Teatro para catequese
 
Quaresma: Acreditar no Evangelho e vencer as tentações
Enviado por: Rosilene M. N. Canali
Santa Cruz das Palmeiras - SP
 
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NARRADOR: Gigi era uma garota muito maltratada por todos os seus colegas, na escola, na rua, em qualquer lugar em que estivesse, não conseguia fazer amigos, todo mundo a achava muito estranha, medrosa e diferente dos outros. Também na família quase não tinha a atenção de seus pais. Um dia, ela teve um sonho que mudou sua vida. Sonhou que a partir daquele dia, seria uma criança diferente, e que todas as pessoas iriam respeitá-la e amá-la. O que será que aconteceu com Gigi?

GIGI:     A partir de hoje, todos vão me respeitar, não quero mais ser maltratada por ninguém. Mas, por onde posso começar?

CONC. BOA:
Pelo começo, com certeza!

GIGI:
     Epa! Quem é você?

CONC. BOA:
Eu sou a sua Boa Consciência, estou aqui para ajudá-la a se tornar uma pessoa diferente. Não é o que você quer ser?

GIGI:
     Quero, eu quero sim!

CONC. BOA:
Muito bem, trago aqui comigo este Livro Mágico, que pode ajudá-la a se tornar essa pessoa que você tanto sonha.

GIGI:
     Que legal, me dá aqui que eu quero ler agorinha mesmo!

CONC. BOA:
Calma, calma, este livro ajudará você nos momentos de indecisões, mas é preciso que fique muito atenta, pois terá que passar por muitas provas.

GIGI:
     Ah! Mas eu já tenho provas na escola, e aqui também eu preciso ter?

CONC. BOA:
Você quer ou não quer realizar o seu sonho?

GIGI:
     Tá bom, tá bom. O que eu preciso fazer?

CONC. BOA:
Você terá que atravessar por algumas situações ao longo de sua jornada. E ao fazer isso, dirigida pelas orientações deste livro mágico, você terá a sabedoria necessária para se tornar essa pessoa que tanto deseja ser.

GIGI:
     Mas será que eu vou conseguir?

CONC. BOA:
Não tenha medo, eu estarei sempre com você, confie em mim e nas minhas palavras, que tudo dará certo. Tome, fique com este amuleto também para que se lembre sempre disso. Boa sorte, Gigi, boa sorte...

NARRADOR: Gigi pegou o amuleto e viu que se tratava de uma cruz, colocou-a no pescoço, abraçou o Livro Mágico e disse:

GIGI:    
Eu posso, eu vou conseguir!

NARRADOR: Gigi seguiu caminhando, com muita confiança e de repente se viu numa situação, onde, provavelmente seria a primeira prova da qual sua Boa Consciência havia lhe falado. Próximo ao muro, ela avistou uma linda bicicleta, aliás, a bicicleta, igualzinha a que ela tinha visto numa loja, e que seus pais não tinham condições de comprar. Olhou para os lados e não viu ninguém por perto:

GIGI:    
Ué! Como alguém pode deixar uma bicicleta dessa largada por aí? Será que tem dono?

CONC.RUIM:
Psiu! Psiu! Ei menina, não seja boba, ninguém está vendo mesmo, pega essa bicicleta pra você!

GIGI:
     Epa! Quem está falando comigo?

CONC.RUIM:
Não interessa! Estou falando que você deve pegar logo esta bicicleta, antes que chega alguém. Aproveite, ninguém está vendo. Você achou e achado não é roubado. Pega, pega, pega!

GIGI:
     Isto não está certo! Esta bicicleta não me pertence. Eu não posso pegar e mentir dizendo que esta bicicleta é minha!

CONC.RUIM:
Como você é boba! Vai logo. Deixa de bobeira, Vai, vai, vai logo! Pega, pega, pega...
NARRADOR: Gigi bem que lutou contra aquela voz, que a atiçava a pegar a bicicleta, e pensou, que se desse só uma voltinha não ia fazer mal algum, então aproximou-se da bicicleta e quando ia colocar a mão nela, sentiu algo estranho no seu coração, colocou a mão e viu o amuleto que sua Boa Consciência havia dado, então lembrou-se do Livro Mágico, que estava na sua bolsa, abriu-o e leu a seguinte inscrição:

GIGI:
     "O Reino de Deus está próximo, converta e creia no Evangelho!" Não, esta bicicleta não me pertence e eu não vou mexer naquilo que não me pertence. Se fizer isso, provavelmente alguém ficará triste com esta minha atitude. Vai embora de perto de mim. Eu não vou te obedecer. Vai embora! Voz horrível! Voz feia!

DONA BIC.:
Você está falando sozinha?

GIGI:
     É, parece que sim, acho que estou doida, ouvindo vozes. Estava admirando esta bicicleta, ela é sua?

DONA BIC.:
Sim, ganhei no Natal. E você, não tem bicicleta?

GIGI:
     Não, meus pais não podem comprar, mas não tem problema, um dia eu vou crescer, trabalhar e comprar uma pra mim.

DONA BIC.:
Sabe, eu tenho uma prima que já ficou grande e não usa mais a bicicleta dela, e eu fiquei sabendo que ela vai dar pra alguém, por acaso você tem interesse? Posso ver se ela doa a bicicleta pra você.

GIGI:
     Puxa! Verdade! Mas isso seria maravilhoso! Podemos ir lá agora?

DONA BIC.:
Claro, vamos lá. Quer ir andando na minha bicicleta?

NARRADOR: É, como é bom seguirmos a voz do nosso coração e fazermos sempre o bem. Com essa atitude de Gigi, com certeza ela conquistou uma grande amizade. Quem vence a tentação do mundo é sempre feliz e faz todas as pessoas com quem convive, feliz também. Só vence a tentação da injustiça quem ama o próximo e respeita os seus direitos.

HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE (pode ser usado o hino do ano)

O povo meu, chegou a mim o teu lamento,
conheço o medo e insegurança em que estás,
eu venho a ti, sou tua força e o teu alento,
vou ti mostrar caminho novo para a paz.

Onde pões tua confiança?
Segurança quem te traz,
é o amor que tudo alcança,
só a justiça gera paz.

Quando o direito habitar a tua casa,
quando a justiça se sentar a tua mesa,
a segurança de brincar em tuas praças,
enfim a paz demonstrará sua beleza.

A segurança é vida plena para todos,
trabalho digno, moradia e educação,
é ter saúde e os direitos respeitados,

é construir fraternidade, é ser irmão.

 
 
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