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Um dos objetivos do Evangelho de Mateus é mostrar como Jesus realiza a justiça do reino de Deus. Com sua missão, Jesus não vem abolir a lei de Moisés, mas dar a ela seu sentido pleno. O sentido da lei era a busca da liberdade e da vida para todos. A lei da vida para todos, porém, havia se transformado num emaranhado de regras que, ao final, acabavam aprisionando alguns considerados puros e excluindo outros considerados malditos.

Jesus vem cumprir a lei, mostrando com gestos concretos o que significa viver o perdão, a solidariedade e a partilha. Vivendo esses valores, que já estavam presentes na lei do êxodo, ele realiza a justiça do reinado de Deus.

Para entrar e permanecer hoje na dinâmica da justiça do reino, aos seguidores de Jesus se pede muito mais que simplesmente obedecer a leis. O Mestre mostrou que uma coisa é a essência dos valores que levam à vida e outra coisa são as regras específicas, que originalmente podiam ajudar a buscar a vida, mas com o tempo se tornaram carga pesada, muitas vezes excluindo as pessoas e traindo o sentido original da lei de Deus. Essas regras secundárias, aliás, o evangelho chama de simples "tradição humana".

Com a expressão "eu, porém, vos digo", Jesus nos pede algo mais. Suas bem-aventuranças são exigentes, como é exigente a promoção da paz, como é exigente a lealdade nas relações. A justiça do reino se identifica com a felicidade de promover a paz, de vencer o ódio com o perdão e a mão amiga; a felicidade de ser puro de coração, de ser capaz de corrigir em si aquilo que poderia levar à divisão ou prejudicar alguém.

Além disso, um cristão não se define pelas negativas, pelo fato de simplesmente não matar ou não trair. Um autêntico seguidor de Jesus trans­forma as relações com o amor, consciente de que é possível matar também com as palavras, e matar inclusive uma religião sincera. Pois o que alguém poderia oferecer a Deus, com um coração duro e incapaz de perdoar ao próximo? A justiça do reino nos pedirá sempre algo mais.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

 
 
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