Castidade e sexualidade
 
Sexualidade: Os passos no conhecimento
 
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Aos pais compete particularmente a obrigação de dar a conhecer aos filhos os mistérios da vida humana, porque a família « é o melhor ambiente para cumprir a obrigação de garantir uma educação gradual da vida sexual. Ela tem uma carga afectiva capaz de fazer aceitar sem traumas mesmo as realidades mais delicadas e integrá´las harmonicamente numa personalidade equilibrada e rica ».

Este dever primário da família, que recordámos, comporta para os pais o direito a que os seus filhos não sejam obrigados, na escola, a assistir a cursos sobre esta matéria que estejam em desacordo com as suas convicções religiosas e morais.

De fato, é dever da escola não se substituir à família mas, antes, « assistir e complementar a tarefa dos pais, oferecendo às crianças e aos adolescentes uma apreciação da sexualidade como valor e tarefa de toda a pessoa criada, homem e mulher, à imagem de Deus ». Recordemos justamente o que ensina o Santo Padre na Familiaris Consortio: « A Igreja opõe´se firmemente a uma certa forma de informação sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão uma introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda ´ ainda nos anos da inocência ´ da serenidade, abrindo as portas ao vício ». É preciso, por isso, propor quatro princípios gerais e em seguida examinar as várias fases de desenvolvimento da criança.

Quatro princípios sobre a informação a respeito da sexualidade

Cada criança é uma pessoa única e irrepetível e deve receber uma formação individualizada. Como os pais conhecem, compreendem e amam cada um dos seus filhos na sua irrepetibilidade, estão na melhor posição para decidir o momento oportuno para dar as diversas informações, segundo o respectivo crescimento físico e espiritual. Ninguém pode tirar aos pais conscienciosos esta capacidade de discernimento.

O processo de maturação de cada criança como pessoa é diferente, pelo ue os aspectos que tocam mais a sua intimidade, tanto biológica como afectiva, devem ser´lhe comunicados por meio de um diálogo personalizado. No diálogo com cada filho, feito de amor e confiança, os pais comunicam algo do seu próprio dom de si, o que os torna capazes de testemunhar aspectos da dimensão afectiva da sexualidade, de outro modo não transmissíveis.

A experiência demonstra que este diálogo se desenvolve melhor quando o « pai » que comunica as informações biológicas, afectivas, morais e espirituais, é do mesmo sexo da criança ou do jovem. Conhecedoras do papel, das emoções e dos problemas do próprio sexo, as mães tem um laçoespecial com as suas filhas, e os pais com os filhos. É preciso respeitar estes laços naturais; por isso, o « pai » que se encontre só deverá comportar´se com grande sensibilidade ao falar com um filho de sexo diverso, e poderá decidir confiar os aspectos particulares mais íntimos a uma pessoa de confiança do mesmo sexo da criança. Para esta colaboração de carácter subsidiário, os pais podem servir´se de educadores conscienciosos e bem formados no âmbito da comunidade escolar, paroquial ou das associações católicas.

A dimensão moral deve sempre fazer parte das suas explicações. Os pais poderão pôr em realce que os cristãos são chamados a viver o dom da sexualidade segundo o plano de Deus que é Amor, isto é, no contexto do matrimónio ou da virgindade consagrada ou ainda no celibato. Deve se insistir no valor positivo da castidade, e na capacidade de gerar verdadeiro amor para com as pessoas: este é o seu aspecto moral mais importante e radical; só quem sabe ser casto saberá amar no matrimónio ou na virgindade.

Desde a idade mais tenra, os pais podem observar inícios de uma actividade genital instintiva na criança. Não se deve considerar repressivo o facto de se corrigir suavemente os hábitos que poderiam tornar´se pecaminosos mais tarde e ensinar a modéstia, sempre que seja necessário, à medida que a criança cresce. É sempre importante que o juízo de recusa moral de certas atitudes, contrárias à dignidade da pessoa e à castidade, seja justificado com motivações adequadas, válidas e convincentes tanto no plano racional como no plano da fé, por isso num quadro de positividade e de alto conceito da dignidade pessoal. Muitas admoestações dos pais são simples reprovações ou recomendações que os filhos percebem como fruto do medo de certas consequências sociais ou de reputação pública, mais que de um amor atento ao seu verdadeiro bem. « Exorto´vos a corrigir com todo o empenho os vícios e as paixões que nos assaltam em cada idade. Porque se, em qualquer época da nossa vida navegarmos desprezando os valores da virtude e sofrendo assim naufrágios constantes, arriscamo´nos a chegar ao porto vazios de toda a carga espiritual ».

A formação na castidade e as oportunas informações sobre sexualidade devem ser fornecidas no contexto mais amplo da educação para o amor. Não é por isso suficiente comunicar informações sobre o sexo juntamente com princípios morais objectivos. É necessário também uma ajuda constante para o crescimento da vida espiritual dos filhos, a fim de que o desenvolvimento biológico e as pulsões que começam a experimentar sejam sempre acompanhados de um crescente amor a Deus Criador e Redentor e de um maior conhecimento da dignidade de cada pessoa humana e do seu corpo. À luz do mistério de Cristo e da Igreja, os pais podem ilustrar os valores positivos da sexualidade humana no contexto da inata vocação da pessoa ao amor e da vocação universal à santidade.

Nos colóquios com os filhos, portanto, nunca devem faltar os conselhos idóneos para crescer no amor de Deus e do próximo e para superar as dificuldades: « A disciplina dos sentidos e do espírito, a vigilância e a prudência para evitar as ocasiões de pecado, a guarda do pudor, a moderação nos divertimentos, as actividades sãs, o recurso frequente à oração e aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Os jovens, sobretudo, devem empenhar´se a desenvolver a sua piedade para com a Imaculada Mãe de Deus ».9

Para educar os filhos para saberem avaliar bem os ambientes que frequentam, com sentido crítico e de verdadeira autonomia, e também para habituá´los a um uso comedido dos meios de comunicação social, os pais deverão sempre apresentar os modelos positivos e as modalidades adequadas para empenhar as suas energias vitais, o sentido de amizade e de solidariedade no vasto campo da sociedade e da Igreja.

Em presença de tendências e atitudes desviantes, diante das quais é preciso ter grande prudência e cautela para distinguir e avaliar bem as situações, saberão mesmo recorrer a especialistas de segura formação científica e moral para identificar as causas para além dos sintomas e ajudar as pessoas a isso sujeitas, com seriedade e clareza, a superar as dificuldades. A acção pdagógica seja orientada mais para as causas do que para a repressão directa do fenómeno,10 procurando também ´ se necessário ´ o auxílio de pessoas qualificadas, como médicos, pedagogos, psicólogos de recto sentir cristão.

O objectivo da obra educativa é, para os pais, transmitir a seus filhos a convicção de que a castidade no seu estado de vida é possível e portadora de alegria. A alegria brota do conhecimento de uma maturação e harmonia da sua vida afectiva, que, sendo dom de Deus e dom de amor, consente na realização do dom de si no âmbito da própria vocação. O ser humano, com efeito, única criatura na terra que Deus quis por si mesma, « não pode encontrar´se plenamente senão por um dom sincero de si mesmo ». « Cristo deu leis comuns para todos... Não te proíbo que te cases, nem me oponho a que te divirtas. Só quero que o faças com temperança, sem impudicícia, sem culpas e pecados. Não ponho como lei que fujais para os montes e desertos, mas que sejais corajosos, bons, modestos e castos vivendo no meio da cidade ».

A ajuda de Deus nunca nos falta, se cada um puser o empenho necessário para corresponder à graça de Deus. Ajudando, formando e respeitando a consciência dos filhos, os pais devem procurar que frequentem conscientemente os sacramentos, caminhando diante deles com o próprio exemplo. Se as crianças e os jovens experimentarem os efeitos da graça e da misericórdia de Deus nos sacramentos, serão capazes de viver bem a castidade como dom de Deus, para a sua glória e para o amar e amar as outras pessoas. Um auxílio necessário e sobrenaturalmente eficaz é oferecido pela frequência do Sacramento da reconciliação, especialmente se é possível recorrer a um confessor estável. A orientação ou direcção espiritual, mesmo que não coincida necessariamente com o papel do confessor, é um auxílio precioso para o esclarecimento progressivo das fases da maturação e para um apoio moral. De grande ajuda é a leitura de livros de formação escolhidos e aconselhados seja por oferecerem uma formação mais vasta e aprofundada seja por fornecerem exemplos e testemunhos no caminho da virtude.

Uma vez identificados os objectivos da informação, é necessário determinar os seus tempos e modalidades, a começar pela idade da infância. Os pais devem dispensar esta informação com estrema delicadeza, mas de modo claro e no tempo oportuno. Eles bem sabem que os filhos devem ser tratados de modo personalizado, segundo as condições pessoais do seu desenvolvimento fisiológico e psíquico e tendo em devida conta também o ambiente cultural de vida e a experiência que o adolescente faz na vida quotidiana. Para avaliar bem o que devem dizer a cada um é muito importante que primeiro peçam luz ao Senhor, na oração, e falem um com o outro, a fim que as suas palavras não sejam nem demasiado explícitas nem demasiado vagas. Dar demasiados pormenores às crianças é contraproducente, mas atrasar excessivamente as primeiras informações é imprudente, porque todas as pessoas humanas têm uma curiosidade natural a esse respeito e, mais tarde ou mais cedo, se interroga, sobretudo numa cultura em que se pode ver muita coisa, até na rua.

Em geral, as primeiras informações acerca do sexo, a dispensar a uma criança pequena, não são sobre a sexualidade genital, mas sobre a gravidez e o nascimento de um irmão ou de uma irmã. A curiosidade natural da criança é estimulada, por exemplo, quando vê na mãe os sinais da gravidez e vive a espera de um bebé. Os pais podem aproveitar desta alegre experiência para comunicar alguns factos simples acerca da gravidez, mas sempre no contexto mais profundo das maravilhas da obra criadora de Deus, o qual dispõe que a nova vida que Ele dá seja guardada no corpo da mãe, perto do seu coração. As fases principais do desenvolvimento da criança

É importante que os pais respeitem as exigências dos seus filhos nas diversas fases do desenvolvimento. Tendo em conta que cada criança deve receber uma formação individualizada, eles podem adaptar as etapes da educação ao amor às necessidades particulares de cada filho.

Os anos da inocência

Desde a idade de cinco anos, aproximadamente, até à puberdade ´ cujo início se coloca na manifestação das primeiras modificações no corpo do rapaz ou da menina (efeito visível de um aumento de produção das hormonas sexuais) ´ diz´se que a criança está na fase descrita, segundo as palavras de João Paulo II, como « os anos da inocência ».13 Este período de tranquilidade e serenidade nunca deve ser perturbado com uma informação sexual desnecessária. Nestes anos, antes que se torne evidente um desenvolvimento físico sexual, é normal que os interesses da criança se voltem para outros aspectos da vida. Desapareceu a sexualidade instintiva rudimentar da criança pequena. Os meninos e as meninas desta idade não estão particularmente interessados pelos problemas sexuais e preferem conviver com crianças do mesmo sexo. Para não perturbar esta importante fase natural do crescimento, os pais reconhecerão que uma cauta formação para o amor casto, neste período, deve ser indireta, em preparação para a puberdade, período em que a informação directa será necessária.

Nesta fase do desenvolvimento, a criança está normalmente à vontade com o corpo e as suas funções. Aceita a necessidade de modéstia no modo de vestir e no comportamento. Embora conheça as diferenças físicas entre os dois sexos, a criança em crescimento mostra em geral pouco interesse pelas funções genitais. A descoberta das maravilhas da criação, que acompanha esta época, e as experiências nesse sentido em casa e na escola, deverão também ser orientadas para as fases da catequese e a aproximação dos sacramentos, que acontece no interior da comunidade eclesial.

Todavia, este período da infância não é desprovido do seu significado em termos de desenvolvimento psicosexual. O menino ou a menina que cresce aprende, com o exemplo dos adultos e a experiência familiar, o que significa ser uma mulher ou um homem. Certamente, não se deveriam desencorajar as expressões de ternura natural e de sensibilidade da parte dos rapazes, nem, vice´versa, se deveriam excluir as meninas de actividades físicas vigorosas. Mas, por outro lado, em algumas sociedades sujeitas a pressões ideológicas, os pais deverão evitar também uma oposição exagerada em relação àquela que se define como uma « esteriotipização dos papéis ». Não se deveríam ignorar ou minimizar as diferenças efectivas entre os dois sexos e, num ambiente familiar são, as crianças aprenderão que é natural que a estas diferenças corresponda uma certa diversidade entre os papéis familiares e domésticos normais, respectivamente dos homens e das mulheres.

Durante esta fase, as meninas desenvolvem em geral um interesse materno pelas crianças pequeninas, pela maternidade e pelos cuidados da casa. Tendo constantemente como modelo a Maternidade da Santíssima Virgem Maria, deveriam ser encorajadas a valorizar a sua própria feminilidade.

Um rapaz, nesta fase, está num período de desenvolvimento relativamente tranquilo. Este representa frequentemente o período mais fácil para estabelecer um bom relacionamento com o pai. Neste tempo, ele deveria aprender que a sua masculinidade, embora deva ser considerada um dom divino, não é sinal de superioridade em relação às mulheres, mas um chamamento de Deus para assumir certos papéis e responsabilidades. O rapazinho deveria ser desaconselhado de se tornar excessivamente agressivo ou muito preocupado com a coragem física como garantia da sua virilidade.

Todavia, no contexto da informação moral e sexual, podem surgir nesta fase da infância diversos problemas. Hoje, em algumas sociedades, há tentativas programadas e determinadas para impor uma informação sexual prematura às crianças. Neste período do desenvolvimento, todavia, elas não são ainda capazes de compreender plenamente o valor da dimensão afectiva da sexualidade. Não podem compreender e controlar a imagem sexual num contexto adequado de princípios morais e, portanto, não podem integrar uma informação sexual prematura com a responsabilidade moral. Tal informação tende assim a infringir o seu desenvolvimento emocional e educativo e a perturbar a serenidade natural deste período de vida. Os pais deveriam excluir com suavidade mas com firmeza as tentativas de violar a inocência dos filhos, porque tais tentativas comprometem o desenvolvimento espiritual, moral e emocional das pessoas que estão crescendo e que têm direito a tal inocência.

Um problema ulterior surge quando as crianças recebem uma informação sexual prematura da parte dos meios de comunicação social ou de coetâneos que foram desencaminhados ou que receberam uma educação sexual precoce. Nestas circunstâncias os pais terão necessidade de começar a fornecer uma informação sexual cuidadosamente limitada, habitualmente para corrir uma informação imoral errada ou para controlar uma linguagem obscena.

Não são pouco frequentes as violências sexuais diante das crianças. Os pais devem proteger os seus filhos, antes de mais educando´os para uma forma de modéstia e de reserva diante de pessoas estranhas; além disso, dispensando uma adequada informação sexual, sem porém antecipar pormenores e particularidades que os poderiam perturbar ou assustar.

Como nos primeiros anos de vida, também durante a infância os pais deveriam encorajar os seus filhos no que respeita ao espírito de colaboração, obediência, generosidade e abnegação, assim como favorecer as capacidades de auto´reflexão e de sublimação. De facto, é característico deste período de desenvolvimento ser´se atraído por actividades intelectuais: e a intelectualização permite adquirir a força e a capacidade de controlar a realidade que nos rodeia e, num futuro próximo, mesmo os instintos que provêm do corpo, de modo a transformá´los em actividades intelectuais e racionais. A criança indisciplinada ou viciada tem tendência para uma certa fragilidade moral no futuro, porque a castidade é difícil de conservar se uma pessoa desenvolve hábitos egoístas ou desordenados e não é capaz de se comportar com os outros com interesse e respeito. Os pais devem apresentar padrões objectivos daquilo que está certo ou errado, criando um contexto moral seguro para a vida.

A puberdade

A puberdade, que constitui a fase inicial da adolescência, é um momento em que os pais são chamados a estar particularmente atentos à educação cristã dos filhos: é o momento da descoberta de si mesmo « e do próprio universo interior, tempo de planos generosos, o tempo do desabrochar do sentimento do amor, com os impulsos biológicos da sexualidade, o tempo do desejo de estar junto com os outros, o tempo de uma alegria particularmente intensa, ligada a uma inebriante descoberta da vida. Muitas vezes, porém, é conjuntamente a idade das interrogações mais profundas, das indagações angustiadas ou até mesmo frustratórias, de uma certa desconfiança para com os outros acompanhada do debruçar´se sobre si mesmo, fechando´se; é a idade, por vezes, dos primeiros passos e das primeiras amarguras ».

Os pais devem estar particularmente atentos à evolução dos seus filhos e às suas transformações físicas e psíquicas, decisivas para a maturação da personalidade. Embora sem revelar ânsia, medo e preocupação obsessiva, todavia não consentirão que a cobardia e o comodismo bloqueiem a sua intervenção. Logicamente, é um momento importante na educação para o valor da castidade, o qual se traduzirá mesmo no modo de informar sobre a sexualidade. Nesta fase, a interrogação educativa inclui também o aspecto da genitalidade e requer, por isso, a sua apresentação, seja no plano dos valores seja no plano da realidade globalmente compreendida; isto implica, além de mais, a compreensão do contexto relativo à procriação, ao matrimónio e à família, contexto que se deve ter presente numa autêntica obra de educação sexual.

Os pais, partindo das transformações que as filhas e os filhos experimentam no seu corpo, são agora levados a dar explicações mais detalhadas sobre sexualidade, todas as vezes que ´ apoiados num relacionamento de confiança e de amizade ´ as meninas se abrem com a mãe e os rapazes com o pai. Tal relacionamento de confiança e de amizade é instaurado desde os primeiros anos de vida.

Tarefa importante dos pais é acompanhar a evolução fisiológica das filhas, ajudando´as a acolher com alegria o desenvolvimento da feminilidade em sentido corpóreo, psicológico e espiritual. Normalmente, poder´se´á falar, portanto, também dos ciclos de fertilidade e do seu significado; não será porém ainda necessário, a menos que não seja explicitamente pedido, dar explicações pormenorizadas sobre a união sexual.

É muito importante que também os adolescentes de sexo masculino sejam ajudados a compreender as fases do desenvolvimento físico e fisiológico dos órgãos genitais, antes que ouçam estas notícias dos companheiros de jogos ou de pessoas não bem intencionadas. A apresentação dos factos fisiológicos da puberdade masculina deve ser feita num clima de serenidade, de positividade e de reserva, no contexto da perspectiva matrimónio´família´paternidade. A instrução quer das adolescentes quer dos adolescentes deverá por isso incluir também uma informação circunstanciada e suficiente sobre as características somáticas e psicológicas do sexo oposto, em relação ao qual existe principalmente curiosidade. Neste contexto, pode ser uma ajuda para os pais o apoio informativo do médico consciencioso e ainda do psicólogo, sem se separar tais informações de uma referência à fé e à obra educativa do sacerdote.

Através de un diálogo confiante e aberto, os pais poderão não só guiar as filhas para enfrentar toda a perplexidade emotiva, mas ainda manter o valor da castidade cristã na consideração do outro sexo. A instrução tanto das meninas como dos rapazes deve procurar evidenciar a beleza da maternidade e a maravilhosa realidade da procriação, assim como o profundo significado da virgindade. Deste modo, serão ajudados a opor´se à mentalidade hedonista hoje muito presente e, em particular, prevenir, num período tão decisivo, aquela « mentalidade contraceptiva » desgraçadamente muito difusa e com a qual as filhas deverão defrontar´se mais tarde, no matrimônio.

Durante a puberdade, o desenvolvimento psíquico e emotivo do rapaz pode torná´lo vulnerável às fantasias eróticas e à tentação de fazer experiências sexuais. Os pais deverão estar perto dos filhos, corrigindo a tendência para utilizar a sexualidade de forma hedonista e materialista. Eles, por isso, recordar´lhes´ão o dom de Deus, recebido para cooperar com Ele para « realizar ao longo da história a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem »; e assim fortalecê´los´ão no conhecimento de que a « fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos ». Deste modo os filhos aprenderão também o respeito devido à mulher. A obra de informação e de instrução dos pais é necessária, de facto, não porque de outro modo os filhos não poderiam conhecer as realidades sexuais, mas para que as conheçam a uma luz correcta.

De maneira positiva e prudente os pais realizarão o que pediram os Padres do Concílio Vaticano II: « Os jovens devem ser instruídos convenientemente e a tempo, sobretudo no seio da sua família, sobre a dignidade, a função e o exercício do amor conjugal, a fim de que, preparados no cultivo da castidade, possam passar, na idade própria, do noivado honesto para as núpcias ». Esta informação positiva sobre a sexualidade estará sempre inserida num projecto formativo, para criar aquele contexto cristão em que devem ser dadas todas as informações sobre a vida e sobre a actividade sexual, sobre a autonomia e sobre a higiene. Assim, as dimensões espirituais e morais deverão sempre prevalecer e ter duas finalidades especiais: a apresentação dos mandamentos de Deus como caminho de vida e a formação duma consciência recta. Jesus, ao jovem que o interroga sobre o que deve fazer para obter a vida eterna, responde: « Se queres entrar na vida, observa os Mandamentos » (Mt 19, 17); e, depois de ter enumerado aqueles que se referem ao amor do próximo, resume´os na formulação positiva: « Ama o teu próximo como a ti mesmo » (Mt 19, 19). Apresentar os mandamentos como dom de Deus (escritos pelo dedo de Deus, cf. Ex 31, 18) e expressão da Aliança com Ele, confirmados por Jesus com o seu próprio exemplo, é muito importante porque o adolescente não os desliga da sua relação com uma vida interiormente rica e liberta de egoísmos.

A formação da consciência requer, como ponto de partida, que se seja esclarecido sobre o projecto de amor que Deus tem para cada pessoa, sobre o valor positivo e libertador da lei moral e sobre o conhecimento tanto da fragilidade proveniente do pecado como também dos meios da graça que corroboram a pessoa humana no seu caminho para o bem e a salvação. « Presente no coração da pessoa, a conciência moral » ´ que é o « núcleo mais secreto e o sacrário do homem », como afirma o Concílio Vaticano II ´ « obriga´a, no momento oportuno, a fazer o bem e a fugir do mal. Ela julga também as opções concretas, aprovando as boas e denunciando as más. Ela atesta a autoridade da verdade em relação ao Bem supremo, de Quem a pessoa humana recebe o atractivo e acolhe os mandamentos ». De facto « a consciência moral é um juízo da razão mediante o qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral de um acto concreto que vai realizar, está realizando ou já realizou ». Por isso, a formação da consciência requer o esclarecimento acerca da verdade e do plano de Deus e não se deve confundir com um vago sentimento subjectivo ou com a opinião pessoal.

Ao responderem às perguntas dos filhos, os pais deverão oferecer argumentos bem reflectidos sobre o grande valor da castidade e mostrar a fraqueza intelectual e humana das teorias que inspiram comportamentos permissivos e hedonísticos; responderão com clareza, sem dar importância excessiva às problemáticas patológicas sexuais nem à falsa impressão de que a sexualidade seja uma realidade vergonhosa ou suja, visto que é um grande dom de Deus, o qual deu ao corpo humano a capacidade de gerar, tornando´nos participantes do seu poder criador. Até mesmo, tanto na Escritura (cf. Cant 1´8; Os 2; Jer 3, 1´3; Ez 23, etc.) como na tradição sempre se viu o amor conjugal como um símbolo e uma imagem do amor de Deus pelos seres humanos.

Visto que durante a puberdade um rapaz ou uma jovem são particularmente vulneráveis às influências emotivas, os pais têm o dever, através do diálogo e do seu estilo de vida, de ajudar os filhos a resistir aos influxos negativos que chegam do exterior e poderiam levá´los a substimar a formação cristã sobre o amor e sobre a castidade. Às vezes, particularmente nas sociedades alteradas pelos impulsos consumísticos, os pais deverão ´ sem que isso se note muito ´ ter cuidado com os relacionamentos de seus filhos com adolescentes do sexo oposto. Embora aceites socialmente, há hábitos no falar e nos costumes que são moralmente incorrectos e representam uma forma de banalizar a sexualidade, reduzindo´a a um objecto de consumo. Os pais devem então ensinar a seus filhos o valor da modéstia cristã, da sobriedade no vestir, da necessária autonomia em relação às modas, característica de um homem ou de uma mulher com personalidade madura.

A adolescência no projecto de vida

A adolescência representa, no desenvolvimento do indivíduo, o período do projecto de si e portanto da descoberta da própria vocação: tal período tende a ser hoje ´ seja por razões fisiológicas seja por motivos socio´culturais ´ mais prolongado no tempo que no passado. Os pais cristãos devem « formar os filhos para a vida, de modo que cada um realize plenamente o seu dever segundo a vocação recebida de Deus ». Trata´se de um empenho de suma importância, que constitui, em definitivo, o ponto mais alto da sua missão de pais. Se isto é sempre importante, torna´se particularmente importante neste período da vida dos filhos: « Na vida de cada fiel leigo há, pois, momentos particularmente significativos e decisivos para discernir o chamamento de Deus:... entre esses momentos estão os da adolescência e da juventude ».

É muito importante que os jovens se não encontrem sós ao discernir a sua vocação pessoal. São relevantes, e por vezes decisivos, os conselhos dos pais e o apoio de um sacerdote ou de outras pessoas convenientemente formadas ´ nas paróquias, nas associações e nos novos e fecundos movimentos eclesiais, etc. ´ que sejam capazes de os ajudar a descobrir o sentido vocacional da existência e as várias formas do chamamento universal à santidade, visto que o « segue´me de Cristo se pode escutar ao longo de uma diversidade de caminhos, no meio dos quais seguem os discípulos e as testemunhas do Redentor ».

Durante séculos, o conceito de vocação foi reservado exclusivamente ao sacerdócio ou à vida religiosa. O Concílio Vaticano II, recordando o ensinamento do Senhor ´ « sede portanto perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste » (Mt 5, 48) ´ renovou o apelo universal à santidade: « Este forte convite à santidade ´ escreveu pouco depois Paulo VI ´ pode ser considerado como o elemento mais característico de todo o magistério conciliar e, por assim dizer, o seu fim último »; e acrescenta João Paulo II: « Sobre a vocação universal à santidade o Concílio Vaticano II teve palavras sobremaneira luminosas. Pode dizer´se que foi precisamente esta a primeira incumbência confiada a todos os filhos e filhas da Igreja por um Concílio que se quis para a renovação evangélica da vida cristã. Esta mensagem não é uma simples exortação moral, mas antes uma exigência insuprível do mistério da Igreja ». Deus chama à santidade todas as pessoas humanas e, para cada uma delas, tem planos bem precisos: uma vocação pessoal que cada uma deve reconhecer, acolher e desenvolver. A todos os cristãos ´ sacerdotes e leigos, casados ou solteiros ´ se aplicam as palavras do Apóstolo dos gentios: « Eleitos de Deus, santos e amados » (Col 3, 12).

É por isso necessário que nunca falte na catequese e na formação conferida dentro e fora da família, não só o ensinamento da Igreja sobre o valor excelso da virgindade e do celibato, mas também sobre o sentido da vocação ao matrimónio, que nunca pode ser considerado por um cristão somente como aventura humana: « Grande sacramento em Cristo e na Igreja », diz S. Paulo (Ef 5, 32). Dar aos jovens esta firme convicção, de alcance transcendental para o bem da Igreja e da humanidade, « depende em grande parte dos pais e da vida familiar que constroem na sua própria casa ».

Os pais devem sempre esforçar´se por dar exemplo e testemunho, com a própria vida, da fidelidade de Deus e da fidelidade de um ao outro na aliança conjugal. Mas o seu exemplo é particularmente decisivo na adolescência, período em que os jovens procuram modelos vividos e atraentes de comportamento. Como neste tempo os problemas sexuais se tornam frequentemente mais evidentes, os pais devem também ajudá´los a amar a beleza e a força da castidade, com conselhos prudentes, pondo em destaque o valor inestimável que, para a viver, possuem a oração e a recepção frequente e frutuosa dos sacramentos, em particular a confissão pessoal. Devem, além disso ser capazes de dar aos seus filhos, segundo as necessidades, uma explicação positiva e serena sobre os pontos firmes da moral cristã como, por exemplo, a indissolubilidade do matrimónio e a relação entre amor e procriação, assim como sobre a imoralidade das relações pré´matrimoniais, do aborto, da contracepção e da masturbação. Acerca destas últimas realidades imorais, que contradizem o significado da doação conjugal, é necessário recordar ainda que « as duas dimensões da união conjugal, a unitiva e a procriativa, não podem ser separadas artificialmente sem atentar contra a verdade íntima do próprio acto conjugal ». Acêrca disto, será para os pais uma ajuda preciosa o conhecimento aprofundado e meditado dos documentos da Igreja que tratam destes problemas.

Em particular, a masturbação constitui uma desordem grave, ilícita em si mesma, que não pode ser moralmente justificada, mesmo se « a imaturidade da adolescência, que pode algumas vezes prolongar´se para além desta idade, o desiquilíbrio físico, ou um hábito contraído possam influir no comportamento, atenuando o carácter deliberado do acto, e fazer com que, subjectivamente, não seja sempre culpa grave ». Os adolescentes sejam portanto ajudados a superar tais manifestações de desordem que são frequentemente expressão dos conflitos internos e da idade e não raramente de uma visão egoísta da sexualidade.

Uma problemática particular, que se pode manifestar no processo de maturação´identificação sexual, é a da homossexualidade, que, aliás, se difunde cada vez mais nas culturas urbanas. É necessário que este fenómeno seja apresentado com equilíbrio de juízo, à luz dos documentos da Igreja. Os jovens precisam de ser ajudados a distinguir os conceitos de normalidade e de anomalia, de culpa sugestiva e de desordem objectiva, evitando induzir hostilidade e, por outro lado, esclarecendo bem a orientação estrutural e complementar da sexualidade em relação à realidade do matrimónio, da procriação e da castidade cristã. « A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres que experimentam uma atracção sexual exclusiva ou predominante para com pessoas do mesmo sexo. Reveste formas muito variadas, através dos séculos e das diferentes culturas. A sua génese psíquica continua em grande parte por explicar ».

É preciso distinguir a tendência, que pode ser inata, e os actos de homossexualidade que « são intrinsecamente desordenados » e contrários à lei natural. Muitos casos, especialmente quando a prática de actos homossexuais não se estruturou, podem ser ajudados positivamente por meio de uma terapia apropriada. De qualquer maneira, as pessoas que estão nesta condição devem ser acolhidas com respeito, dignidade e delicadeza, evitando todas as formas de injusta discriminação. Os pais, por seu lado, no caso de advertirem nos filhos, em idade infantil ou adolescente, o aparecimento de tal tendência ou dos comportamentos com ela relacionados, façam-se ajudar por pessoas especializadas e qualificadas para darem todo o auxílio possível. Para a maior parte das pessoas homossexuais, tal condição constitui uma prova. « Por isso devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar´se´á em relação a elas qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar, na sua vida, a vontade de Deus e, se são cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição ». « As pessoas homossexuais são chamadas à castidade ».

O conhecimento do significado positivo da sexualidade, em ordem à harmonia e ao desenvolvimento da pessoa, assim como em relação à vocação da pessoa na família, na sociedade e na Igreja, representa sempre o horizonte educativo a propor nas etapes de desenvolvimento da adolescência. Nunca se deve esquecer que a desordem no uso do sexo tende a destruir progressivamente a capacidade de amar da pessoa, fazendo do prazer ´ em lugar do dom sincero de si ´ o fim da sexualidade e reduzindo as outras pessoas a objectos da própria gratificação: assim isto debilita seja o sentido do verdadeiro amor entre o homem e a mulher ´ sempre aberto à vida ´ seja a própria família e induz sucessivamente ao desprezo pela vida humana que poderia ser concebida, considerada então como um mal que ameaça, em certas situações, o prazer pessoal.43 « A banalização da sexualidade », com efeito, « conta´se entre os principais factores que estão na origem do desprezo pela vida nascente: só um amor verdadeiro sabe defender a vida ».

É preciso também recordar como nas sociedades industrializadas os adolescentes estão interiormente interessados, e algumas vezes perturbados, não só por causa dos problemas da identificação de si, da descoberta do seu plano de vida, e pelas dificuldades de conseguir uma integração da sexualidade numa personalidade madura e bem orientada, mas também pelos problemas da aceitação de si e do seu próprio corpo. Surgem hoje ambulatórios e centros especializados para a adolescência, muitas vezes caracterizados por intensões puramente hedonísticas. Uma sã cultura do corpo, que leve à aceitação de si mesmo como dom e como incarnação de um espírito chamado à abertura para Deus e para a sociedade, deverá acompanhar a formação neste período altamente construtivo, mas também não privado de riscos. Diante das propostas de agregação hedonística que sejam feitas, especialmente nas sociedades do bem´estar, é sumamente importante apresentar aos jovens os ideias da solidariedade humana e cristã e as modalidades concretas de empenho nas associações e nos movimentos eclesiais e no voluntariado católico e missionário.

Neste período são muito importantes as amizades. Segundo as condições e os usos sociais do lugar em que se vive, a adolescência é um período em que os jovens gozam de mais autonomia nos relacionamentos com os outros e nos horários da vida de família. Sem lhes tirar uma justa autonomia, os pais devem saber dizer não aos filhos quando é necessário45 e ao mesmo tempo cultivar nos filhos o gosto por aquilo que é belo, nobre e verdadeiro. Devem também ser sensíveis à autoestima do adolescente, que pode atravessar uma fase de confusão e de menor clareza sobre o sentido da dignidade pessoal e das suas exigências.

Através de conselhos ditados pelo amor e pela paciência, os pais ajudem os jovens a afastar´se de um excessivo fechamento sobre si mesmos e ensinem´nos ´ quando for necessário ´ a ir contra os hábitos sociais tendentes a sufocar o verdadeiro amor e o apreço pelas realidades do espírito: « Sede sóbrios e vigiai! O diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós como leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti´lhe firmes na fé, sabendo que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem as mesmas aflições. O Deus de toda a graça, que vos chamou em Jesus Cristo à Sua eterna glória, depois de terdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis e vos fortificará » (1 Ped 5, 8´10).

A caminho da idade adulta

Não é intensão deste documento falar sobre a preparação próxima e imediata para o matrimónio, exigência da formação cristã, particularmente recomendada pela necessidade nosso tempo e recordada pela Igreja.46 Todavia, deve´se ter presente que a missão dos pais não cessa quando o filho chega à maioridade, facto que, por outro lado, varia segundo as diversas culturas e legislações. Momentos particulares e significativos para os jovens são também o momento da sua entrada no mundo do trabalho ou da escola superior, em que eles entram em contacto ´ às vezes brusco, mas que se pode tornar benéfico ´ com modelos diversos de comportamento e com ocasiões que representam um verdadeiro desafio.

Os pais, mantendo aberto um diálogo confiante e capaz de promover o sentido de responsabilidade no respeito da legítima e necessária autonomia, constituem sempre um ponto de referência para os filhos, seja com o conselho seja com o exemplo, a fim de que o processo de ampla socialização lhes permita chegarem a uma personalidade madura e integrada interior e socialmente. De modo particular, deve´se ter cuidado de que os filhos não cessem, antes intensifiquem, o contacto de fé com a Igreja e com as actividades eclesiais; que saibam escolher mestres de pensamento e de vida para o seu futuro; e que sejam também capazes de empenhar´se no campo cultural e social como cristãos, sem medo de professar´se tais e sem perder o sentido e a busca da sua vocação. No período que precede o noivado e a escolha daquele afecto preferencial que pode levar à formação de uma família, o papel dos pais não deverá concretizar´se em simples proibições e ainda menos na imposição da escolha do noivo ou da noiva mas, antes, deverão ajudar os filhos a definir as condições que são necessárias para que possa existir um vínculo sério, honesto e prometedor, e também apoiá´los no caminho de um claro testemunho de coerência cristã no contacto com a pessoa do outro sexo.

Deverão evitar ceder à mentalidade difusa segundo a qual às filhas se devem fazer todas as recomendações sobre a virtude e sobre o valor da virgindade, enquanto para os filhos isso não seria necessário, como se para eles tudo fosse lícito. Para uma consciência cristã e para uma visão do matrimónio e da família, em ordem a qualquer tipo de vocação, vale a recomendação de S. Paulo aos Filipenses: « Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, justo, puro, amável, de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, é o que deveis ter em mente » (Fil 4, 8).



 
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