{"id":13349,"date":"2021-03-31T10:53:52","date_gmt":"2021-03-31T13:53:52","guid":{"rendered":"https:\/\/catequizar.com.br\/liturgia\/?p=13349"},"modified":"2021-03-31T10:53:56","modified_gmt":"2021-03-31T13:53:56","slug":"as-sete-palavras-de-cristo-na-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catequisar.com.br\/liturgia\/as-sete-palavras-de-cristo-na-cruz\/","title":{"rendered":"As &#8220;sete palavras de Cristo na cruz&#8221;."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>\u201c\u00d3 admir\u00e1vel poder da Cruz! \u00d3 inef\u00e1vel gl\u00f3ria da Paix\u00e3o! Nela se encontra o tribunal do Senhor, o julgamento do mundo, o poder do Crucificado!\u201d<\/strong><\/em><strong> <\/strong>(S\u00e3o Le\u00e3o Magno, Papa e Doutor da Igreja).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nosso Senhor Jesus Cristo, ap\u00f3s cravado na Santa Cruz para sofrer a Paix\u00e3o a fim de nos salvar proferiu sete Palavras que ficaram consignadas no cora\u00e7\u00e3o da Igreja. Essas Palavras de Cristo na Cruz, objeto de medita\u00e7\u00e3o dos Santos Padres e Doutores, comp\u00f5em um tesouro singular que o Senhor nos deixou no momento em que consumava o Mist\u00e9rio de nossa Reden\u00e7\u00e3o. Passemos ent\u00e3o a conhecer e aprofundar-nos nessas eficazes Palavras que Senhor nos confiou. (cf. II Tim 3,16-17).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1\u00aa Palavra: <\/strong><em><strong>\u201cPai, perdoai-lhes, por que n\u00e3o sabem o que fazem\u201d<\/strong><\/em><strong> (Lc 23,34).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Paix\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo, se efetiva o Mist\u00e9rio da Reden\u00e7\u00e3o do g\u00eanero humano, com efeito, <em>\u201cpor sua paix\u00e3o, Cristo livrou-nos de Satan\u00e1s e do pecado. Ele nos mereceu a vida nova no Esp\u00edrito Santo. Sua gra\u00e7a restaura o que o pecado deteriorou em n\u00f3s\u201d<\/em>. (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u00a71708)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira Palavra que Cristo profere na Cruz, \u00e9 a s\u00faplica do perd\u00e3o: <strong>\u201cPai, perdoai-lhes, por que n\u00e3o sabem o que fazem\u201d. <\/strong>Em meio \u00e0<strong> <\/strong>humanidade devastada pelo pecado, em meio ao povo enganado que pedia a morte do Cordeiro inocente, Cristo tem compaix\u00e3o e pede o perd\u00e3o para aqueles que o condenam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste momento final, Cristo retoma o ensino que outrora tinha proferido: <em>\u201cAmai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem\u201d<\/em> (Mt 5,44). Dessa forma ele deixa claro a necessidade e a import\u00e2ncia do perd\u00e3o, necessidade essa consignada na ora\u00e7\u00e3o que Ele mesmo ensinou a seus disc\u00edpulos: \u201cperdoai-nos as nossas ofensas, <strong>assim como n\u00f3s perdoamos<\/strong> aos que nos ofenderam\u201d (Mt 6,12).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cEnt\u00e3o Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irm\u00e3o, quando ele pecar contra mim? At\u00e9 sete vezes? Respondeu Jesus: N\u00e3o te digo at\u00e9 sete vezes, mas at\u00e9 setenta vezes sete\u201d <\/em>(Mt 18,21-22).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que ensino grandioso Nosso Senhor nos deixa nesta primeira Palavra proferida na Cruz, em meio a toda dor e sofrimento em que se encontrava, por amor \u00e0 humanidade, Ele n\u00e3o pensa em si, mas pede por aqueles que o persegue.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201c\u00d3 ternura do amor de Jesus Cristo para com os homens! Diz S. Agostinho que o Salvador, na mesma hora em que recebia inj\u00farias de seus inimigos, procurava-lhes o perd\u00e3o: n\u00e3o atendia tanto \u00e0s inj\u00farias que deles recebia e \u00e0 morte a que o condenavam, como ao amor que o obrigava a morrer por eles. Mas, dir\u00e1 algu\u00e9m, por que foi que Jesus pediu ao Pai que lhes perdoasse, quando ele mesmo poderia perdoar- lhes as inj\u00farias? Responde S. Bernardo que ele rogou ao Pai, \u201cn\u00e3o porque n\u00e3o pudesse pessoalmente perdoar-lhes, mas para nos ensinar a orar pelos que nos perseguem\u201d. <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. A Paix\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo.Vol II,&nbsp; Ed.PDF, Fl. Castro, abril 2002,p.19)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E S\u00e3o Paulo, ao evangelizar os pag\u00e3os iria justamente transmitir esse ensinamento recebido do Senhor (cf. I Cor 11,23):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cAben\u00e7oai os que vos perseguem; aben\u00e7oai-os, e n\u00e3o os praguejeis. N\u00e3o pagueis a ningu\u00e9m o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. N\u00e3o vos vingueis uns aos outros, car\u00edssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque est\u00e1 escrito: A mim a vingan\u00e7a; a mim exercer a justi\u00e7a, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, d\u00e1-lhe de comer; se tiver sede, d\u00e1-lhe de beber. Procedendo assim, amontoar\u00e1s carv\u00f5es em brasa sobre a sua cabe\u00e7a (Pr 25,21s).N\u00e3o te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem\u201d. <\/em>(Rom 12, 14.17.19-21)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, nesta primeira Palavra de Cristo na Cruz, tomamos consci\u00eancia da import\u00e2ncia fundamental do perd\u00e3o na vida do Crist\u00e3o, pois <em>\u201cSe algu\u00e9m disser: Amo a Deus, mas odeia seu irm\u00e3o, \u00e9 mentiroso. Porque aquele que n\u00e3o ama seu irm\u00e3o, a quem v\u00ea, \u00e9 incapaz de amar a Deus, a quem n\u00e3o v\u00ea. Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame tamb\u00e9m a seu irm\u00e3o\u201d. <\/em>(Jo 4,20-21).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2\u00aa Palavra: <\/strong><em><strong>\u201cEm verdade eu te digo: Hoje estar\u00e1s comigo no para\u00edso\u201d<\/strong><\/em><strong> (Lc 23,43).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando Cristo profere a segunda Palavra na Cruz, observamos dois ladr\u00f5es crucificados, um de cada lado. Nestes dois ladr\u00f5es vemos a prefigura\u00e7\u00e3o de duas atitudes que podemos abra\u00e7ar em nossa vida: a atitude do desespero em meio ao sofrimento, zombando da salva\u00e7\u00e3o e, por conseguinte do Salvador; e a atitude de reconhecimento e confiss\u00e3o do pecado, resigna\u00e7\u00e3o em meio ao sofrimento presente, com vistas na esperan\u00e7a da gl\u00f3ria futura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste momento da Paix\u00e3o, temos uma cena de ultrajes contra o Salvador:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&nbsp;A multid\u00e3o conservava-se l\u00e1 e observava. Os pr\u00edncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si pr\u00f3prio, se \u00e9 o Cristo, o escolhido de Deus! Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: Se \u00e9s o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.&nbsp; Por cima de sua cabe\u00e7a pendia esta inscri\u00e7\u00e3o: Este \u00e9 o rei dos judeus. <\/em><strong><em>Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se \u00e9s o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a n\u00f3s!&nbsp; Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo supl\u00edcio? Para n\u00f3s isto \u00e9 justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este n\u00e3o fez mal algum. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estar\u00e1s comigo no para\u00edso<\/em><\/strong><em>. <\/em>(Lc 23,35-43).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que ensino grandioso recebemos de Nosso Senhor ao conceder ao penitente arrependido a Salva\u00e7\u00e3o eterna: <em><strong>hoje estar\u00e1s comigo no para\u00edso!<\/strong><\/em> Com estas palavras salv\u00edficas Jesus nos mostra que se nos arrependermos dos nossos pecados, O reconhecermos como nosso Salvador (cf. Jo 1,12) e O buscarmos diligentemente, sem d\u00favidas estaremos com Ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ora, Nosso Senhor veio para <em>\u201csalvar o que estava perdido\u201d<\/em> (Mt 18,11), e como predisse o profeta Ezequiel (cf. Ez 18,21-22), aquele que se arrepende dos pecados os tem como que apagados pelo Senhor, estando liberto para uma nova vida, a vida da gra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a grandiosidade desta palavra de Cristo, ensina com maestria e inspira\u00e7\u00e3o S. Afonso de Lig\u00f3rio:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cEm verdade eu te digo que hoje estar\u00e1s comigo no para\u00edso\u201d. Escreve um douto autor que com essa palavra o Senhor nesse mesmo dia, imediatamente depois de sua morte, se lhe mostrou sem v\u00e9u, fazendo-o imensamente feliz, embora n\u00e3o lhe conferisse todas as del\u00edcias do c\u00e9u antes de entrar nele. Arnoldo Carnotense, no seu Tratado das 7 palavras, considera todas as virtudes que o bom ladr\u00e3o S. Dimas praticou na sua morte: \u201cEle cr\u00ea, se arrepende, confessa, prega, ama, confia e ora\u201d. Praticou a f\u00e9, dizendo: \u201cQuando chegares no teu reino\u201d, crendo que Jesus Cristo depois de sua morte havia de entrar vitorioso no reino de sua gl\u00f3ria. \u201cTeve por perto que havia de reinar quem ele via morrer\u201d, diz S. Greg\u00f3rio. Exerceu a penit\u00eancia, confessando seus pecados: \u201cN\u00f3s padecemos justamente, pois recebemos o que merecemos\u201d. Diz S. Agostinho: N\u00e3o ousou dizer: lembra-te de mim, sen\u00e3o depois da confiss\u00e3o de sua iniq\u00fcidade e de depor o fardo de suas iniq\u00fcidades (Serm. 130 de templ.). E S. Atan\u00e1sio: \u201c\u00d3 bem-aventurado ladr\u00e3o, que roubaste o c\u00e9u com essa confiss\u00e3o\u201d. Outras belas virtudes praticou ent\u00e3o esse santo penitente: a prega\u00e7\u00e3o, anunciando a inoc\u00eancia de Jesus: \u201cEste, por\u00e9m, nenhum mal praticou\u201d. Exerceu o amor para com Deus, aceitando a morte com resigna\u00e7\u00e3o em castigo de seus pecados: \u201cRecebemos o que merecemos\u201d. S. Cipriano, S. Jer\u00f4nimo, S. Agostinho n\u00e3o duvidam por isso de cham\u00e1-lo m\u00e1rtir, porque os algozes, ao quebrarem-lhe as pernas, o fizeram com maior atrocidade, por ter louvado a inoc\u00eancia de Jesus, aceitando esse sofrimento por amor de seu Senhor.\u201d <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.20)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, diante destes fatos, fica-nos a li\u00e7\u00e3o da perseveran\u00e7a em meio \u00e0s prova\u00e7\u00f5es, do repudio que devemos ter ao pecado, do reconhecimento do Cristo como Nosso Senhor e da Salva\u00e7\u00e3o que ele nos traz. Com efeito nos diz S\u00e3o Paulo: <em>\u201cCoisas que os olhos n\u00e3o viram, nem os ouvidos ouviram, nem o cora\u00e7\u00e3o humano imaginou (Is 64,4), tais s\u00e3o os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (ICor 2,9). Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida n\u00e3o t\u00eam propor\u00e7\u00e3o alguma com a gl\u00f3ria futura que nos deve ser manifestada\u201d. (Rom 8,18).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3\u00aa Palavra: <\/strong><em><strong>\u201cMulher, eis ai teu filho. Eis ai tua m\u00e3e\u201d<\/strong><\/em><strong> (Jo 19,26-27).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na terceira Palavra de Cristo na Cruz, em meio a todo o sofrimento, Jesus mais uma vez, numa prova inequ\u00edvoca de amor \u00e0 humanidade, nos d\u00e1 a gra\u00e7a de termos a Sua santa M\u00e3e por nossa m\u00e3e! Vejamos o relato do Evangelho:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cJunto \u00e0 cruz de Jesus estavam de p\u00e9 sua m\u00e3e, a irm\u00e3 de sua m\u00e3e, Maria, mulher de Cl\u00e9ofas, e Maria Madalena. <\/em><strong><em>Quando Jesus viu sua m\u00e3e e perto dela o disc\u00edpulo que amava, disse \u00e0 sua m\u00e3e: Mulher, eis a\u00ed teu filho. Depois disse ao disc\u00edpulo: Eis a\u00ed tua m\u00e3e. E dessa hora em diante o disc\u00edpulo a levou para a sua casa<\/em><\/strong><em>\u201d. <\/em>(Jo 19,25-27).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta Palavra nos revela fatos muito importantes, \u00e9 uma prova de que Nossa Senhora n\u00e3o possu\u00eda outros filhos, pois caso contr\u00e1rio n\u00e3o poderia estar desamparada neste momento, revela-nos que era vi\u00fava de S\u00e3o Jos\u00e9, que tamb\u00e9m n\u00e3o se encontrava ao seu lado, como tamb\u00e9m o afirma S. Afonso de Lig\u00f3rio:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cCom isso deu a entender que Jos\u00e9 j\u00e1 era morto, porque se ele ainda vivesse n\u00e3o o teria separado de sua esposa\u201d <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.21).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra revela\u00e7\u00e3o magn\u00edfica dessa Palavra \u00e9 a necessidade de t\u00e3o boa M\u00e3e a nos acompanhar em nossa caminhada rumo ao Salvador, ora todos os atos de Nosso Senhor Jesus Cristo, s\u00e3o <strong>atos salv\u00edficos<\/strong>, assim, sendo, ao nos dar Sua M\u00e3e como nossa M\u00e3e, Jesus Cristo visava a nossa salva\u00e7\u00e3o. Jo\u00e3o neste momento, o disc\u00edpulo amado, era a prefigura\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s. E o que ele fez ao receber tamanha gra\u00e7a? Imediatamente \u201c<em><strong>o disc\u00edpulo a levou para a sua casa\u201d. <\/strong><\/em>Todo<strong> <\/strong>verdadeiro Crist\u00e3o deve ter por M\u00e3e Nossa Senhora, que insistentemente s\u00f3 tem um \u00fanico pedido a nos fazer: <strong>\u201cFazei tudo o que Ele vos disser !\u201d <\/strong>(Jo 2,5)<strong> <\/strong><em><strong>&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Papa Le\u00e3o XIII explica com precis\u00e3o a gra\u00e7a da Maternidade Espiritual de Maria, que nos foi legada por Jesus:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO mist\u00e9rio do imenso amor de Cristo a n\u00f3s teve, &#8220;entre outras, uma luminosa manifesta\u00e7\u00e3o quando Ele, perto de morrer, quis confiar ao seu disc\u00edpulo Jo\u00e3o aquela m\u00e3e, sua pr\u00f3pria M\u00e3e, com aquele solene testamento: &#8220;Eis a\u00ed teu filho!&#8221; Ora, na pessoa de Jo\u00e3o, segundo o pensamento constante da Igreja, Cristo quis indicar o g\u00eanero humano, e, particularmente, todos aqueles que a Ele adeririam pela f\u00e9. E \u00e9 justamente neste sentido que S. Anselmo de Cantu\u00e1ria exclama: &#8220;O&#8217; Virgem, que privil\u00e9gio pode ser tido em maior considera\u00e7\u00e3o do que esse pelo qual \u00e9s a m\u00e3e daqueles para os quais Cristo se digna de ser pai e irm\u00e3o?&#8221; (S. Anselmo de Cantu\u00e1ria., Oratio 47).Por sua parte, Maria generosamente aceitou e tem cumprido essa singular e pesada miss\u00e3o, cujo in\u00edcios foram consagrados no Cen\u00e1culo. Desde ent\u00e3o ela ajudou admiravelmente os primeiros fi\u00e9is com a santidade do seu exemplo, com a autoridade dos seus conselhos, com a do\u00e7ura dos seus incentivos, com a efic\u00e1cia das Suas ora\u00e7\u00f5es, tornando-se assim verdadeiramente m\u00e3e da Igreja e mestra e rainha dos Ap\u00f3stolos, aos quais comunicou tamb\u00e9m aqueles divinos or\u00e1culos que ela &#8220;conservava ciosamente no seu cora\u00e7\u00e3o&#8221;\u201d. <\/em>(Papa Le\u00e3o XIII. Carta Enc\u00edclica <em>Adiutricem Populi<\/em>, n\u00ba3, <em>Roma, 25\/09\/1895<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m S.Afonso de Lig\u00f3rio, nos traz uma edificante reflex\u00e3o sobre essa Palavra do Senhor, demonstrando o Amor de Cristo pela humanidade ao dar a Sua M\u00e3e e o Amor da M\u00e3e ao Filho ao suportar com Ele as dores da Paix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cEstava, pois, a aflita M\u00e3e junto \u00e0 cruz, e, assim como o Filho sacrificava a vida, sacrificava ela a sua dor pela salva\u00e7\u00e3o dos homens, participando com suma resigna\u00e7\u00e3o de todas as penas e opr\u00f3brios que o Filho sofria ao expirar. Diz um autor que desabonam a const\u00e2ncia de Maria os que a representam desfalecida aos p\u00e9s da cruz: ela foi a mulher forte que n\u00e3o desmaia, n\u00e3o chora, como escreve S. Ambr\u00f3sio: \u201cLeio que estava em p\u00e9 e n\u00e3o leio que chorava\u201d (In cap. 23 Lc). A dor, que a Sant\u00edssima Virgem suportou na paix\u00e3o do Filho, superou a todas as dores que pode padecer um cora\u00e7\u00e3o humano. A dor, por\u00e9m, de Maria n\u00e3o foi uma dor est\u00e9ril, como a das outras m\u00e3es vendo os sofrimentos de seus filhos; foi, pelo contr\u00e1rio, uma dor frutuosa: pelos merecimentos dessa dor e por sua caridade, diz S. Agostinho, assim como \u00e9 ela m\u00e3e natural de nosso chefe Jesus Cristo, tornou-se ent\u00e3o m\u00e3e espiritual dos fi\u00e9is membros de Jesus, cooperando com sua caridade para nosso nascimento e para fazer-nos filhos da Igreja (Lib. de sanc. virgin. c. 6). Escreve S. Bernardo que no monte Calv\u00e1rio estes dois grandes m\u00e1rtires, Jesus e Maria, se calavam: a grande dor que os oprimia tirava-lhes a faculdade de falar. (De Mar.). A M\u00e3e contemplava o Filho agonizante na cruz, e o Filho, a M\u00e3e agonizante ao p\u00e9 da cruz, toda extenuada pela compaix\u00e3o que sentir apor suas penas. <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.21).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, nessa Palavra de Cristo, somos agraciados com Sua M\u00e3e, que doravante estar\u00e1 a nosso lado a nos conduzir a seu Filho amado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&nbsp;\u201cJesus \u00e9 o Filho \u00danico de Maria. Mas a maternidade espiritual de Maria estende-se a todos os homens que Ele veio salvar: &#8220;Ela gerou seu Filho, do qual Deus fez \u201co primog\u00eanito entre uma multid\u00e3o de irm\u00e3os\u201d (Rm 8,29), isto \u00e9, entre os fi\u00e9is, em cujo nascimento e educa\u00e7\u00e3o Ela coopera com amor materno\u201d. <\/em>(Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u00a7 501).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4\u00aa Palavra: <\/strong><em><strong>\u201cEl\u00f3i, El\u00f3i, lamm\u00e1 sabact\u00e1ni?, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?\u201d<\/strong><\/em><strong> (Mc 15,34-35)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta quarta Palavra de Cristo na Cruz, ele expressa a dor de carregar em seu corpo santo todo o pecado da humanidade, a fim de redimi-la, tal dor \u00e9 expressa com o brado: <em><strong>Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 preciso compreender que Cristo sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, n\u00e3o se valeu de sua divindade para suportar as dores e sofrimentos da Paix\u00e3o, mas pelo contrario, os sentiu com maior dor pelo fato de ter um corpo santo (cf. Hb 4,15), sujeito a pagar pelos pecados de todos os homens. S\u00e3o Paulo e S. Afonso de Lig\u00f3rio expressam com clareza o desprendimento de Jesus, ao assumir nossa condi\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel, a fim de redimi-la:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cSendo ele de condi\u00e7\u00e3o divina, n\u00e3o se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condi\u00e7\u00e3o de escravo e assemelhando-se aos homens.E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente at\u00e9 a morte, e morte de cruz\u201d. <\/em>(Fl 2,6-8).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cCumpre saber que Jesus estava sobrecarregado de todos os pecados do mundo inteiro e por isso, ainda que pessoalmente fosse o mais santo de todos os homens, tendo de satisfazer por todos os pecados deles, era tido pelo pior pecador do mundo e como tal fez-se r\u00e9u de todos e ofereceu-se para pagar por todos. E porque n\u00f3s merec\u00edamos ser abandonados eternamente no inferno, no desespero eterno, quis ele ser abandonado ou entregue a uma morte privada de todo o al\u00edvio, para assim livrar-nos da morte eterna\u201d. <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.23).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este sentimento de abandono, sentido por Cristo padecente na Cruz, nos mostra a dor do abandono que sente o pecador que se afasta de Deus. E todo esse sofrimento foi assumido pelo Cristo em nosso lugar:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cEle n\u00e3o cometeu pecado, nem se achou falsidade em sua boca (Is 53,9). Ele, ultrajado, n\u00e3o retribu\u00eda com id\u00eantico ultraje; ele, maltratado, n\u00e3o proferia amea\u00e7as, mas entregava-se \u00e0quele que julga com justi\u00e7a. Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justi\u00e7a. Por fim, por suas chagas fomos curados (Is 53,5). (I Pd 2,22-24)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S. Afonso de Lig\u00f3rio citando S. Le\u00e3o Magno nos traz importantes reflex\u00f5es acerca dessa Palavra de Jesus, vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cEscreve S. Le\u00e3o que esse brado de Jesus n\u00e3o foi queixa, mas ensino (Serm. 17 de pas. c. 13). Ensino, porque com aquele brado queria dar-nos a entender qu\u00e3o grande \u00e9 a mal\u00edcia do pecado, que quase obrigava Deus a abandonar \u00e0s penas, sem al\u00edvio, seu dileto Filho, somente por ter ele tomado sobre si a obriga\u00e7\u00e3o de satisfazer por nossos delitos. Jesus n\u00e3o foi ent\u00e3o abandonado pela divindade, nem privado da gl\u00f3ria que fora comunicada \u00e0 sua bendita alma desde o primeiro instante de sua cria\u00e7\u00e3o; foi, por\u00e9m, privado de todo consolo sens\u00edvel, com o qual costuma Deus confortar seus fi\u00e9is servos nos seus padecimentos e foi deixado em trevas, temores e amarguras, penas essas por n\u00f3s merecidas. Esse abandono da presen\u00e7a sens\u00edvel de Deus experimentou Jesus tamb\u00e9m no horto de Gets\u00eamani: mas o que sofreu pregado na cruz foi maior e mais amargo\u201d. <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.23).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O protestante Calvino, no seu coment\u00e1rio sobre o Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, profere uma blasf\u00eamia ao afirmar que Cristo sofrera o pecado do desespero ao proferir essa Palavra. Explica S. Afonso de Lig\u00f3rio apoiado nos Santos Padres, que tal express\u00e3o de Nosso Senhor, expressa exatamente a dor dos sofrimentos provenientes da Paix\u00e3o e jamais o desespero, que s\u00f3 acomete \u00e0queles que voluntariamente pelo pecado se privam da amizade de Deus:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cCalvino, no seu coment\u00e1rio sobre S. Jo\u00e3o, disse uma blasf\u00eamia (&#8230;) Como poderia satisfazer pelos nossos pecados com um pecado ainda maior, qual o do desespero? E como conciliar-se esse desespero de que sonha Calvino, com estas palavras que Jesus pronunciou depois: \u201cPai, em vossas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d?(Lc 23,46). A verdade \u00e9, segundo a explica\u00e7\u00e3o de S. Jer\u00f4nimo e S. Cris\u00f3stomo e outros, que nossos Salvador lan\u00e7a essa exclama\u00e7\u00e3o de dor para nos patentear, n\u00e3o o seu desespero, mas o tormento que sofria tendo uma morte privada de todo o al\u00edvio.\u201d <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.23).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em fim, esta Palavra nos mostra a dor que nossos pecados acarretam para o Salvador, entretanto, demonstram mais uma vez a grandiosidade do amor e da miseric\u00f3rdia de Deus para com os homens, se fazendo verdadeiro homem para padecer em nosso lugar<em>: \u201cCom efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho \u00fanico, para que todo o que nele crer n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna\u201d. (Jo 3,16)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cAo abra\u00e7ar em seu cora\u00e7\u00e3o humano o amor do Pai pelos homens, Jesus &#8220;amou-os at\u00e9 o fim&#8221; (Jo 13,11), &#8220;pois ningu\u00e9m tem maior amor do que aquele que d\u00e1 a vida por seus amigos\u201d (Jo 15,13). Assim, no sofrimento e na morte, sua humanidade se tornou o instrumento livre e perfeito de seu amor divino, que quer a salva\u00e7\u00e3o dos homens.\u201d <\/em>(Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u00a7 609).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5\u00aa Palavra: <\/strong><em><strong>\u201cTenho sede\u201d<\/strong><\/em><strong> (Jo 19,28).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na quinta Palavra de Cristo na Cruz, Ele expressa a debilidade de seu corpo em meio aos tormentos suportados at\u00e9 aquele instante, e exaurido pela perda de sangue e \u00e1gua durante todo esse mart\u00edrio, diz: <strong>\u201cTenho sede\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cEm seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: <\/em><strong><em>Tenho sede<\/em><\/strong><em>\u201d.<\/em> (Jo 19,28)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u201cEscritura\u201d aludida pelo evangelista S. Jo\u00e3o, que deveria ser cumprida, \u00e9 a que se encontra no Salmo de Davi:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cPuseram fel no meu alimento, na minha <\/em><strong><em>sede<\/em><\/strong><em> deram-me vinagre para beber\u201d. <\/em>(Sl 68,22).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comentando sobre o cumprimento dessa Escritura, diz S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cJesus n\u00e3o diz que tem sede para que seja consumada a profecia do Antigo Testamento; pelo contr\u00e1rio: a profecia \u00e9 que foi escrita porque devia, um dia, ser vivida pelo Cristo\u201d <\/em>(S. Tom\u00e1s de Aquino. Coment\u00e1rios de S. Jo\u00e3o, 19,28 in: AQUINO, Felipe. As Sete Palavras de Cristo na Cruz. Lorena-SP: Cl\u00e9ofas, 2005, p.60).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u201c<strong>sede\u201d <\/strong>de Jesus, n\u00e3o era um fator simplesmente biol\u00f3gico, decorrente das circunst\u00e2ncias da Paix\u00e3o. Essa \u201c<strong>sede\u201d <\/strong>de Jesus era algo mais profundo. \u00c9 a sede de almas, a sede de levar a salva\u00e7\u00e3o a cada ser humano da face da terra. Essa Palavra de Jesus na Cruz nos remete ao momento em que Ele pede de beber \u00e0 samaritana (cf. Jo 4,1-15) no po\u00e7o de Jac\u00f3, como se pedisse a cada um de n\u00f3s, a nossa vida, a nossa alma para lhe saciar a sede. Ele afirma para a samaritana que Ele \u00e9 a \u00e1gua viva (cf. Jr 2,13), quem Dele beber n\u00e3o ter\u00e1 sede:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cRespondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem \u00e9 que te diz: D\u00e1-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma \u00e1gua viva. (&#8230;) o que beber da \u00e1gua que eu lhe der jamais ter\u00e1 sede. Mas a \u00e1gua que eu lhe der vir\u00e1 a ser nele fonte de \u00e1gua, que jorrar\u00e1 at\u00e9 a vida eterna\u201d. <\/em>(Jo 4, 10.14).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Santo Agostinho comenta essa passagem dizendo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cDesejaria Ele beber, realmente, quando dizia \u00e0 samaritana: Dai-me de beber? E quando diz sobre a Cruz: Tenho sede? Do que teria sede sen\u00e3o de nossas boas obras?\u201d <\/em>(S. Agostinho. Salmos 36, serm\u00e3o 2,21.4 in: AQUINO, Felipe. Op.cit, p.62). &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m S. Afonso de Lig\u00f3rio ressalta essa sede de salvar toda a humanidade, sentida por Jesus pendente na Cruz:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cGrande foi a sede corporal que Jesus sofreu na cruz, j\u00e1 pelo sangue derramado no horto, j\u00e1 no pret\u00f3rio pela flagela\u00e7\u00e3o e coroa\u00e7\u00e3o de espinhos, e mais ainda na mesma cruz onde de suas m\u00e3os e p\u00e9s cravados escorriam rios de sangue como quatro fontes naturais. Sua sede espiritual foi, por\u00e9m, muito maior, isto \u00e9, o desejo ardente que tinha de salvar todos os homens e de sofrer ainda mais por n\u00f3s, como diz Bl\u00f3sio, em prova de seu amor (Mar. sp. p. 3 c. 18). S. Louren\u00e7o Justianiano escreve: \u201cEsta sede nasce da fonte do amor\u201d (De agon.c. 19)\u201d. <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.24).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino comentando essa Palavra de Jesus expressa a veracidade do sofrimento e essa sede de salvar o mundo que o Cristo sentiu na Paix\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cSe Jesus diz: tenho sede! \u00e9, antes de tudo, porque morre de morte verdadeira, n\u00e3o da morte de um fantasma. Ainda aqui aparece o seu desejo ardente da salva\u00e7\u00e3o do g\u00eanero humano, conforme diz S\u00e3o Paulo: Deus, nosso Salvador, quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Tm 2,3-4). Jesus mesmo dissera: \u201co Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido\u201d (Lc 19,10). Ora a veem\u00eancia do desejo exprime-se, muitas vezes, pela sede, como diz o salmista: \u201cMinha alma tem sede do Deus vivo\u201d <\/em>(S. Tom\u00e1s de Aquino. Coment\u00e1rios de S. Jo\u00e3o, 19,28 in: AQUINO, Felipe. Op.cit, p.62).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com essa Palavra Cristo, continua a mostrar seu incomensur\u00e1vel Amor pela humanidade, chegando a sentir sede f\u00edsica e espiritual, pela salva\u00e7\u00e3o das almas. Santa Catarina de Sena ilustra perfeitamente esse fato, ao dizer:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201c\u00c9 a fome e a sede do ansioso desejo que Jesus tinha de nossa salva\u00e7\u00e3o, que o faziam exclamar sobre o madeiro da cruz: Tenho sede! Como se dissesse: Tenho sede e desejo de vossa salva\u00e7\u00e3o, mais do que vos pode demonstrar o supl\u00edcio corporal da sede. Sim, por que a sede do corpo \u00e9 limitada, mas a sede do santo desejo n\u00e3o tem limites\u201d <\/em>(S. Catarina de Sena, Cartas, 8 in: AQUINO,Felipe. Op.cit, p.62).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>6\u00aa Palavra: <\/strong><em><strong>\u201cEst\u00e1 consumado\u201d<\/strong><\/em><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cHavendo Jesus tomado do vinagre, disse: <\/em><strong><em>Tudo est\u00e1 consumado<\/em><\/strong><em>\u201d <\/em>(J0 19,30)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa pen\u00faltima Palavra de Cristo na Cruz vem selar todas as profecias a seu respeito. Nestes momentos finais Cristo nos diz com essa Palavra que toda a vontade do Pai para nos salvar foi cumprida Nele e por Ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cNesse momento, Jesus, antes de expirar, p\u00f4s diante dos olhos todos os sacrif\u00edcios da antiga lei (todos eles figuras do sacrif\u00edcio da cruz), todas as s\u00faplicas dos antigos padres, todas as profecias realizadas na sua vida e na sua morte, todos os opr\u00f3brios e lud\u00edbrios preditos que ele devia suportar, e vendo que tudo se havia realizado, disse: \u201cTudo est\u00e1 consumado\u201d\u201d. <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.24).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com essa Palavra Jesus nos ensina a perseverar em nossa f\u00e9 at\u00e9 o fim. Confiando Nele (cf. Fl 4,13) n\u00e3o devemos jamais olhar para tr\u00e1s (cf. Gen 19,26; Lc 9,62), mas, seguir sempre em dire\u00e7\u00e3o ao alvo (cf. Fl 3,14), \u00e0 nossa meta: a salva\u00e7\u00e3o que nos \u00e9 ofertada gratuitamente por Deus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S. Afonso de Lig\u00f3rio citando Santo Agostinho explica com maestria este sentido profundo dessa Palavra de Jesus ao afirmar que:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cS. Agostinho escreve: \u201cO que te ensinou pendente da cruz, n\u00e3o querendo dela descer, sen\u00e3o que fosses forte em teu Deus?\u201d (In ps. 70). Jesus quis consumar o seu sacrif\u00edcio com a morte, para nos persuadir de que Deus n\u00e3o recompensa com a gl\u00f3ria sen\u00e3o aqueles que perseveram no bem at\u00e9 ao fim, como o faz sentir por S. Mateus: \u201cQuem perseverar at\u00e9 ao fim ser\u00e1 salvo\u201d (Mt 10,22). Quando, pois, ou seja por motivo de nossas paix\u00f5es ou das tenta\u00e7\u00f5es do dem\u00f4nio ou das persegui\u00e7\u00f5es dos homens nos sentirmos molestados e levados a perder a paci\u00eancia e a ofender a Deus, olhemos para Jesus crucificado que derrama todo o seu sangue por nossa salva\u00e7\u00e3o e pensemos que n\u00f3s ainda n\u00e3o derramamos uma s\u00f3 gota por seu amor. \u00c9 o que diz S. Paulo: \u201cPois ainda n\u00e3o tendes resistido at\u00e9 ao sangue combatendo contra o pecado\u201d (Hb 12,4)\u201d. <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.24).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O saudoso Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II, em uma Carta escrita aos Sacerdotes por ocasi\u00e3o da Quinta \u2013 Feira Santa no ano de 1998, nos traz uma reflex\u00e3o muito significativa acerca da consuma\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio salv\u00edfico de Nosso Senhor Jesus Cristo, ele escreveu:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO Evangelho de S. Jo\u00e3o, com palavras cheias de carinho e de mist\u00e9rio, refere a narra\u00e7\u00e3o daquela primeira Quinta-Feira Santa, quando tomou lugar \u00e0 mesa com os disc\u00edpulos, no Cen\u00e1culo, o Senhor \u2014 \u00ab &#8230;Ele que amara os Seus que estavam no mundo, levou at\u00e9 ao extremo o Seu amor por eles \u00bb (13,1). At\u00e9 ao extremo: at\u00e9 \u00e0 institui\u00e7\u00e3o da Eucaristia, antecipa\u00e7\u00e3o de Sexta-Feira Santa, do sacrif\u00edcio da cruz e do mist\u00e9rio pascal. Durante a \u00daltima Ceia, Cristo toma o p\u00e3o nas m\u00e3os e pronuncia as primeiras palavras da consagra\u00e7\u00e3o: \u00ab Isto \u00e9 o meu Corpo que ser\u00e1 entregue por v\u00f3s \u00bb. Logo a seguir, proclama sobre o c\u00e1lice com vinho as sucessivas palavras da consagra\u00e7\u00e3o: \u00ab Este \u00e9 o c\u00e1lice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna alian\u00e7a, que ser\u00e1 derramado por v\u00f3s e por todos para remiss\u00e3o dos pecados \u00bb, e acrescenta: \u00ab Fazei isto em mem\u00f3ria de Mim \u00bb. <\/em><strong><em>Cumpre-se assim, no Cen\u00e1culo, de modo incruento o Sacrif\u00edcio da Nova Alian\u00e7a, que ser\u00e1 realizado com o derramamento de sangue no dia seguinte, quando Cristo disser sobre a cruz: \u00ab Consummatum est \u00bb, \u00ab Tudo est\u00e1 consumado! \u00bb (Jo 19,30). Oferecido uma vez por todas sobre o Calv\u00e1rio, este Sacrif\u00edcio \u00e9 confiado aos Ap\u00f3stolos, gra\u00e7as ao Esp\u00edrito Santo, como o Sant\u00edssimo Sacramento da Igreja<\/em><\/strong><em>\u201d. <\/em>(Papa Jo\u00e3o Paulo II. Carta aos Sacerdotes por ocasi\u00e3o da Quinta Feira Santa de 1998, Vaticano, 25\/03\/1998).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, temos nessa Palavra de Jesus o cumprimento das Escrituras, e o ensino salv\u00edfico de perseverar at\u00e9 o fim, confiados sempre no Senhor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cComo pela desobedi\u00eancia de um s\u00f3 homem todos se tornaram pecadores, assim, pela obedi\u00eancia de um s\u00f3, todos se tornar\u00e3o justos&#8221; (Rm 5,19). Por sua obedi\u00eancia at\u00e9 a morte, Jesus realizou a substitui\u00e7\u00e3o do Servo Sofredor que &#8220;oferece sua vida em sacrif\u00edcio expiat\u00f3rio&#8221;, &#8220;quando carregava o pecado das multid\u00f5es&#8221;, &#8220;que ele justifica levando sobre si o pecado de muitos&#8221;. Jesus prestou repara\u00e7\u00e3o por nossas faltas e satisfez o Pai por nossos pecados\u201d. <\/em>(Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u00a7 615)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>7\u00aa Palavra: <\/strong><em><strong>\u201cPai, nas tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d<\/strong><\/em><strong> (Lc 23,46).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consumada as Escrituras, Nosso Senhor Jesus Cristo livremente entrega o esp\u00edrito ao Pai, realizando a reden\u00e7\u00e3o definitiva da humanidade. \u00c9 a realiza\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio da Nova e Eterna Alian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cA morte de Cristo \u00e9 ao mesmo tempo o sacrif\u00edcio pascal, que realiza a reden\u00e7\u00e3o definitiva dos homens pelo &#8220;cordeiro que tira o pecado do mundo&#8221;, e o sacrif\u00edcio da Nova Alian\u00e7a, que reconduz o homem \u00e0 comunh\u00e3o com Deus, reconciliando-o com ele pelo &#8220;sangue derramado por muitos para remiss\u00e3o dos pecados&#8221;. <\/em>(Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u00a7 613)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o Lucas escreve:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cEra quase \u00e0 hora sexta e em toda a terra houve trevas at\u00e9 a hora nona. Escureceu-se o sol e o v\u00e9u do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu ent\u00e3o um grande brado e disse: Pai, nas tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito. E, dizendo isso, expirou. Vendo o centuri\u00e3o o que acontecia, deu gl\u00f3ria a Deus e disse: Na verdade, este homem era um justo\u201d. <\/em>(Lc 23,44-47)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este do v\u00e9u do Templo de Jerusal\u00e9m que se rasga vem simbolizar justamente o advento da Nova e Eterna Alian\u00e7a: <em>\u201cN\u00e3o julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. N\u00e3o vim para os abolir, mas sim para lev\u00e1-los \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o\u201d. (Mt 5,17)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cO cumprimento perfeito da Lei s\u00f3 podia ser obra do Legislador divino nascido sujeito \u00e0 Lei na pessoa do Filho. Em Jesus, a Lei n\u00e3o aparece mais gravada nas t\u00e1buas de pedra, mas &#8220;no fundo do cora\u00e7\u00e3o&#8221; (Jr 31,33) do Servo, o qual, pelo fato de &#8220;trazer fielmente o direito&#8221; (Is 42,3), se tornou &#8220;a Alian\u00e7a do povo&#8221; (Is 42,6). Jesus cumpriu a Lei at\u00e9 o ponto de tomar sobre si &#8220;a maldi\u00e7\u00e3o da Lei\u201d in quod illi incurrerant &#8220;qui non permanent in omnibus, quae scripta sunt, ut faciant ea&#8221;, na qual incorrerreram aqueles que &#8220;n\u00e3o praticam todos os preceitos da mesma, pois \u201ca morte de Cristo aconteceu para resgatar as transgress\u00f5es cometidas no Regime da Primeira Alian\u00e7a&#8221; (Hb 9, 15)\u201d. <\/em>(Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u00a7 580).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fato singular dessa Palavra de Jesus foi a imediata convers\u00e3o do centuri\u00e3o romano que acompanhava ao p\u00e9 da Cruz (cf. Jo 3,14-15) a morte do Redentor: \u201c<em>Vendo o centuri\u00e3o o que acontecia, <\/em><strong><em>deu gl\u00f3ria a Deus e disse: Na verdade, este homem era um justo<\/em><\/strong><em>\u201d (Lc 23,47).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com essa Palavra Jesus nos ensina a entregar-nos sempre, livre e totalmente ao Pai, que est\u00e1 sempre de bra\u00e7os abertos a nos esperar (cf. Lc 15,20). S. Afonso de Lig\u00f3rio apoiado nos Santos Padres ensina sobre essa Palavra:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cEscreve Eut\u00edquio que Jesus proferiu estas palavras com grande voz, para dar a entender que ele era verdadeiramente o Filho de Deus, chamando a Deus seu Pai. S. Jer\u00f4nimo escreve que ele deu este grande brado para demonstrar que n\u00e3o morria por necessidade, mas por pr\u00f3pria vontade, emitindo um brado t\u00e3o forte no momento mesmo em que estava para expirar. Isso combina com o que disse Jesus em vida, que ele de livre vontade sacrificava sua vida por n\u00f3s,suas ovelhas, e n\u00e3o pela vontade ou mal\u00edcia de seus inimigos. \u201cEu ponho minha alma por minhas ovelhas&#8230; ningu\u00e9m ma pode tirar, eu mesmo a entrego de livre querer\u201d (Jo 10,15). S. Atan\u00e1sio ajunta que Jesus, recomendando-se ao Pai, recomendou-lhe justamente todos os fi\u00e9is que por seu interm\u00e9dio deveriam receber a salva\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a cabe\u00e7a com seus membros constituem um s\u00f3 corpo. E o santo conclui que Jesus ent\u00e3o tinha em mente repetir o pedido feito antes: \u201cPai santo, conserva-os em teu nome, para que sejam um como n\u00f3s\u201d (Jo 17,11), e termina: \u201cPai, os que me destes quero que onde eu estiver estejam comigo\u201d <\/em>(LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, p.25).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste momento em que Cristo consuma o Santo Sacrif\u00edcio para a reden\u00e7\u00e3o da humanidade, sua Cruz torna-se vener\u00e1vel para n\u00f3s crist\u00e3os! Ela que fora objeto de maldi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 doravante s\u00edmbolo da salva\u00e7\u00e3o como nos ensina S\u00e3o Paulo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cA linguagem da cruz \u00e9 loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para n\u00f3s, \u00e9 uma for\u00e7a divina\u201d. <\/em>(I Cor 1,18)<em>; \u201cQuanto a mim, n\u00e3o pretendo, jamais, gloriar-me, a n\u00e3o ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo est\u00e1 crucificado para mim e eu para o mundo\u201d. <\/em>(Gal 6,14)<em>; \u201cEspoliou os principados e potestades, e os exp\u00f4s ao rid\u00edculo, triunfando deles pela cruz\u201d. <\/em>(Col 2,15)<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sagrado Magist\u00e9rio da Igreja nos ensina que:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;Sua sanctissima passione in ligno crucis nobis iustificationem meruit &#8211; Por sua sant\u00edssima Paix\u00e3o no madeiro da cruz mereceu-nos a justifica\u00e7\u00e3o&#8221;, ensina o Conc\u00edlio de Trento, sublinhando o car\u00e1ter \u00fanico do sacrif\u00edcio de Cristo como &#8220;princ\u00edpio de salva\u00e7\u00e3o eterna&#8221;. E a Igreja venera a Cruz, cantando: <\/em><strong><em>crux, ave, spes unica<\/em><\/strong><em> &#8211; Salve, \u00f3 Cruz, \u00fanica esperan\u00e7a&#8221;. <\/em>(Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u00a7 617)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Iluminados por essa Santa Palavra do Senhor possamos confiar-nos sempre a Ele, fazendo assim como o Cristo, a vontade do Pai: \u201c<em>Davi punha toda a sua esperan\u00e7a no futuro Redentor, dizendo: \u201cEm vossas m\u00e3os, Senhor, entrego o meu esp\u00edrito; pois v\u00f3s me remistes, Senhor Deus da verdade\u201d (Sl 39,6). Quanto mais n\u00f3s devemos confiar em Jesus Cristo, que j\u00e1 realizou a nossa reden\u00e7\u00e3o? Digamos-lhe, pois, com grande confian\u00e7a: \u201cV\u00f3s me remistes, Senhor, por isso em vossas m\u00e3os encomendo o meu esp\u00edrito.\u201d (<\/em>LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. Op.cit, <em>p.25).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Salve, \u00f3 Cruz, \u00fanica esperan\u00e7a!<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Crux, Ave, Spes \u00danica<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>&nbsp;Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>________________________<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AQUINO, Felipe. <strong>As Sete Palavras de Cristo na Cruz<\/strong>. Lorena-SP: Cl\u00e9ofas, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>B\u00edblia Sagrada<\/strong>. 14\u00ba Ed. S\u00e3o Paulo: Ave Maria, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/strong> \u2013 Edi\u00e7\u00e3o t\u00edpica Vaticana. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LIG\u00d3RIO, Afonso M. de. <strong>A Paix\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo<\/strong>. Vol. II, Ed.PDF, Fl. Castro, abril 2002.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Papa Jo\u00e3o Paulo II. <strong>Carta aos Sacerdotes por ocasi\u00e3o da Quinta Feira Santa de 1998<\/strong>, Vaticano, 25\/03\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Papa Le\u00e3o XIII. <strong>Carta Enc\u00edclica <\/strong><em><strong>Adiutricem Populi<\/strong><\/em><em>, Roma, 25\/09\/1895.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iluminados por essa Santa Palavra do Senhor possamos confiar-nos sempre a Ele, fazendo assim como o Cristo, a vontade do Pai<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13350,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[6919],"tags":[],"class_list":["post-13349","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-anob2021"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v26.9 (Yoast SEO v26.9) - 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