Com a palavra...
 
Dia da Bíblia
Por: Dom Benedicto de Ulhôa Vieira
 
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No último domingo de setembro, já há anos, a Igreja do Brasil celebra o “Dia da Bíblia”. É ocasião propícia para lembrar aos cristãos a necessidade de conhecer a revelação de Deus contida na Bíblia, sobretudo a vinda do Messias, que é Jesus e assim firmar-nos na fé. A revelação nos mostra o amor de Deus que veio ao nosso encontro para nossa santificação e salvação.

Desde os tempos antigos, através dos profetas que Deus enviava ao povo judeu, foi sendo conhecida a vontade divina de nos preparar para a chegada de Jesus, o Messias.

Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos saíram pelo mundo antigo anunciando o nome e a vida do Salvador, que veio para nossa redenção. As narrativas escritas sobre Jesus, o Messias Filho de Deus, são os Evangelhos canônicos, que só apareceram pelos anos 70, predominando até aí a tradição oral, que era a linha de transmissão da mensagem evangélica, isto é, a boa nova que é Jesus, como Cristo e Senhor, prometido e esperado e assim despertar a fé no Ressuscitado.

Todos sabemos que dos quatro Evangelhos, o mais antigo é o de Marcos, embora colocado em segundo lugar na ordem atual. Limito-me aqui a falar hoje deste primeiro Evangelho. O que parece ter sido a preocupação principal da comunidade presidida por Marcos era saber quem seria este Jesus. Daí, no centro desta narração, Jesus é proclamado por Pedro como o esperado Messias. Mas o próprio Jesus se preocupa em mostrar que o Messias tem um caminho de humilhação e perseguição para, só depois, ser glorificado. Ele mesmo, no momento do seu julgamento, se reconhece como Messias, mas na perspectiva da cruz e ressurreição.

Transparece também no Evangelho de Marcos a preocupação de Jesus em ensinar os discípulos para que eles pudessem ter abertura para os de fora, anunciando a boa nova a todas as nações.

Antiga tradição, de que nos dá testemunho Papias, lá pelos anos 150, sugere que Marcos compilou no seu Evangelho as pregações de Pedro em Roma pelos anos 70. O próprio Pedro, na sua 1ª carta (5,13), saudando de Roma aqueles a quem escrevia, transmite as saudações de Marcos, que estava com ele, chamando-o de “meu filho”.

No “Dia da Bíblia” necessário se faz despertar nosso interesse pela mensagem divina expressa na Escritura Sacra, estudando-a por partes, como aqui nesta rápida mensagem.



 
 
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