{"id":23754,"date":"2024-05-03T20:58:58","date_gmt":"2024-05-03T23:58:58","guid":{"rendered":"https:\/\/catequisar.com.br\/liturgia\/?p=23754"},"modified":"2024-05-03T21:18:22","modified_gmt":"2024-05-04T00:18:22","slug":"sexto-domingo-da-pascoa-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catequisar.com.br\/liturgia\/sexto-domingo-da-pascoa-b\/","title":{"rendered":"Sexto Domingo da P\u00e1scoa \u2013 B"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>\u201cAnunciai com gritos de alegria, proclamai at\u00e9 os extremos da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia!\u201d (Is 48,20). <\/em><\/strong><strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Celebramos neste domingo a Festa do Amor, o AMOR MAIOR. \u201cDeus \u00e9 amor\u201d n\u00e3o \u00e9, pura e simplesmente, uma senten\u00e7a metaf\u00edsica. \u00c9 uma express\u00e3o simb\u00f3lica, que quer abrir nossos olhos para a presen\u00e7a de Deus na realidade do amor, sob dois aspectos: o amor que se nos revela na doa\u00e7\u00e3o de Cristo por n\u00f3s \u2013 o amor colocado como DOM \u2013 e o amor que devemos praticar para com os filhos de Deus \u2013 o amor como MISS\u00c3O. O primeiro \u00e9 modelo e fundamento do segundo. Portanto, \u201camor\u201d n\u00e3o significa, antes de tudo, que n\u00f3s amamos a Deus \u2013 a observ\u00e2ncia do primeiro mandamento, entendida como base de justifica\u00e7\u00e3o -, mas que Deus nos amou primeiro, dando seu Filho por n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse amor, manifestado na doa\u00e7\u00e3o do Filho de Deus, \u00e9 o maior: \u201cNingu\u00e9m tem amor maior, do que dar sua vida por aqueles que ama\u201d (Jo 15,13). Literalmente, Jesus nos chama \u201cde amigos\u201d. Mas este termo \u00e9 t\u00e3o usado e gasto, entre n\u00f3s outros, e t\u00e3o carregado de pensamentos interesseiros, que \u00e9 prefer\u00edvel parafrase\u00e1-lo por aqueles que amamos, o que n\u00e3o deixa de ser a etimologia certa de \u201camigo\u201d. N\u00e3o digo \u201caqueles que nos amam\u201d, pois o modelo de nosso amor \u00e9 o que amou primeiro. O amor de Cristo \u00e9 que nos tornou seus amigos. Amigos, ao inv\u00e9s de servos: \u201cJam non dicat vos servus, sed amicus\u201d (J\u00e1 n\u00e3o vos chamo servos, mas amigos). Cristo n\u00e3o nos amou porque \u00e9ramos am\u00e1veis, mas seu amor nos tornou am\u00e1veis. Assim deve ser tamb\u00e9m o nosso amor pelos irm\u00e3os. Um pouco como aquela mulher que tem um marido n\u00e3o muito brilhante, por\u00e9m muito am\u00e1vel a seus olhos, porque ela o escolheu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Meus irm\u00e3os,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos dois \u00faltimos domingos, a Liturgia da Igreja girou em torno de dois verbos: \u201cconhecer\u201d e \u201cpermanecer\u201d em Jesus Cristo, ou seja, estar em comunh\u00e3o com o Senhor Ressuscitado. Estes verbos iluminam a vida crist\u00e3 e a nossa caminhada pessoal. Somente em Jesus \u00e9 unida a humanidade \u00e0 divindade. Neste permanecer em Cristo est\u00e1 a comunh\u00e3o do mist\u00e9rio divino com o mist\u00e9rio humano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Evangelho de hoje (Jo 15,9-17) \u00e9 o Evangelho da TERNURA. Ternura de Deus Pai para com seu Filho bendito e em quem pusera todo o comprazimento. Ternura nossa, se nos amarmos uns aos outros, com o mesmo amor com que Jesus nos amou. Ao conjunto de sentimentos, de a\u00e7\u00f5es e de comportamento que exprimem essa ternura, Jesus chamou de AMIZADE e chamou aos que permanecem unidos a ele, o Cristo, de AMIGOS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O AMOR \u00e9, pois, o centro do Cristianismo, \u00e9 o eixo sobre o qual giram toda as virtudes e doutrinas do NOVO TESTAMENTO. O Reino de Deus \u00e9 o Reino do Amor, daquele amor institu\u00eddo para que todos n\u00f3s tenhamos vida e vida em abund\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Evangelista Jo\u00e3o define Deus como amor \u2013 \u201cDeus caritas est\u201d. E Jesus \u00e9 a absoluta manifesta\u00e7\u00e3o do amor de Deus para os homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma sociedade cada vez mais secularizada, a palavra \u201camor\u201d deixou de ser um sentimento nobre, para significar o PRAZER por puro PRAZER, HEDONISMO, EROTISMO e todos os \u201cismos\u201d que deixam o homem preso ao sexo desvairado, colocando de lado a concretiza\u00e7\u00e3o do amor absolutamente voltado para as coisas do alto. Trata-se daquelas coisas que foram assumidas pelo mist\u00e9rio da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o e que nos libertaram do pecado para vivermos a vida da gra\u00e7a que passa pela vida da fraternidade, que \u00e9 o AMOR sem LIMITES, o amor igual ao AMOR DO CRISTO RESSUSCITADO.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vivemos em um mundo cada vez mais ego\u00edsta e solit\u00e1rio. Quantas s\u00e3o as pessoas que hoje recorrem aos psic\u00f3logos, aos tratamentos especializados, que reclamam de solid\u00e3o! Tudo isso \u00e9 porque n\u00e3o s\u00e3o solid\u00e1rias. Temos que sair do solit\u00e1rio para o solid\u00e1rio, fazendo parte da comunidade da solidariedade, onde podemos cantar com o Evangelho de hoje: \u201cAmai-vos uns aos outros como eu vos amei\u201d (Jo 15,12). O exemplo de amor que devemos vivenciar e viver \u00e9 o exemplo do amor perfeito, da primeira e mais l\u00eddima comunidade: a Sant\u00edssima Trindade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Queridos irm\u00e3os,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAlegrai-vos sempre no Senhor Ressuscitado!\u201d. \u201cAlegrai-vos sempre no Senhor que Ressuscitou!\u201d. A alegria \u00e9 o fruto mais bendito do amor e da paz. Quando Cristo entrou em comunh\u00e3o com a criatura humana, os anjos anunciaram grande alegria para todos. Jesus trouxe a liberta\u00e7\u00e3o, que foi recebida com grande contentamento. A vit\u00f3ria de Jesus sobre a morte encheu os Ap\u00f3stolos de exulta\u00e7\u00e3o. Por isso, S\u00e3o Paulo escreveu de sua pris\u00e3o em Roma: \u201cAlegrai-vos! Sede af\u00e1veis com todos! Alegrai-vos\u201d (Fl 4,4-5). Eis porque a alegria que vem de Cristo \u00e9 a alegria da paz, a alegria eterna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois da caridade, a alegria \u00e9 uma das virtudes enumeradas por S\u00e3o Paulo na carta aos G\u00e1latas (5,22). \u00c9 exatamente esta alegria que inunda o Tempo Pascal que celebramos, alegrando-se todos os fi\u00e9is, os anjos do c\u00e9u, a terra na plenitude de tanta luz, a alegria que a M\u00e3e Igreja compartilha com todos os seus fi\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poder\u00edamos nos perguntar: como viver esta alegria?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com muita simplicidade, \u00e9 a resposta, como a f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vivendo a radicalidade dos Evangelhos, a simplicidade da s\u00edntese dos Evangelhos: \u201cAmai a Deus sobre todas as coisas e ao pr\u00f3ximo como a si mesmo e ter\u00e3o a vida eterna\u201d. Vida eterna simples que passa pela simplicidade do amor, personificado no cumprimento dos dez mandamentos, do amor comunh\u00e3o, amor gratuito, amor rec\u00edproco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alegria crist\u00e3 nasce da comunh\u00e3o com Deus, tem suas ra\u00edzes no grande dom da salva\u00e7\u00e3o e na nossa correspond\u00eancia amorosa a ele. A alegria nasce da comunh\u00e3o e gera comunh\u00e3o, por isso est\u00e1 estreitamente ligada ao amor, como lembra Nosso Senhor Jesus Cristo na liturgia de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prezados irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As palavras de Jesus aos disc\u00edpulos na \u201cceia de despedida\u201d deixam claro, antes de mais, que os disc\u00edpulos n\u00e3o est\u00e3o sozinhos e perdidos no mundo, mas que o pr\u00f3prio Jesus estar\u00e1 sempre com eles, oferecendo-lhes em cada instante a sua vida. Este \u00e9 o primeiro grande ensinamento deste domingo: a comunidade de Jesus continuar\u00e1, ao longo da sua marcha pela hist\u00f3ria, a receber vida de Jesus e a ser acompanhada por Jesus. Nos momentos de crise, de desilus\u00e3o, de frustra\u00e7\u00e3o, de persegui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podemos esquecer que Jesus continua ao nosso lado, dando-nos coragem e esperan\u00e7a, lutando conosco para vencer as for\u00e7as da opress\u00e3o e da morte. Os disc\u00edpulos s\u00e3o os \u201camigos\u201d de Jesus. Jesus escolheu-os, chamou-os, partilhou com eles o conhecimento e o projeto do Pai, associou-os \u00e0 sua miss\u00e3o; estabeleceu com eles uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, de proximidade, de intimidade, de comunh\u00e3o. Este tipo de rela\u00e7\u00e3o que Jesus quis estabelecer com os disc\u00edpulos n\u00e3o exclui, no entanto, que Ele continue a ser o centro e a refer\u00eancia, \u00e0 volta da qual se constr\u00f3i a comunidade dos disc\u00edpulos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prezados irm\u00e3os,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ensinamentos de Jesus no evangelho deste domingo s\u00e3o situados pelo evangelista S\u00e3o Jo\u00e3o no contexto de despedida da \u00faltima ceia. Jesus deixa claro aos seus disc\u00edpulos que eles n\u00e3o ficar\u00e3o sozinhos, pois estar\u00e1 sempre no meio deles. Este \u00e9 o grande ensinamento dessa passagem do Evangelho: a comunidade de Jesus continuar\u00e1 na hist\u00f3ria, at\u00e9 o fim dos tempos, a sua miss\u00e3o. Jesus acompanhar\u00e1 para sempre seus disc\u00edpulos. Nos momentos de crise, de desilus\u00e3o, de frustra\u00e7\u00e3o, de persegui\u00e7\u00e3o, ele estar\u00e1 sempre ao lado, dando for\u00e7a, coragem e agindo por meio da comunidade de f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada disc\u00edpulo \u00e9 verdadeiro e insepar\u00e1vel amigo de Jesus. \u00c9 ele quem nos chama, nos escolhe por sua livre inciativa; partilha conosco o projeto do Pai, associando-nos \u00e0 sua miss\u00e3o; estabelece conosco uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade, confian\u00e7a, intimidade e comunh\u00e3o. Diante de sua proposta, questionamo-nos: \u00e9 ele o centro de nossa comunidade de f\u00e9? De nossas pastorais? Que lugar ocupa em nossa vida? Estamos de fato dispon\u00edveis para dar continuidade \u00e0 sua miss\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jesus n\u00e3o apenas diz: \u201cAmai-vos uns aos outros\u201d, mas complementa: \u201cassim como eu vos amei\u201d. Ele foi o primeiro a dar in\u00fameros exemplos da verdadeira forma de amar. Chama-nos de amigos, e n\u00e3o de servos; e fazer parte de sua comunidade de amigos sup\u00f5e testemunhar, com gestos concretos, que somos capazes de amar todas as categorias de pessoas que Jesus ama. N\u00e3o alimentar preconceitos, cuidar dos fracos, vulner\u00e1veis, esquecidos e marginalizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caros irm\u00e3os,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda leitura deste domingo (1Jo 4,7-10) nos ensina que \u201cDeus \u00e9 amor\u201d. O autor da Primeira Carta de Jo\u00e3o n\u00e3o chegou a esta defini\u00e7\u00e3o de Deus atrav\u00e9s de racioc\u00ednios acad\u00eamicos ou puramente especulativos, mas atrav\u00e9s da constata\u00e7\u00e3o do modo de atuar de Deus em rela\u00e7\u00e3o aos homens. Sobretudo, ele \u201cviu\u201d o que aconteceu com Jesus e como Jesus mostrou, em gestos concretos, esse incr\u00edvel amor de Deus pela humanidade. Jo\u00e3o interpela os crentes a contemplar Jesus e a tirar conclus\u00f5es sobre o amor de Deus; convida-nos, tamb\u00e9m, a reparar nessas delicadezas divinas, chamadas de mil e umas pequenas coisas que trazem \u00e0 nossa exist\u00eancia momentos \u00fanicos de alegria, de felicidade, de paz e a perceber nelas sinais concretos do amor de Deus, da sua presen\u00e7a ao nosso lado, da sua preocupa\u00e7\u00e3o conosco. A certeza de que \u201cDeus \u00e9 amor\u201d e que Ele nos ama com um amor sem limites \u00e9 o melhor caminho para derrubar as barreiras de indiferen\u00e7a, de ego\u00edsmo, de auto-sufici\u00eancia, de orgulho que tantas vezes nos impedem de viver em comunh\u00e3o com Deus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Meus irm\u00e3os,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O amor de Deus, manifestado em Cristo, toma a iniciativa e vai \u00e0 procura de todos que possam ser amados. Procurando amar a todos, Deus escolhe cada um que ele quer amar e o ama com amor de predile\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deus ama o Filho. Este nos revela o amor do Pai amando-nos at\u00e9 o fim. E n\u00f3s somos chamados a fazer o mesmo, para a multid\u00e3o dos que podem ser nossos irm\u00e3os e filhos de Deus. Esta \u00e9 a din\u00e2mica do amor universal de Deus. N\u00e3o ama em geral. Ama a cada um como amigo. Da\u00ed a necessidade destes amigos permanecerem unidos entre si por este mesmo amor. A comunidade tem, na eclesiologia, uma prioridade estrat\u00e9gica sobre a miss\u00e3o. Por\u00e9m, este amor que forma comunidade \u00e9 destinado a todos, envolvendo, indistintamente, os que n\u00e3o se opuseram a que Deus os ame assim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Primeira Leitura desta celebra\u00e7\u00e3o (At 10,25-26.34-35.44-48) nos ensina que Deus n\u00e3o faz acep\u00e7\u00e3o de pessoas, nem se deixa levar por diverg\u00eancias de sistema religioso. O que Deus mesmo quer \u00e9 congregar todos os seus filhos num mesmo de amor pessoal. Pedro, o primeiro Ap\u00f3stolo e primeiro Papa, \u00e9 escolhido para ser o instrumento desta miss\u00e3o, superando os tabus do sistema judaico. O campo da miss\u00e3o \u00e9 a meta desta liturgia, em que todos n\u00f3s somos convidados a dar testemunho do amor da Cruz que iluminou a ressurrei\u00e7\u00e3o e se eterniza no Sacrif\u00edcio do Banquete Eucar\u00edstico, onde a Igreja nos d\u00e1 a \u201cEucaristia como fonte e dom di\u00e1rio de amor para nossa vida\u201d. A l\u00f3gica universalista de Deus deve convidar-nos a refletir acerca da forma como, na pr\u00e1tica, acolhemos os irm\u00e3os que caminham ao nosso lado. O Deus que ama todos os homens, sem exce\u00e7\u00e3o, convida-nos a acolher todos os irm\u00e3os \u2013 mesmo os \u201cdiferentes\u201d, mesmo os inc\u00f4modos \u2013 com bondade, com compreens\u00e3o, com amor; o Deus que derrama sobre todos a sua salva\u00e7\u00e3o convida-nos a n\u00e3o discriminar \u201cbons\u201d e \u201cmaus\u201d, \u201csantos\u201d e \u201cpecadores\u201d (frequentemente, os nossos ju\u00edzos acerca da \u201cbondade\u201d ou da \u201cmaldade\u201d dos outros falham redondamente); o Deus que convida cada homem e cada mulher a integrar a comunidade da salva\u00e7\u00e3o diz-nos que temos de acolher e amar todos, independentemente da sua ra\u00e7a, da cor da sua pele, da sua origem, da sua prepara\u00e7\u00e3o cultural, do seu lugar na escala social. N\u00e3o apenas em teoria, mas sobretudo nos nossos gestos concretos, somos chamados a anunciar esse mundo de Deus, sem exclus\u00e3o, sem marginaliza\u00e7\u00e3o, sem intoler\u00e2ncia, sem preconceitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caros irm\u00e3os,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Palavra de Deus deste 6\u00ba. Domingo da P\u00e1scoa nos chama a confirmar, em nosso cora\u00e7\u00e3o e em nossas a\u00e7\u00f5es, a novidade de sermos disc\u00edpulos do Filho de Deus. No que se refere ao relacionamento com Deus, a escuta da realidade em que servimos, o compromisso e a aten\u00e7\u00e3o com a comunidade de f\u00e9 s\u00e3o como sementes de compromisso com a Palavra de Deus, a qual nos motiva a tomar atitudes e fazer escolhas poss\u00edveis para viver o amor incondicional que Jesus prop\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relacionamento com Deus nos faz crescer na consci\u00eancia de estarmos em rela\u00e7\u00e3o com a Trindade. Somos pensados, queridos, presenteados com a riqueza da gra\u00e7a divina, salvos pelo amor do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito que acompanha os disc\u00edpulos. Desse modo, nossa resposta ao amor de Deus, que nos amou primeiro, consiste em servir e amar os irm\u00e3os e irm\u00e3s que ele nos confia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vivemos tempos de sinodalidade. Por isso a escuta da realidade nos leva ao cont\u00ednuo esfor\u00e7o de adotar um modo de amar que seja gerador de relacionamentos livres e libertadores, ou seja, n\u00e3o fundamentados em interesses materiais, mas na gratuidade, na doa\u00e7\u00e3o generosa aos irm\u00e3os mais necessitados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O compromisso com a realidade implica dar a pr\u00f3pria vida, de diversas formas, como express\u00e3o concreta da caridade. Os diferentes contextos em que somos chamados a dar testemunho de nossa f\u00e9 em Jesus Cristo requerem abertura a novas experi\u00eancias de solidariedade, comunh\u00e3o, partilha de vida, de dons e servi\u00e7os aos necessitados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As leituras deste domingo nos convidam \u00e0 viv\u00eancia comunit\u00e1ria como uma miss\u00e3o de amor. A imagem da Trindade nos ajuda a recuperar a alegria de sermos chamados para seguir o caminho do discipulado de Jesus Cristo; somos destinat\u00e1rios de uma proposta amorosa de salva\u00e7\u00e3o, a qual somos convidados a irradiar ao nosso redor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prezados irm\u00e3os,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, meus caros, Jesus chamou seus disc\u00edpulos de amigos e quer que a comunidade crist\u00e3, a nossa comunidade, seja um sinal desse amor que nos une a ele e aos irm\u00e3os, sem jogo de poder ou de competi\u00e7\u00f5es gerados pela vaidade pessoal. Que todos n\u00f3s possamos dar testemunho do amor do Cristo Ressuscitado vivendo a s\u00edntese do Evangelho: \u201cAlegrai-vos e amai-vos uns aos outros, como Jesus, o Ressuscitado, nos amou. Am\u00e9m. Aleluia!\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 6\u00ba Domingo da P\u00e1scoa nos chama a confirmar, em nosso cora\u00e7\u00e3o e em nossas a\u00e7\u00f5es, a novidade de sermos disc\u00edpulos do Filho de Deus. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23757,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[7034],"tags":[],"class_list":["post-23754","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ano-b-2024"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v26.9 (Yoast SEO v26.9) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Sexto Domingo da P\u00e1scoa \u2013 B<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"O 6\u00ba Domingo da P\u00e1scoa nos chama a confirmar, em nosso cora\u00e7\u00e3o e em nossas a\u00e7\u00f5es, a 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