Especial - A Bíblia para crianças
 
A alegria do perdão
Fonte: Revista Família Cristã
 
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Dois irmãos e um pai. Estes são os personagens da história que Jesus conta para nós hoje: a parábola do filho pródigo, fique de olho, porque muitos lances bacanas vão surgir.

Esta é uma história cheinha de ensinamentos. Mas para que possamos entender bem as mensagens de Jesus, é importante conhecermos alguns costumes daquela época e o significado da palavra pródigo.

Segundo a lei dos judeus, duas partes da herança de uma família pertenciam ao filho mais velho, e o resto era dividido entre os demais. Sendo assim, o filho mais novo da história contada por Jesus ganhou um terço da herança, o que significava bastante dinheiro. Naquele tempo, também, nenhuma ocupação era mais humilhante do que cuidar de porcos.

Por isso, Jesus usa dessa imagem para dizer o quanto o filho que saiu de casa se rebaixou depois de perder tudo o que tinha. E pródiga é a pessoa que esbanja as coisas, os bens; que gasta à toa sem se preocupar com o futuro.

Agora que sabemos esses dados a respeito da parábola, vamos conversar sobre ela. Se você quiser acompanhá-la na Bíblia, leia no capítulo 15 do evangelho de São Lucas, versículos de 11 a 32. Jesus contou que um homem tinha dois filhos que moravam com ele numa casa muito bonita.

Eles eram muito ricos. O filho mais velho obedecia ao pai e o ajudava em seu trabalho. O mais novo, ao contrário, era mais rebelde. Sonhador, não gostava de obedecer. Mesmo assim, o pai o amava tanto quanto ao mais velho. Não satisfeito com a vida que le vava e pensando que fora de casa tudo fosse mais interessante, o mais jovem resolveu correr mundo.

E disse a seu pai: "Pai, eu quero a minha parte da herança, porque vou embora". Coitado do pai! Ficou tão triste e decepcionado que não sabia o que responder. Deu a parte da herança ao filho, que saiu de casa sem ao menos olhar para trás. O jovem saiu mundo afora.

Gostava de viajar e visitar grandes cidades. Nelas havia muitas lojas onde podia comprar coisas bonitas e preciosas. Chegou o dia, porém, em que seu dinheiro acabou e ele não tinha o que comer. Não podia mais dar festas, comprar coisas bonitas e, o que é pior, perdera os amigos.

Com fome, o rapaz foi mendigar, mas ninguém lhe dava nada. Chegando à casa de um fazendeiro, este lhe disse: "Se quiser, você pode ser meu empregado. Cuide dos porcos e eu lhe darei comida". Foi assim que o moço rico tornou-se um guardador de porcos. Sentado ao lado dos animais gordos, sentia uma fome danada. Tanto que desejava comer a ração os porcos, mas nem isso o fazendeiro deixava que fizesse.

Passando fome e frio, o jovem lembrou-se de seu pai e pensou em voltar. Imaginou que o pai estivesse muito zangado com ele, mas pensou: "Eu vou lhe dizer: pai, eu fui um filho ingrato e até malcriado. Não mereço mais ser seu filho. Deixe-me ao menos ser seu empregado que me darei por satisfeito".

Assim fez. Quando ia chegando, o oai saiu correndo ao seu encontro, je braços abertos. Abraçou-o e oeijou-o, dizendo: "Meu filho que-ndo! Como estou contente por você ter voltado". O jovem, envergonhado, respondeu ao pai: "Fui desobediente e egoísta. Sou muito mau, pai, e não mereço ser chamado de seu filho. Deixe-me ficar aqui como seu empregado".

O pai, então, lhe falou carinhosamente : "Você sempre será meu filho. Mesmo depois de ter saído de casa, eu gosto muito de você".

O pai mandou os empregados vestirem e calçarem o seu filho. Depois, deu uma grande festa em que todos comiam e dançavam de alegria.

O filho mais velho estava trabalhando. Quando voltou, ficou sa bendo que seu irmão retornara e que a festa era em sua homenagem. Não quis entrar, porque ficou com raiva e ciúme. O pai saiu ao seu encontro para convencê-lo e lhe disse: "Filho, você devia se alegrar. Você nunca se separou de mim.

É bom e obediente, e tudo o que é meu é seu também. Mas agora é preciso festejar a volta do seu irmão. Ele estava como morto para nós e tomou a viver. Estava perdido e foi reencontrado". A história mostra, com muita clareza, o jeito de ser de Deus: ele é o Pai bondoso, misericordioso e cheio de amor, representado pelo pai dos dois jovens. O Pai do céu sempre se alegra com a volta do pecador arrependido e o acolhe, festejando o seu retorno, como fez o pai com o filho fujão.

PERDOAR SEMPRE

Com pequenos detalhes, Jesus descreve a forma de Deus perdoar e sua alegria por ter de volta, arrependidos, todos aqueles que cometem alguma falta.

Mas há um senão. O filho mais velho não quis entrar na festa e recriminou seu pai por estar celebrando a,volta do pródigo. Veja que egoísta! E verdade que ele sempre servira ao pai, mas sem amor. Tanto que demonstra rancor contra o pai que se mostrava bondoso, e contra seu irmão recuperado.

A resposta do pai serve de alerta para todos aqueles que, porque praticam os mandamentos, se acham no direito de reclamar da misericórdia que Deus usa para com os pecadores arrependidos. Ninguém, por mais santo que seja, pode se julgar melhor que os outros. Independente de querermos ou não, o Pai do céu perdoa a todos os que o procuram de coração sincero.

O filho mais velho só poderá entrar na festa quando reconhecer o seu irmão como irmão. E nós só nos tomaremos filhos de Deus merecedores de entrar no céu quando nos amarmos como irmãos, porque todos somos filhos do mesmo Pai: Deus.

Se essa parábola fala da misericórdia de Deus, é importante lembrar que todas as pessoas com as quais nos desentendemos merecem também o nosso perdão. Devemos ter um coração misericordioso, igual ao do Pai de Jesus. Por isso, ficar de mal do coleguinha não é uma atitude bonita nem cristã.



 
 
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