Teatro para catequese
 
Ressuscitando o Amor e à procura da Paz
Enviado por: Simone Gonçalves
Paróquia São Domingos Sávio - Piquete - SP
 
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Perfil dos personagens

Amor: personagem principal. Representa a vida em Jesus Cristo ressuscitado. O Amor é o sentimento que manifesta a verdadeira dedicação e doação ao próximo. Na encenação atua como o pai e a mãe (como um anjo que não tem sexo) da Paz e da Esperança. Vive em uma ilha chamada Vitória e mora com suas duas filhas. Sua ocupação é, além de Amar e cuidar da ilha e de suas filhas, trabalhar na construção de um barco para atingir outros lugares e povos, a fim de propagar o seu Amor.
Figurino: Roupa vermelha – se possível, com letras formando a palavra Amor colada na frente.
Pessoa indicada para o papel: ______.

Paz: filha do Amor. Representa a união entre povos, nações e diversas culturas e credos. Simboliza também a Paz que Cristo ressuscitado transmitiu aos seus discípulos e que é estendida até os dias de hoje. Na encenação atua como apaziguadora dos conflitos entre os sentimentos e suas respectivas ilhas. Sua ocupação é zelar pela tranqüilidade do local onde vive com seus pais (Amor) e sua irmã. Uma característica da Paz é não ter medo de enfrentar as “guerras” entre os sentimentos.
Figurino: Roupa branca – se possível, com letras formando a palavra Paz colada na frente.
Pessoa indicada para o papel: ______.

Esperança: filha do Amor. Representa o desejo e a vontade de nunca desistir das pessoas. Simboliza também a Esperança em fé do retorno de Jesus para o julgamento final. Na peça teatral atua como um sentimento que está a todo o momento ao lado do Amor ajudando-o na construção de seu barco. Uma característica da Esperança é viver conversando com a Paz e tentando convencê-la de que um dia a bandeira da igualdade entre todos reinará. Na verdade, quem motiva o Amor e a Paz a não desistirem de seus propósitos é a Esperança.
Figurino: Roupa amarela – se possível, com letras formando a palavra Esperança colada na frente.
Pessoa indicada para o papel: ______.

Perfil dos personagens

Inveja: personagem que mora na ilha chamada Trevas. Representa os invejosos “doutores da lei” que não acreditaram no Poder de Jesus e manipularam o povo para pedir a condenação do filho de Deus. Na encenação atua como guardiã do chefe da ilha: o Ódio. Como característica própria vive provocando intrigas, fofocas e discussões entre os habitantes da ilha das Trevas. Também faz de tudo para conquistar o trono que pertence ao Ódio.
Figurino: Roupa cinza – se possível, com letras formando a palavra Inveja colada na frente.
Pessoa indicada para o papel: ______.

Ódio: o chefe da ilha das Trevas (pai e mãe da Inveja, da Tentação e do Pecado – sem sexo também). Representa a traição, a flagelação e a condenação de Jesus Cristo. Os Ódios presentes no coração dos que maltrataram o Salvador ainda existe e, infelizmente, continuam contaminando as pessoas. Na peça teatral atua como um sentimento que quer construir um navio para espalhar o Ódio a outros povos. Procura mandar em seus filhos que também são seus servos.
Figurino: Roupa preta – se possível, com letras formando a palavra Ódio colada na frente.
Pessoa indicada para o papel: ______

Tentação: filha e serva do Ódio. Representa os maus desejos do coração de fazer coisas erradas. Simboliza o tempo em que Jesus foi tentado pelo inimigo antes de sua Paixão. Na encenação atua em “parceria” com o Pecado e vive alastrando tentações pela ilha das Trevas. Também age como conselheira do Ódio e não poupa esforços para iludir e ludibriar os sentimentos a fim de que sejam entregues às mãos do Pecado. Uma característica própria da Tentação é que ela briga bastante com a Inveja e as duas acabam sempre se “guerreando”.
Figurino: Roupa Roxa – se possível, com letras formando a palavra Tentação colada na frente.
Pessoa indicada para o papel: ______.

Pecado: filho do Ódio. Representa as más ações cometidas pelas pessoas que as tiram do caminho do Amor e da Salvação Eterna. Simboliza também o pecado original que todo o ser humano carrega desde o seu nascimento e também os que foram perdoados por Jesus na Cruz. Na peça teatral atua como “parceiro” da Tentação e é o filho mais querido do Ódio. Sua característica própria é ajudar o seus pais (Ódio) a construir o navio.
Figurino: Roupa marrom – se possível com letras formando a palavra Pecado colada na frente.
Pessoa indicada para o papel: ______.  

Enredo

Os três sentimentos que representam o bem: o Amor, a Paz e a Esperança moram na ilha Vitória. O objetivo do Amor é construir um barco para conseguir, navegando, atingir outras terras e outros povos. Não teria sentido a vida desses sentimentos morando em um lugar onde já reinava o Amor a Paz e a Esperança, por isso eles queriam cumprir a missão de ir para “águas mais profundas”.
Com a ajuda da Esperança, que não permite que o Amor e a Paz desistam fácil, foi concretizado o sonho do barco. Os três sentimentos começam a navegar em busca do desconhecido. O Amor tinha no seu coração que não seria fácil convencer e converter outros sentimentos, mas pelo seu “Amor infinito” tentaria até a morte se fosse preciso.
Enquanto isso, na ilha das Trevas, morava o chefe Ódio com seus filhos: a Inveja, a Tentação e o Pecado. Eles eram quatro sentimentos, ou seja, um número maior do que os que habitavam a ilha Vitória. O Ódio conseguiu, depois de um bom tempo e com a ajuda do Pecado, construir o seu impetuoso navio. Também começou a navegar em busca de outros povos para que pudesse espalhar o Ódio e dominar todos os confins da Terra.
Em um determinado lugar do oceano, o barquinho do Amor avista o navio do Ódio e vice-versa. Num primeiro momento o Ódio viu a sua primeira oportunidade de arrastar aquele “minúsculo objeto” com seus tripulantes para o seu lado, e contaminá-los com suas malícias.
Por outro lado o Amor e suas filhas não se sentem pequenos diante do monstro navegável que estava à sua frente. Tudo indicava que seria uma “guerra” desproporcional e que ali, pela primeira vez no planeta, o mal venceria o bem.
O combate começou quando o Ódio mandou a Tentação descer num bote e ir até o barco do Amor tentá-los. O Ódio achava que a tentação sozinha seria capaz de manipular os três sentimentos do bem. Mas o chefe da ilha das Trevas estava completamente errado. A Paz deu uma lição de união na Tentação, a Esperança lançou uma forte resistência sobre ela e o Amor, apenas com um toque, eliminou as impurezas do coração dela. Mas como Tentação é tentação, já sem forças e não querendo se entregar, se jogou ao oceano para morrer afogada.
Bem, agora o combate contava com três de cada lado. O Ódio, vendo que havia perdido uma filha e estando com mais ódio ainda, mandou o Pecado ir até o barco do Amor, pois a Inveja não podia ainda deixar o seu posto de guardiã e fiel escudeira.
O Pecado que tinha mais forças que a Tentação pegou outro bote e foi. Depois de um tempo soltando os seus venenos para cima dos sentimentos do bem, o Amor e a Paz estavam quase se entregando ao Pecado, até que a Esperança usou da sua força física para jogar o Pecado no oceano. Logo que este sentimento caiu na água um tubarão faminto o engoliu.
O bem começava a vencer aquela “batalha naval”. O Amor então pensou em mandar a Paz até o navio, achando que ela sozinha poderia converter o Ódio e a Inveja. Quando a Paz chegou ao navio, a Inveja foi recebê-la. Com muita falsidade a Inveja começou a dar uma de boazinha, até que conseguiu conquistar a confiança da Paz. A Inveja plantou no coração da Paz muito ciúmes e rancor com relação ao Amor e a Esperança. Até que chegou o Ódio e disparou um raio poderoso contra a Paz, jogando-a a quilômetros de distância no oceano.
Agora são dois sentimentos de cada lado. O Ódio, com mais ousadia, ordenou que a Inveja, que havia conseguido converter a Paz, fosse até o barco do Amor e fizesse com que a Esperança ficasse com inveja do Amor. Quando a Inveja chegou ao barco, o Amor, sustentado pela Esperança, lançou o seu olhar misericordioso e converteu a Inveja.
O Ódio agora estava sozinho e no desespero mandou um poderosíssimo raio contra o Amor, fazendo-o cair e enfraquecendo todas as suas forças. A Esperança o segurou e pediu para que a Ternura (antiga Inveja) não deixasse que o Ódio “bombardeasse” o barquinho. Nesse instante, a Esperança (aquela que nunca morre) segurando o Amor, quase desfalecendo, impôs suas mãos e conseguiu ressuscitá-lo. A partir daí, o Amor se levantou e junto com a Ternura e a Esperança mandou com as forças do bem o Ódio para os “ares” e acabaram matando-o.
Desde então o Amor, a Ternura e a Esperança procuram pela Paz navegando no imenso oceano da Vida.

Script

Narrador: Era uma vez uma ilha chamada Vitória que ficava no oceano da Vida. Nela moravam e viviam felizes o Amor e suas duas filhas: a Paz e a Esperança. Lá sempre amanheciam belos dias de sol e o Amor trabalhava intensamente na construção de um barco:

Amor: Preciso terminar logo este barco. Existem outras ilhas necessitando de amor, de paz e de esperança. Não posso descansar!  Quando chega ao final do dia que eu vejo que ainda não terminei, fico muito frustrado.

Esperança: Tenha Esperança, Amor, que tudo vai dar certo. Eu não deixo um dia de acreditar que vamos conseguir espalhar o bem por esse planeta.

Amor: É claro que eu tenho esperança, se não você não seria minha filha.

Narrador: Neste momento, acordando do seu gostoso sono, a Paz diz:

Paz: Bom dia Amor! Bom dia Esperança! Tá tudo em paz aí?

Amor: Sempre acordando tarde, não é mesmo Paz? Você sabe que a gente precisa de você em todos os momentos.

Paz: Relaxa Amor, aqui na ilha Vitória, com a minha presença, nada perturba a tranqüilidade, o sossego e essa paz.

Esperança: Olha Amor, eu tenho muita Esperança que a Paz ainda vai entender que a gente não pode ficar morando somente nessa ilha. Eu vou convencê-la de que o mundo precisa dela.

Amor: Faça isso então Esperança!

Narrador: Do outro lado do oceano da Vida, existia uma ilha chamada Trevas. Lá morava o Ódio com seus filhos: a Tentação, o Pecado e a Inveja. Os dias eram frios, escuros e com muitos relâmpagos. O Ódio e o Pecado trabalhavam na construção de um navio para que pudessem navegar espalhando o mal pelo planeta. Enquanto isso a Inveja e a Tentação viviam em pé de guerra:

Inveja: Você não vai conseguir me tentar. Eu sou a fiel escudeira do trono do Ódio e em pouco tempo acabo com ele e assumo o poder.

Tentação: Eu só quero que você atenda os meus pedidos. O Pecado já me pediu que quer você cometendo mais vinganças.
Inveja: Some daqui Tentação. Eu vou fazer aquilo que eu quero.

Tentação: Eu não desisto nunca, você continua na minha lista negra e eu vou conseguir entregar você inteiramente para o Pecado.

Ódio: Fiquem caladas suas malignas. Não estão vendo que precisamos terminar este navio. Tentação vá ajudar o Pecado! E você, Inveja, coloque-se no seu lugar de minha protetora. Andem, façam o que estou mandando!

Pecado: Relaxa chefinho, deixa que elas discutam, assim cometem mais pecados.

Ódio: É melhor você ficar caladinho também, se não o meu Ódio vai aumentar ainda mais!

Narrador: Voltando a ilha Vitória, o Amor, graças à sua Esperança conseguiu terminar o tão sonhado barquinho:

Amor: Terminamos, Terminamos! Vamos Esperança, não podemos perder mais tempo, chame a Paz para a gente começar a navegar e espalhar o que a gente tem de bom por esse mundão.

Esperança: Quer vir logo Paz, o Amor está nos esperando.

Paz: Calma Esperança, falando desse jeito você vai acabar perdendo a paz. E outra coisa, por que temos que sair daqui? Veja a tranqüilidade da nossa vida nessa ilha. Não quero ir! Vão vocês e eu fico aguardando pelo retorno.

Esperança: Estou desconhecendo você. Cada aquela Paz corajosa, que não tem medo de enfrentar as guerras pelo bem maior da união?

Paz: Isso que você está fazendo é chantagem Esperança. Está mexendo com a minha coragem, que é o que tenho de mais sagrado, para transmitir a Paz.

Esperança: Não é chantagem, é esperança! E de nada adiantaria o Amor e eu estarmos juntos sem a sua presença. Você é sentimento fundamental nessa viagem.

Paz: Tá bem, você venceu! Como sempre não é mesmo? Não entendo onde arruma tanto argumento para conseguir o que quer.

Esperança: Lembre-se de uma coisa Paz: a esperança não é a última que morre, pelo contrário, é aquela que nunca morre!

Amor: Ainda bem que podemos ir. Até algum dia ilha Vitória! Agora vamos ao encontro daqueles que precisam da gente.  

Narrador: O Amor, a Paz e a Esperança já estavam navegando pelo oceano da Vida. Na ilha das Trevas as coisas continuavam, como de costume, bem mal:

Ódio: Ah ha ha ha ha ha!! (gargalhada maligna). O navio ficou monstruoso como eu queria. Sigam-me suas pestes endiabradas! Vamos entrar no navio e conquistar o poder no mundo. É hoje que eu começo a espalhar o mal sobre esse planeta!

Inveja: É hoje que a inveja começará a imperar em todos os povos e lares!

Tentação: É hoje que eu e o Pecado começaremos o nosso trabalho devastador de almas!

Pecado: Toca aí Tentação! Juntos aumentaremos o reino do inferno!
  
Narrador: Todos os sentimentos do mal sobem no navio e seguem pelo mar adentro. Nesse dia a maré estava baixa e tranqüila e não havia sinais de tempestade. Então, depois de navegarem bastante, foram surpreendidos com um barquinho no meio daquele mundaréu de água:

Inveja: Barquinho à vista! (grito). Lá devem estar as nossas primeiras vítimas!

Esperança: Navio à vista! Eu sabia que os nossos primeiros amigos estavam por perto!

Paz: Sabe Esperança, eu acho até que você é brasileira, porque você não desiste nunca mesmo!

Narrador: Quando as duas embarcações se aproximaram, a Paz gritou aos tripulantes do navio:

Paz: a Paz esteja com vocês!

Narrador: Ao ouvir aquilo, o Ódio respondeu aos berros:

Ódio: Que paz coisa nenhuma! O Ódio é que esteja com vocês!

Narrador: Nesse momento o Amor, a Paz e a Esperança perceberam que estavam diante de inimigos. Assim sendo, ficaram preparados para uma possível batalha naval. No navio, o Ódio, que queria acabar logo com aquilo tudo, mandou a Tentação ir em um bote até o barquinho para transformar os sentimentos do bem em sentimentos do mal:

Ódio: Vá Tentação até aquele barquinho mixuruca e traga logo essas três patetas para o nosso lado!

Pecado: Vai lá Tentação e arrebenta, traga mais gente pro pecado!

Narrador: Quando a Tentação chegou ao barquinho, a Paz lhe estendeu a mão e disse:

Gilua: Que a Paz do Senhor esteja convosco! Aqui você não conseguirá nos desunir. Saiba que não existe tentação capaz de acabar com a Paz, a Esperança e o Amor.

Esperança: Você era uma Tentação, a partir de agora existe um sentimento bom dentro de seu coração. Acredito na sua transformação.

Amor: Eu agora faço parte da sua vida e você me ajudará a espalhar o amor por todos os cantos.

Tentação: Prefiro morrer do que virar um sentimento do bem!

Pecado: Não acredito no que estou vendo, o que será de mim agora sem a Tentação?

Inveja: Ainda bem que aquela praga morreu. Não agüentava mais ela me tentando.

Amor: Agora estamos quites, são três contra três!

Narrador: O Ódio procurou rapidamente tomar outra providência. E ordenou:

Ódio: Pecado! Vá você agora e arranque o bem do coração daquelas almas e vê se plante bastante mal.

Pecado: É pra já chefinho!

Narrador: E o Pecado pegou outro bote e foi. Chegando ao barquinho, a Paz lhe estendeu a mão e falou:

Paz: a paz esteja com você!

Pecado: Há ha ha! (risos). Mas quem está com você agora é o pecado. Sabe, há muitas coisas boas que vocês podem fazer aproveitando dos meus prazeres. Esqueçam essa história de espalhar o amor para outras pessoas, eu posso dar muitas coisas para vocês amarem e gostarem. Tenho certeza que não se arrependerão.

Narrador: Mas a Esperança usou de sua força física e jogou o Pecado no oceano que morreu afogado.

Pecado: Socorro, socorro! Glub! Glub!

Ódio – Que ódio! Não acredito que perdi mais um!

Amor: Agora somos três contra dois. Estamos em vantagem nessa batalha. Paz pegue esse bote e vá até o navio, com a sua força venceremos.
Paz: Claro que sim, vou até lá e os converterei para o bem!

Narrador: Ao subir no navio a Paz foi recebida pela Inveja, que se fez de boazinha para conquistar a confiança da Paz:

Inveja: Seja bem vinda! Como é bom tê-la aqui conosco! Você é tão inteligente, não sei como agüenta viver junto com aquelas duas. Eu tenho certeza que a Esperança tem inveja de você, porque ela não tem a tranqüilidade que você tem. E o Amor, com aquela carinha de anjinho, fala mal de você pelas costas para a Esperança.

Paz: Você tem razão! Eu era contra mesmo sair da nossa ilha. Não quero mais saber dessa história de viajar pelo mundo em nome do bem. Quero distância do Amor e da Esperança.

Narrador: Foi então que o Ódio, aproveitando que a Paz estava entretida na conversa, para vingar a morte de seus filhos, disparou um raio sobre a Paz e a lançou a quilômetros de distância no oceano.

Ódio – Morra Paz!

Amor: Meu Deus! O que será de mim agora?

Esperança: Calma! Não se desespere!

Narrador: O Ódio estava com muito ódio naquele momento e ordenou que a sua fiel escudeira fosse até o barquinho do amor e, do mesmo jeito que havia conseguido transformar a Paz, transformasse o Amor e a Esperança em sentimentos do mal.

Ódio – Inveja! Cansei dessa brincadeira. Vá até lá e acabe com aquelas duas, agora!

Inveja: Vou fazer aquilo que as outras pestes não conseguiram! Morreram por incompetência maligna mesmo.

Narrador: Ao chegar ao barquinho a Inveja foi surpreendida com um olhar misericordioso do Amor. Nesse momento, a Inveja deixa de ser Inveja e transforma-se em Ternura. (tira a roupa cinza e coloca uma de cor rosa).

Inveja: Você conseguiu arrancar o mal de dentro de mim. Obrigada!

Amor: Fiz o que tinha que ser feito, agora aja com muita ternura!

Narrador: O Ódio estava sozinho e desesperado. Com muita raiva soltou o seu venenoso raio para cima do Amor, que por sua vez, caiu nos braços da Esperança:

Ódio – Vou acabar com você Amor!

Amor: Estou perdendo as forças, sinto que vou morrer.

Esperança: Agüente firme que eu não vou deixar isso acontecer. Ternura não deixe o Ódio bombardear o nosso barco, enquanto isso foi ressuscitar o Amor.

Narrador: A Esperança, que é aquela que nunca morre, impôs as suas mãos no Amor que recuperou suas forças e ressuscitou.

Amor: Sinto muito bem agora! Obrigada Esperança, você é mesmo um amor! Não podemos perder esta batalha, vamos agora destruir o Ódio de uma vez por todas.

Esperança: Venha Ternura e uma as suas forças com as nossas.

Narrador: Nesse instante o ódio tentou se defender com a força de seus raios, mas não conseguiu vencer e acabou sendo jogado no oceano e morrendo.

Ódio – Nãoooooooooo!!!

Amor: Vejam, o bem venceu o ma! Agora precisamos encontrar a Paz novamente, só assim estaremos completos.

Esperança: Eu tenho fé que encontraremos a Paz cheia de vida!

Ternura: Deus te ouça Esperança! Deus te ouça!

Narrador: Desde então o Amor, a Ternura e a Esperança procuram pela Paz navegando pelo imenso oceano da vida.

Esperança – Paz! Paz!

Encerramento (narrador): A verdadeira Paz só chegará até nós quando ouvirmos a voz do Senhor!

Sonoplastia: Refrão – A paz que é tão sonhada/ cantada em canções tão lindas/ só chegará até nós/ quando ouvirmos a voz do Senhor//.



 
 
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