Enriqueça a sua fé
 
Rezar: coisa de gente insistente e persistente que verá Deus agir
 
Leia os outros artigos
 
Para enviar esse texto automaticamente no FACEBOOK, clique no botão abaixo:
Você tem muitos amigos e envia e-mails para todos? Então você pode enviar esse artigo para todos seus amigos de uma única vez, basta copiar a url abaixo e colar em seu e-mail.
Para enviar manualmente, copie CTRL C o código acima e cole CTRL V no mural ou mensagens de e-mails dos seus amigos:
Leia os outros artigos
 

Reflexão da Palavra de Deus (Gl 3, 1-5; Lc1; Lc 11, 5-13)

Hoje, a Palavra que nos é apresentada pela liturgia, nos indica a oração insistente, perseverante, até mesmo impertinente como um meio concreto de agradarmos a Deus.

É bem curioso este direcionamento! Acho que não há ser humano de bom senso que goste de ser importunado, a não ser, quem sabe, em casos bem específicos e efetivamente raros.

Jesus nos convida a vivermos a confiança sem limites e usar esta grande e poderosa ferramenta que move a mão poderosa de Deus. Não se iluda alguém pensando que a oração não muda as coisas.

Quem acha isso não entende nada de cristianismo e de fato, o reduziu miseravelmente a uma organização humana onde as coisas acontecem tão somente com a ação competente e eficiente das pessoas. Esse pragmatismo (vale o que produz, dá resultado imediato, o que funciona) não se encaixa e, até se afasta daquela dimensão sobrenatural onde é a graça que faz, com a colaboração generosa da pessoa humana.

Em todas as ações feitas pela Igreja e por todos quantos, de boa vontade e reta intenção, buscam algo de bom fazer pela humanidade, tenha-se a certeza que estes são colaboradores de Deus, o Sumo Bem. Qualquer  bem que se faça, na verdade é por participação que se faz, pois só Deus é bom. Por conseguinte, toda bondade realizada é por participação.

Ora, quem reza, suplica, intercede, pede, louva, se arrepende e invoca o perdão, vive essa primazia divina. Põe-se no próprio lugar: o de ator coadjuvante onde o Ator principal é o Todo Poderoso. Jesus é categórico quando afirma, lá no discurso da videira verdadeira (em Jo 15): “Sem mim, nada podeis fazer”.

De fato, quem pede recebe, quem procura, encontra e, para quem bate se abrirá. Estas palavras são inspiradoras e constituem um grande alento! Quanta confiança e certeza que nossa esperança não é vã! Sim, não é vã. Pode-se pedir e Deus nos introduzirá nos seus caminhos, derramará sobre nós sua graça e, de um jeito ou de outro, o lucro é certo.

Entretanto, que ninguém, em nome da confiança, pense ou se comporte como se Deus tenha que entrar nos esquemas e nos prazos de quem quer que seja. De fato, a soberania divina não se separa de sua generosidade! Não há como criar uma situação de confusão: Deus sabe o que nem sequer imaginamos e saberá dispor de tudo e de todas as situações tendo em vista favorecer-nos. Por “favorecer-nos” não entendo dizer tornar nossa vida mais fácil, mas identificar-nos com a vida de Jesus, ajudando-nos a assumir seus projetos, na ótica dos interesses do Reino de Deus.

É neste sentido, que ao afirmar que “o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem”, o Divino Mestre nos promete o mais precioso Dom, fonte de todos os dons: O Espírito Santo que procede d’Ele e de Seu Eterno Pai. Com efeito, o Paráclito quando nos é dado, nos concede com largueza a vida divina, nos introduz na vida da Trindade. Haverá felicidade e graça maior que essa? Com o Espírito Santo, podemos dizer que tão sublime Dom tem uma finalidade bem concreta: “Para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam e a ele sirvamos sem temor em santidade e em justiça diante do Eterno, enquanto perdurarem nossos dias”. Sim, como Paulo, o apóstolo, podemos crer que Aquele que nos dá generosamente o Espírito faz isso porque cremos através da pregação.

E a pregação do próprio Senhor Jesus nos convida a sermos pessoas orantes e confiantes. De fato, quem ora, haverá de ver a glória de Deus manifestar-se, se tornará partícipe de um Dom tão grande que a desilusão não encontrará lugar em nossas vidas. De fato, arremata o apóstolo Paulo em Rm 5,5: “A esperança não decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”

 
 

xm732