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9 antídotos contra o rancor
 
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O rancor é um sentimento que surge como resposta emocional negativa diante do que nos acontece e percebemos como ofensa, ficando em nosso interior como um veneno que se ativa cada vez mais, pois revivemos tal sentimento negativo constantemente. Daí que se use também o termo "ressentimento".

Os antídotos são:

1. Reflexão: dispor-nos a opor a primeira barreira a esses sentimentos negativos com a disposição à objetividade, enquanto que a ofensa, sendo real, pode ser exagerada por nós ou simplesmente ser imaginária; não nos deixarmos levar por um sentimento negativo que, de cara, não controlamos racionalmente.

2. Autoconhecimento: precisamos nos conhecer, pois existem temperamentos que se prestam a guardar lembranças e sentimentos, o que é bom, sempre e quando não forem negativos e não nos afetarem tanto. Sendo assim, resta sempre o recurso da formação do caráter, do qual depende nossa vontade pessoas para não admiti-los. Trata-se de conquistar a atitude de um decidir não querer experimentar novamente as emoções negativas durante o transcurso do tempo.

3. Evitar a susceptibilidade: reconhecer que é ruim carregar o peso do "ressentir-se" por tantas circunstâncias cotidianas e pouco transcendentes, como uma crítica, uma chamada de atenção, um olhar de indiferença ou desprezo, um determinado tom de voz, uma ironia, alguma omissão dos outros, como não dar os parabéns no aniversário; alguém que não nos cumprimentou, que não nos agradeceu, que não nos convidou para algo, que não nos valoriza ou leva em consideração, que não pediu nossa opinião etc.

Tudo isso nos machuca porque estamos muito preocupados conosco mesmos. A pessoa egocêntrica se torna muito vulnerável porque dá muita importância a tudo o que se refere a ela, sobretudo quando considera algo negativo por parte dos outros.

4. Controlar a imaginação: a imaginação é útil e muito necessária controlada pela inteligência e pela vontade, para sua aplicação a realidades positivas; quando, pelo contrário, ela age sem estes controles, exagera as coisas de tal maneira que costuma provocar rancor gratuito, infundado.

5. Compreensão com os outros: se, ao analisar as ofensas recebidas, sendo elas reais e em sua justa dimensão, fazemos também um esforço por compreender a o jeito de ser do ofensor e descobrir os atenuantes da sua forma de proceder, nossa reação negativa não apenas não será reforçada, mas poderá desaparecer se adquirirmos, dessa maneira, a capacidade de enfraquecer o estímulo.

6. Vontade para conquistas que realizam: ao não alcançar o que gostaria ou o proposto, a vontade fraca influencia o entendimento, deformando a realidade e tirando o valor daquilo que não se pôde adquirir, e preferindo viver no perigo do passado, ainda que nele se encontre latente o ressentimento.

É preciso ter uma atitude correta com relação aos valores: quanto mais elevados, mais esforço em alcançá-los. Um bom presente apaga todo mau passado. Exemplos: começar novos estudos, praticar um novo esporte, fazer novos amigos etc. Trata-se de fortalecer o caráter aceitando desafios que exijam superação pessoal.

7. Aprender a ser feliz: não depender do rumo dos acontecimentos e, diante das provações, não apenas não deixar que se tornem fontes de frustração e amargura, mas ver nelas a amabilíssima vontade de Deus.

8. Ter clara a missão na vida: valorizar nossas capacidades e qualidades pessoais, limitações e defeitos, em um projeto que dê sentido à existência e que coincida com o plano de Deus sobre nós.

9. Perdoar: desculpar não é o mesmo que perdoar. Pedimos desculpas quando o ato não foi verdadeiramente intencional ou propriamente pessoal, como quando acidentalmente quebramos o vaso de flores do nosso anfitrião. Quando, pelo contrário, o ato foi livre e conscientemente agressivo, já não se trata de pedir desculpas, mas perdão.

Desculpamos o inocente e perdoamos o culpado. Portanto, é mais fácil desculpar que perdoar, e o perdão pode, em certos casos, ser extremamente difícil ou humanamente inconcebível, mas, nesse momento, precisamos reconhecer que o perdão já não é um sentimento, mas um ato da vontade, no qual se busca aderir ao plano de Deus.

É assim que as exigências do amor de Deus entre as pessoas superam a capacidade humana natural. Por isso, Jesus nos convida a uma meta que não tem limites, porque só a partir disso podemos tentar o que Ele nos pede: "Sejam misericordiosos como seu Pai celestial é misericordioso". Na busca deste ideal, contamos com a ajuda do próprio Deus.

A vocação ao amor pelo perdão marca a liberdade dos filhos de Deus.

Jesus Cristo nos ensina a orar e a pedir confiante e insistentemente que esta graça nos seja concedida: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido".

(Artigo publicado originalmente por Orfa Astorga de Lira)
fonte: Aleteia

 
 

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