Com a palavra...
 
A Oração do Cristão
 
 
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A oração do cristão é uma voz poderosa que penetra até o céu e abre os tesouros divinos. Tal a promessa explícita de Jesus: “Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e se vos abrirá, porque aquele que pede recebe e o que procura acha e ao que bate se lhe abrirá” (Mt 7,7).

Aliás, o divino Redentor não deixou dúvida alguma sobre esta sua assertiva, dado que também disse: “Tudo que pedirdes em meu nome, fá-lo-ei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jô 14,13). Desta forma, Cristo empenhou sua palavra e se obrigou na pessoa do Pai a tudo conceder a quem piedosamente orasse.

Uma prova do valor da oração mostram os mais significativos edifícios da terra que são os consagrados às preces dos fiéis, desde as pequenas capelas até os grandes templos e majestosas catedrais e basílicas nos quais ecoam os mais belos hinos que são as preces dirigidas ao céu.

A oração é a fonte de todas as bênçãos para a humanidade e tão importante para o homem como a chuva é necessária às sementeiras, a água ao peixe e o sol à natureza. A oração é o manancial da grandeza e da força do homem. Além disto, é um dever de justiça, de amor e de gratidão para com Deus. Quem a Ele se dirige na prece já está reconhecendo que Ele é o Todo-Poderoso Senhor de quem se depende em tudo.

A ação de graças pelos benefícios recebidos são um tributo de agradecimento que muito agrada ao Ser Supremo. É da oração que vem a fortaleza do cristão para vencer as ciladas do demônio e, por isto, Jesus recomendou: “Vigiai e orai” (Mt 26,41). Segundo São Lucas Ele insistiu que se orasse sempre sem desfalecer, ou seja, sem jamais se cansar, vivendo uma vida de oração (Lc 18,1). Se, pois, Ele ordenou que seus seguidores rezassem, Ele ensinou também como se deve orar e ele mesmo rezava, como lemos em tantas passagens do Evangelho.

Ele, sendo Deus e Homem, fez-se o primeiro e o maior dos orantes. Um dos fatos marcantes de sua adolescência foi ir com José e Maria ao templo de Jerusalém. Ao se iniciar sua vida pública se retirou ao deserto para rezar e fazer penitência. Lemos em São Mateus: “Ele subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho (Mt 14,23). Antes de sua dolorosa paixão uniu-se ao Pai no jardim das Oliveiras. No céu continua a ser o nosso perpétuo intercessor.Tudo isto patenteia como é sublime orar, imitando o próprio Filho de Deus. Além disto, quem se põe em oração se torna um embaixador de toda humanidade, obtendo de Deus a paz, a justiça, a felicidade para todos.

A chave da oração, porém, é a confiança inabalável na misericórdia divina. Por isto, S. Bernardo chama a oração a onipotência suplicante. Ela tudo consegue para aquele que confia na bondade de Deus. Não basta, nem vale amontoar preces sobre preces, se não há fidúcia total. Muitos rezam, acumulam súplicas sobre súplicas e nada conseguem porque não há uma certeza completa na benevolência e no domínio de Deus.

A oração verdadeira, sincera, eleva, santifica, consola, acalma, introduz nas províncias da eutimia, facilita o perdão dos pecados e traz a esperança da eternidade feliz. Saber orar é uma grande realidade, é possuir uma potência invencível. Foi através de preces constantes que os santos encontraram as luzes de uma fé profunda, arras da vitória sobre as aliciações satânicas, o heroísmo de suas virtudes maravilhosas.

A oração é o laço das santas afeições celestiais, pois é ela que estabelece correntes de graças em todo Corpo Místico de Cristo. Atrai bênçãos, que animam os que lutam, consolam os que sofrem e alegram ainda mais os que estão envoltos em júbilo. Ela une os corações separados pelas distâncias e os reúne no coração de Deus, centro e foco do verdadeiro amor. Ela é como o arco-íris que, elevando-se da terra, passa pelo céu onde recebe todas as suas cores radiantes, e recai na terra em uma visão luminosa e cheia de esperanças. O grande acontecimento que transformou o mundo, o início da História da Igreja se deu no Cenáculo de Jerusalém, onde os Apóstolos perseveravam unânimes na oração com Maria, a mãe de Jesus. Por tudo isto, cumpre não se esquecer nunca que a vida do cristão neste mundo é uma luta contínua contra os poderes das trevas. É preciso, portanto, pedir sempre numa prece fervorosa os recursos necessários para não se perder o rumo do céu.

Na oração o cristão se torna forte contra as tentações e recebe todas as forças do céu. Cumpre, porém, que a oração não seja mecânica, rotineira, envolta em distrações, mas seja uma prece feita no recolhimento, oração meditada, proferida como um clamor de amor que parte de um coração que, realmente, ama a Deus.

José Geraldo Vidigal

 
 
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