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Jesus Cristo: ontem, hoje e sempre
Por: Dom Eduardo Koaik
 
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Os cristãos proclamam sua fé em Jesus, reconhecendo nele o enviado do Pai, o Salvador. Ele veio para nos trazer a vida, para resgatar a natureza humana decaída. Entre as várias passagens bíblicas que nos revelam o Redentor, uma é bastante significativa: “Jesus Cristo - ontem, hoje e sempre”. Sublime expressão da Carta aos Hebreus (13, 8) que define, de uma forma dinâmica, aquele que é o senhor da história. Nós fazemos a história; Ele a conduz, soberanamente. O "ontem" não é, simplesmente, o que passou; o "hoje" não é, simplesmente, o que passa; o "sempre" é o que determina o alcance do "ontem" e do "hoje".

Jesus Cristo, ontem: “aquele que era". No princípio da eternidade era o Verbo (Jo 1, 1); no princípio de novos tempos, o Verbo se fez carne e veio morar entre nós" (Jo 1, 14). Nasceu pobre entre os pobres; do lado de fora da morada dos homens, no abrigo de animais, e reclinado numa manjedoura. A notícia do acontecimento, "grande alegria para todo o povo" (Lc 2, 10), foi anunciada, em primeira mão, pelo Anjo do Senhor a humildes pastores: "Hoje, nasceu para vocês um Salvador" (Lc 2, 11). Ungido pelo Espírito Santo e por ele enviado para proclamar a Boa Nova aos pobres, revelou-se como sendo "o Caminho, a Verdade e a Vida". Cumprida sua missão, "ao chegar a hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que tinha amado os seus que estavam neste mundo, amou-os até o fim" (Jo 13, 1). A cruz é todo o significado desse "amor até o fim", ou seja, até onde chegou a maior prova do seu amor que foi o preço da Redenção. O túmulo vazio, testemunhado, na madrugada da ressurreição, por Maria Madalena e outras mulheres e, ainda, pelos apóstolos Pedro e João, tornou-se o sinal da vitória do Amor; vitória da Vida sobre a Morte.

A manjedoura, a cruz e o túmulo vazio falam e resumem, com uma simplicidade eloqüente, todo o sentido da mensagem que o divino Salvador quis deixar-nos: "Como eu vos amei, amai-vos uns aos outros" (Jo 13, 34). Palavras doces que brotam da ternura de seu amantíssimo coração!

Jesus Cristo, hoje: “aquele que é”. Hoje, presente na sua Igreja, Ele prolonga seu nascimento, sua morte e ressurreição. Nasce em todo gesto de amor, morre em todo gesto de maldade, ressuscita em todo gesto de reconciliação. Seus discípulos o tornam visível aos olhos do mundo quando se reúnem em seu nome, quando dão de comer a quem tem fome, vestem os nus, visitam os doentes e presos, acolhem os forasteiros... Muitos, os sinais da sua presença em nossas vidas.

Jesus Cristo, sempre: “aquele que vem”. Na primeira vinda, ao assumir a fragilidade da semelhança humana "humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz" (Fil.2,8) por nossa causa e da nossa salvação; a segunda vinda será "em poder e glória" como Juiz dos vivos e dos mortos quando a História atingir sua plenitude com "o novo céu e as novas terras". E Ele será "tudo em todos".



 
 
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