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A velha sabedoria do decálogo
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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O mundo moderno faz muito bem em querer andar para frente, e procurar caminhos novos de convivência humana. Somos animais desinquietos. Nem as mais recentes descobertas nos permitem buscar a sombra de um merecido repouso. Queremos sempre mais. Parece que a nossa sina é o infinito. No entanto, nessa busca – atitude reprovável – o novo nos faz desdenhar os avanços já conquistados, e que nos poderiam dar firmeza.

Em tempos em que o socialismo já perdeu grande parte do seu vigor, reinam assim mesmo, propostas que contrariam diretamente os princípios insuperáveis dos “dez mandamentos”. É o próprio Senhor da Criação, conhecedor de nossa natureza, quem estabeleceu: “Não furtarás” (Ex 20, 15).

Mas os tempos hodiernos estão repletos de roubos, de sonegação de impostos, de assaltos a pobres motoristas de taxi, de invasão de domicílios, de saidinhas de banco... Isso tudo, numa consciência normal de cristão, representa um ato pecaminoso. Furtar é apoderar-se dos frutos do trabalho de outrem. É praticar uma injustiça, que o Poderoso cobrará.

Sem a observância desse sábio princípio, que conhecemos como sétimo mandamento da Lei de Deus, a vida social é impossível. O direito tranqüilo à propriedade é um princípio básico da convivência. É preciso retornar ao sábio Moisés, para perceber que a propriedade particular é uma garantia de liberdade. Quem nada possui é um dependente dos outros, seja esse outro o Estado ou um senhor. Além do mais a propriedade é um estímulo para o progresso, é uma garantia para cuidar dos bens, desperta o senso de responsabilidade e de previdência, leva a amar o belo e o bem

. Sem nos esquecermos que a propriedade abre espaço para utilizar bem as coisas, de criar mais riquezas, que poderão servir a outros. Em suma, o direito à propriedade é um direito natural, porque se baseia na natureza humana. Não depende de uma atribuição graciosa do Estado. A ele cabe só o dever de zelar pelo bem comum, e de regular o uso da propriedade, para que todos possam usufruir dos bens da criação. O assunto é sério. O Apóstolo chega a dizer: “Quem furtava não furte mais” (Ef 4, 28).

 
 
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