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Olharemos com cautela
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Aparentemente a Santa Igreja estaria com a marcha ré engatada. Estaria perdendo número de fiéis de modo sutil e permanente. Isso não é exato. Em 1950 tínhamos 40 milhões de católicos no Brasil, e hoje temos 130 milhões. O que acontece é que em números relativos estamos  diminuindo: hoje não somos mais 100% de católicos, porque outras denominações pegaram partes desse total. Mas em números absolutos estamos crescendo, como se viu acima. Também em âmbito universal, o catolicismo está crescendo admiravelmente na África e também na Austrália.

Diante desse quadro poderia o nosso coração se encher de tristeza, e pegar a estrada do desânimo. Estaríamos entre os perdedores, e por isso entregues à derrocada. O Cristo teria confiado a Igreja a pessoas ineptas. Mas não. Ela pertence ao Pai Eterno. “Cuida da casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo”  (1Tim 3, 15). Se ela pertence ao Deus vivo, saberá cuidar dela. Não deixará perecer a sua obra. Estaremos aflitos e vigilantes. Porém, não desconfiados de seu futuro.

Por causa de seu quadro incompleto, a presidente Dilma indicou um novo ministro para o STF. Está entre os seus deveres. Muito bem. Os aplausos foram gerais, e os louvores vieram de muitos profissionais do ramo. A aprovação pelo Senado do nome de Luís Roberto Barroso vai ser um passeio. Teremos um ministro de grande erudição. Mas eu ponho uma ponta de dúvida nas suas tendências. Pelo que escreveu e ensinou nas votações do Supremo, quando se votou sobre o futuro dos anencéfalos, e do ‘casamento entre pessoas do mesmo sexo’, não deixou espaço para dúvidas. É um grande liberal, e se listou entre os vencedores do mundo moderno.

Os valores que o cristianismo levou séculos para conquista, estão todos periclitantes. A tendência da modernidade é substituir a civilização cristã. E o novo ministro engrossará a voz dos que querem uma virada nos valores a serem seguidos. Não somos os eternos vitoriosos. Porém, ao final “a vitória que venceu o mundo é a nossa fé” (1 Jo, 5,4).


 
 
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