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A aventura de ser homem
 
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A aventura está inscrita na essência do ser masculino. Nós homens precisamos vivê-la.

Para se conhecer, uma mulher olha para dentro de si e encontra todo um universo. Ela lê seu próprio coração para entender o mundo. A constituição física, psíquica e espiritual do ser feminino estão voltados para gerar e manter a vida; então, fatores como segurança, aconchego e cooperação são prioridades para elas. E todas essas características a mulher manifesta trazendo para perto, para os braços e para o coração, para seu mundo interior.
Um homem, não! A consciência masculina acontece quando o homem olha para dentro de si e intui o que tem e possui; então, vai testar, experimentar se aquilo é verdadeiro fora dele, vai buscar a autenticação de seu conteúdo no mundo exterior. A aventura, para um homem, ajuda-o a compreender o que está dentro dele, seus anseios e o sentido de sua vida; assim, ele adquire sabedoria e percepção do mundo.

Gosto de pensar que o Altíssimo colocou o primeiro homem num jardim, exatamente para ele observar os ciclos, as estações, os estágios e os comportamentos das criaturas; entender que, na natureza, tudo tem seu tempo e sua dinâmica; e, assim, aplicar isso para si mesmo. Foi após um tempo, ali no Éden, que o homem compreendeu a si mesmo e detectou que algo lhe faltava.

Portanto, a aventura masculina não deve ser entendida só como um “programa radical”. Um empreendimento, um novo projeto de vida ou o aprendizado de alguma coisa também entram no conceito de aventura, a qual significa “o que vem pela frente”. Faz bem para o homem realizar algo inédito em sua vida. Quantos pais e avós, quando se aposentam, ficam inquietos, imaginando a possibilidade de abrir um negócio próprio ou inventando o que fazer em casa? Essa é uma marca que o homem traz, mas que, talvez, não seja compreendido pela esposa e pelos filhos.

No princípio, o Senhor disse a Adão: “Tirarás (do solo) o alimento todos os dias de tua vida. Comerás o pão com o suor do teu rosto” (Gn 3, 17.19). Isso nos faz entender que o homem é inclinado a lidar com os elementos do cosmos, transformá-lo para sustento ou convertê-los em benefícios de todos. E para isso ele precisa aventurar-se, precisa ter uma experiência pessoal com as leis da Física, como aprender a equilibrar-se no alto de uma árvore ou na prática de slackline. Assim, um homem aprende a ter sobriedade nas várias dimensões de sua existência, a dosar sua força com seu ímpeto.

Ainda que um pai desempenhe seu trabalho numa área intelectual, é altamente recomendável que seu filho o veja realizando tarefas operacionais como plantar uma horta, fazer pequenas reformas em casa, construir um brinquedo rústico para os pequenos ou, com responsabilidade, envolver o menino, deixá-lo sentir o peso de uma ferramenta e ensiná-lo a manuseá-la, pois isso dará uma iniciação ao rebento. Para o jovem, essa habilidade compreendida em coisas simples e braçais lhe dará, quando adulto, coragem e autoestima, mesmo que seja algo desconhecido, porque nele permanecerá a experiência de se reconhecer capaz.

Sem aventura ficamos receosos, com medo do mundo e consequentemente fracos.

Em nossa sociedade ocidental, o feminismo tomou grandes proporções, nossa cultura foi fortemente influenciada por conceitos feministas. As relações entre pessoas, o sistema educacional, a forma de vermos o mundo e compreendermos a nós mesmos está impregnada de um jeito feminino de dar ritmo às dinâmicas da vida. Gentilezas, sensibilidades, cuidados e vaidades – traços mais característicos nas mulheres – influenciam a maneira como todos nós pensamos. Isso tem um lado bom, sem dúvida, mas da maneira como tem sido feita, acabará prejudicando toda a humanidade. Em entrevista para Revista Veja, a escritora e fervorosa dissidente do feminismo Camille Paglia diz que “a prevalência dos valores femininos nas casas, nas escolas e nos governos ‘apagou’ a masculinidade” e “isso não é necessariamente bom”. (Revista Veja, ed. nº2363, 5/3/2014).

O homem vem perdendo a referência de sua missão e nossos jovens estão sofrendo de ansiedade e medo da vida. Até as histórias dos desenhos animados de hoje passam dentro de casa, com os personagens ensinando gentilezas; sem dúvida, isso é necessário, mas o maior desafio dessas crianças está sendo, por exemplo, “contar aos pais que quebraram um vaso”. Pergunto: qual o registro de vida que essas crianças terão?

Num lar em que a mãe é dominante, ou seja, que toma todas as iniciativas e decisões, a maior referência que as crianças terão de como lidar com o mundo será dela, que é imbuída de preocupações com segurança e proteção; então, as crianças não se aventurarão, não se lançarão na vida.

Fica claro que hoje está faltando o parâmetro masculino.

Não se trata de sermos aventureiros. Podemos até passar por esse estágio, mas um homem cresce e amadurece quando aprende a equilibrar esse instinto pisando no terreno mais sólido possível, investindo os dons e as habilidades para algo maior que beneficiará outros, desbravando o desconhecido e encontrando onde gastar a vida por uma causa e por um amor.

A vida do homem precisa ser uma aventura.

Sandro Aparecido Arquejada
www.cancaonova.com

 
 

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