Santíssima Trindade
 
Plural Adonai
 
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Adonai, é um dos nomes de Deus, comumente utilizado pelos Hebreus ao referir-se ao tetragrama YHVH.

Adon significa “senhor”, “amo”, “governante”, e adicionado ao sufixo, pronome possessivo de primeira pessoa do singular, converte para a expressão "meu senhor", sendo Adonai a forma plural (meu) “senhores”.

O pronome possessivo em palavras semelhantes tem a pronúncia ocultada, como na palavra “Rabbi”, que pode ser traduzida por (meu) “Mestre”, representando uma posição de dignidade, como se apresenta em “Monsenhor”, o que levou alguns defensores contrários à Trindade a defenderem que se tratava tão somente de um “título”. Contudo, Adon é usado mais de 300 vezes na Tanakh - Antigo Testamento - como designação para Deus.[28] Por conta disso, os trinitarianos acreditam que uma verdade não anula outra, podendo ser aceite as duas vertentes de pensamento sem uma macular a outra necessariamente. Também essa defesa de argumento se refere à palavra Adoni, o que não poderia ser emprestada à palavra Adonai, de uso totalmente impeculiar e diferenciado.

Levando-se em conta que muito foi debatido sobre o plural Adonai, uma conclusão sobre uma única e melhor tese nunca foi ratificada, contudo tal propositura existe.

Os judeus, referindo-se ao nome impronunciável, YHVH, pronunciavam Adonai. Em português traduzida Senhor), contudo é inegável que a palavra é plural, a exemplo de Elohím.

Literalmente, trata-se de um plural possessivo de primeira pessoa ("meus senhores"), o que, para os trinitarianos, reforçaria a Doutrina da Trindade, rejeitando a explicação de que seria um plural “majestático”, como defendem os TJ’s, que desconsideram a dica sintática para a pluralidade de Iavé.

Os trinitarianos entendem que essa indicação se dá ao referir-se ao DEUS Trino, pelo sintaticamente “inadequado” uso da palavra plural, com os demais elementos da frase no singular. Havendo semelhante aplicação no uso da palavra “Elohím”, o que leva a muitos cristãos a aceitarem essas palavras plurais como expressão da pluralidade na personalização ao único Deus.

Quando a Bíblia referia-se ao Messias (uma das três pessoas da Trindade), utiliza a forma Adoni, meu Senhor, no singular, visto que se apresentaria numa personalização “individual” – distinta do Pai e do Espírito Santo – enviado (humano) esperado. Assim, o Verbo do DEUS Trino, teria deixado sua glória e encarnado na forma humana, singular e distinta do Pai – contudo emanada do Pai: “crestes que saí de Deus. Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai”. Desse momento em diante, o Deus Trino se despoja para apresentar-se pessoal e individualmente, por intermédio do Filho. A partir daí, no Novo Testamento, não mais há uso do tetragrama YHVH.

A cultura judaica preferiu a forma Adonay para a pronunciar YHVH, contudo noutras versões tardias foi utilizada a forma impessoal HaShem, o Nome. Da mesma forma que o Deus Trino se apresentara pessoal e individualmente, por intermédio do Filho, posteriormente apresenta-se na forma individual e incorpórea (não antropomórfico), representado pelo Espírito Santo, invocado por o Nome, que seria Jesus.

O Novo Testamento, refere-se ao Nome de Jesus estando acima de todo nome: "Se, em meu nome pedires ao Pai..., Tudo quanto pedires em meu nome [Jesus} eu o farei... , tudo quanto em meu nome [Jesus] pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda Em meu nome [Jesus]... curaram os enfermos...,

Vários gramáticos consideram um plural “abstrato” que expressaria a totalidade do poder divino pelo que traduzem literalmente este nome como (meu) “Senhor dos senhores", o mesmo título usado para Jesus no Novo Testamento.



 
 
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