivando a f\u00e9 em Jesus, o Redentor, revestindo de tal maneira nossa vida a ponto de que \u00e9 Ele que reza em n\u00f3s e em n\u00f3s rende louvores e gra\u00e7as a Deus. Deus Pai j\u00e1 n\u00e3o olha para o nosso pecado e ignor\u00e2ncia, mas v\u00ea o \u201co pr\u00f3prio Esp\u00edrito, que advogada por n\u00f3s em gemidos inef\u00e1veis.\u201d(Cf. Rm 8,26)<\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os,<\/p>\n<p>Na primeira leitura(cf \u00cbx 34,4b-6.8-9)depois de ter obtido o perd\u00e3o de Deus para o Povo, Mois\u00e9s subiu sozinho \u00e0 presen\u00e7a de Jahw\u00e9h. Consigo, levava as duas novas t\u00e1buas de pedra que havia talhado e sobre as quais seriam gravados os mandamentos da alian\u00e7a. Precisamente aqui, o autor insere a teofania (\u201cmanifesta\u00e7\u00e3o de Deus\u201d). Deus aproxima-se de Mois\u00e9s \u201cna nuvem\u201d: a nuvem, que paira a meio caminho do c\u00e9u e da terra, \u00e9, no Antigo Testamento, um s\u00edmbolo privilegiado para exprimir a presen\u00e7a do Deus que vem ao encontro do homem; ao mesmo tempo a nuvem, simultaneamente, esconde e manifesta: sugere o mist\u00e9rio de Deus, escondido e presente, cujo rosto o homem n\u00e3o pode ver, mas cuja presen\u00e7a adivinha. A teofania continua, depois, com uma auto-apresenta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Jahw\u00e9h. Como \u00e9, ent\u00e3o, que o pr\u00f3prio Deus Se define? Que \u00e9 que Ele diz de Si pr\u00f3prio? Nesta apresenta\u00e7\u00e3o, Deus n\u00e3o menciona a sua grandeza e onipot\u00eancia, o seu poder e majestade; mas menciona as \u201cqualidades\u201d que fazem d\u2019Ele o parceiro ideal na \u201calian\u00e7a\u201d: Jahw\u00e9h \u00e9 o \u201cDeus clemente e compassivo, sem pressa para se indignar e cheio de miseric\u00f3rdia e fidelidade\u201d (vers. 6). Num desenvolvimento que aparece no texto b\u00edblico, mas que a nossa leitura de hoje n\u00e3o conservou (vers. 7), Jahw\u00e9h fala ainda da sua miseric\u00f3rdia (\u201cat\u00e9 \u00e0 mil\u00e9sima gera\u00e7\u00e3o\u201d), que \u00e9 ilimitada e desproporcional quando comparada com a sua ira (\u201cat\u00e9 \u00e0 terceira e \u00e0 quarta gera\u00e7\u00e3o\u201d). Aqui, os n\u00fameros n\u00e3o significam nada e n\u00e3o devem ser tomados \u00e0 letra: s\u00e3o apenas uma forma de representar a desproporcional miseric\u00f3rdia de um Deus, infinitamente mais inclinado para o perd\u00e3o do que para o castigo. De resto, Israel \u00e9 convidado a descobrir e a comprometer-se com esse Deus que \u00e9 sempre fiel aos seus compromissos e solid\u00e1rio com todos aqueles que d\u2019Ele necessitam.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o essencial \u00e9 esta: Deus ama o seu Povo e cuida dele com bondade e ternura. A sua miseric\u00f3rdia \u00e9 ilimitada e, aconte\u00e7a o que acontecer, ir\u00e1 sempre triunfar. Israel, o Povo da alian\u00e7a, pode estar tranquilo e confiante, pois Jahw\u00e9h, o Deus do amor e da miseric\u00f3rdia, garante a sua eterna fidelidade a esses atributos que caracterizam o seu ser. Mois\u00e9s responde a esta apresenta\u00e7\u00e3o com as peti\u00e7\u00f5es habituais: que Jahw\u00e9h continue a acompanhar o seu Povo em caminhada da terra da escravid\u00e3o para a terra da liberdade; que Jahw\u00e9h entenda a dureza do cora\u00e7\u00e3o do Povo e que perdoe os seus pecados; que Jahw\u00e9h renove a elei\u00e7\u00e3o (vers. 9). E Deus, confirmando a sua auto-apresenta\u00e7\u00e3o (Deus de amor e de bondade, lento para a ira e rico de miseric\u00f3rdia), n\u00e3o s\u00f3 perdoa o Povo, como at\u00e9 lhe prop\u00f5e a renova\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a (vers. 10).<\/p>\n<p>Deus \u00e9 sempre, para o homem, o mist\u00e9rio que a \u201cnuvem\u201d esconde e revela: detectamos a sua presen\u00e7a, mas sem O ver; percebemos a sua proximidade, sem conseguirmos definir os contornos do seu rosto. A \u00e2nsia do homem em penetrar o mist\u00e9rio de Deus leva-o, com frequ\u00eancia, a inventar rostos de Deus; mas, muitas vezes, esses rostos s\u00e3o apenas a proje\u00e7\u00e3o dos sonhos, dos anseios, das necessidades e at\u00e9 dos defeitos dos homens e t\u00eam pouco a ver com a realidade de Deus. Para entrarmos no mist\u00e9rio de Deus, \u00e9 preciso estabelecermos com Ele uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade, de comunh\u00e3o, de intimidade que nos leve ao encontro da sua voz, dos seus valores, dos seus desafios (\u201csubir ao monte\u201d).<\/p>\n<p>Nesta leitura Deus Se apresenta, fundamentalmente, Ele Se define como o Deus da rela\u00e7\u00e3o e da comunh\u00e3o. Deixa claro que \u00e9 um Deus \u201ccom cora\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 e com um cora\u00e7\u00e3o cheio de amor, de bondade, de ternura, de miseric\u00f3rdia, de fidelidade. Apesar de o seu Povo ter violado os compromissos que assumiu, Deus n\u00e3o s\u00f3 perdoa o pecado do Povo, mas prop\u00f5e o refazer da \u201calian\u00e7a\u201d: \u00e9 que, acima de tudo, este Deus do amor preza a comunh\u00e3o com o homem: o seu objetivo \u00e9 integrar os homens na fam\u00edlia de Deus.<\/p>\n<p>Deus, da sua parte, faz tudo para viver em comunh\u00e3o com o homem. No entanto, respeita, de forma absoluta, a liberdade do homem.<\/p>\n<p>Prezados irm\u00e3os,<\/p>\n<p>A Primeira Carta aos Cor\u00edntios (que criticava alguns membros da comunidade por atitudes pouco condizentes com os valores crist\u00e3os) provocou uma rea\u00e7\u00e3o extremada e uma campanha organizada no sentido de desacreditar Paulo. Este, informado de tudo, dirigiu-se apressadamente para Corinto e teve um violento confronto com os seus detratores. Depois, retirou-se para \u00c9feso. Tito, amigo de Paulo, fino negociador e h\u00e1bil diplomata, partiu para Corinto, a fim de tentar a reconcilia\u00e7\u00e3o. Paulo, entretanto, partiu para Tr\u00f3ade. Foi a\u00ed que reencontrou Tito, regressado de Corinto. As not\u00edcias trazidas por Tito eram animadoras: o dissenso fora ultrapassado e os cor\u00edntios estavam, outra vez, em comunh\u00e3o com Paulo. Reconfortado, S\u00e3o Paulo escreveu uma tranquila apologia do seu apostolado, \u00e0 qual juntou um apelo em favor de uma coleta para os pobres da Igreja de Jerusal\u00e9m. Esse texto \u00e9 a nossa Segunda Carta de Paulo aos Cor\u00edntios. Estamos nos anos 56\/57. O texto de hoje \u00e9, precisamente, a conclus\u00e3o da Segunda Carta de Paulo aos Cor\u00edntios. Se compararmos esta despedida com a da Primeira Carta aos Cor\u00edntios (cf. 1 Cor 16,19-24), ela surpreende-nos pela brevidade, frieza e impessoalidade. N\u00e3o parece a despedida de uma \u201ccarta de reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d, mas antes uma despedida entre partes que conservam uma certa tens\u00e3o na sua rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na segunda leitura \u2013 Cf. 2Cor 13,11-13, S\u00e3o Paulo come\u00e7a por deixar algumas recomenda\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter geral aos membros da comunidade. Pede-lhes que sejam alegres; que procurem, sem desistir, chegar \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o; e que, nas rela\u00e7\u00f5es fraternas, se animem mutuamente, tenham os mesmos sentimentos e vivam em paz. S\u00e3o conselhos que devem ser entendidos no contexto das dificuldades e tens\u00f5es vividas recentemente pela comunidade. O mais not\u00e1vel desta carta \u00e9, contudo, a f\u00f3rmula final de sauda\u00e7\u00e3o: \u201ca gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam convosco\u201d. Esta f\u00f3rmula \u2013 a mais claramente trinit\u00e1ria de todo o Novo Testamento \u2013 \u00e9, certamente de origem lit\u00fargica. Provavelmente, era a f\u00f3rmula que os crist\u00e3os utilizavam quando, no contexto da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, trocavam a sauda\u00e7\u00e3o da paz.<br \/>\nEsta f\u00f3rmula constitui uma impressionante confiss\u00e3o de f\u00e9 no Deus trino. Ela manifesta a f\u00e9 dos crentes nesse Deus \u00e9 amor e, portanto, que \u00e9 \u201cfam\u00edlia\u201d, que \u00e9 comunidade. Ao utilizarem esta f\u00f3rmula, os batizados se reconhecem como membros dessa \u201cfam\u00edlia de Deus\u201d; e reconhecem tamb\u00e9m que ser \u201cfam\u00edlia de Deus\u201d \u00e9 fazerem todos parte de uma \u00fanica fam\u00edlia de irm\u00e3os. S\u00e3o, portanto, convocados para viverem em unidade: em comunh\u00e3o com Deus e em uni\u00e3o com todos os irm\u00e3os.<\/p>\n<p>A comunidade crist\u00e3 \u00e9 convidada a descobrir que Deus \u00e9 amor. A f\u00f3rmula \u201cPai, Filho e Esp\u00edrito Santo\u201d expressa essa realidade de Deus como amor, como fam\u00edlia, como comunidade. Os membros da comunidade crist\u00e3, que pelo batismo aderiram ao projeto de salva\u00e7\u00e3o que Deus apresentou aos homens em Jesus e cuja caminhada \u00e9 animada pelo Esp\u00edrito, s\u00e3o convidados a integrarem esta comunidade de amor. O fim \u00faltimo da nossa caminhada \u00e9 a perten\u00e7a \u00e0 fam\u00edlia trinit\u00e1ria. Esta \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d deve expressar-se na nossa vida comunit\u00e1ria. A nossa rela\u00e7\u00e3o com os irm\u00e3os deve refletir o amor, a ternura, a miseric\u00f3rdia, a bondade, o perd\u00e3o, o servi\u00e7o, que s\u00e3o as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas do nosso compromisso com a comunidade trinit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os,<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 o evangelista abismado na contempla\u00e7\u00e3o do amor de um Deus que n\u00e3o hesitou em enviar ao mundo o seu Filho, o seu \u00fanico Filho, para apresentar aos homens uma proposta de felicidade plena, de vida definitiva; e Jesus, o Filho, cumprindo o mandato do Pai, fez da sua vida um dom, at\u00e9 \u00e0 morte na cruz, para mostrar aos homens o \u201ccaminho\u201d da vida eterna\u2026 No dia em que celebramos a Solenidade da Sant\u00edssima Trindade, somos convidados a contemplar, com Jo\u00e3o, esta incr\u00edvel hist\u00f3ria de amor e a nos espantar com o peso que n\u00f3s \u2013 seres limitados e finitos, pequenos gr\u00e3os de p\u00f3 na imensid\u00e3o das gal\u00e1xias \u2013 adquirimos nos esquemas, nos projetos e no cora\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>O amor de Deus se traduz na oferta ao homem de vida plena e definitiva. \u00c9 uma oferta gratuita, incondicional, absoluta, v\u00e1lida para sempre; mas Deus respeita absolutamente a nossa liberdade e aceita que recusemos a sua oferta de vida. No entanto, rejeitar a oferta de Deus e preferir o ego\u00edsmo, o orgulho, a auto-sufici\u00eancia, \u00e9 um caminho de infelicidade, que gera sofrimento, morte, \u201cinferno\u201d.<\/p>\n<p>N\u00f3s, os batizados, dev\u00edamos ser as testemunhas desse Deus que \u00e9 amor; e as nossas comunidades crist\u00e3s ou religiosas deviam ser a express\u00e3o viva do amor trinit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e Irm\u00e3s,<\/p>\n<p>A proposta de Deus nasce de amor, explicita-se na encarna\u00e7\u00e3o e morte de Jesus, e tem por finalidade dar a todos a vida eterna. O homem e a mulher, em resposta ao chamado de Deus, consiste em aceitar ou n\u00e3o aceitar a miss\u00e3o de Jesus, o Filho. Aceitar ou n\u00e3o exige uma decis\u00e3o pessoal, de ades\u00e3o ao Evangelho da liberta\u00e7\u00e3o e da vida nova. Jesus garantiu que o Esp\u00edrito Santo nos ajudaria a conhecer a Verdade e a discernir as coisas. A decis\u00e3o passa pela ades\u00e3o ao Cristo Ressuscitado, o Redentor e Salvador, atrav\u00e9s de uma ades\u00e3o misteriosa e amorosa de docilidade ao Reino e ao Seguimento do Cristo.<\/p>\n<p>Deus uno e trino que \u00e9 indivis\u00edvel. Indivis\u00edvel, mas amoroso e generoso na comunh\u00e3o amorosa e eterna com a Trindade, devemos construir uma vida do amor, com amor e para amar, como Cristo nos amou e amou a sua Igreja. Sim, a solenidade da Sant\u00edssima Trindade, nos convida a buscar e viver a integra\u00e7\u00e3o da unidade na pluralidade em todos os sentidos.<\/p>\n<p>Que a Trindade, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo acompanhe sempre as nossas vidas e nos ajude a fazer a experi\u00eancia amorosa de Deus. Vem Trindade Santa, caminha conosco e nos d\u00ea a sua paz! Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade \u00e9 a luz que ilumina todas as verdades da f\u00e9. 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