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Beatificação de Nhá Chica
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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O solene rito de beatificação de Nhá Chica, acontecido na tradicional cidade de Baependi, chamou muito a atenção dos católicos e das pessoas de boa vontade do Brasil. Essa mulher tem uma biografia, repleta de fatos surpreendentes. 

Publicaram-se resumos de sua vida exemplar na internet, nas revistas (católicas ou não), nos jornais, bem como as televisões reservaram um tempo generoso para historiar os fatos simples e ao mesmo tempo maravilhosos de sua vida. Fomos agradavelmente enriquecidos com inúmeros artigos de Bispos Diocesanos, que puseram nos sites de suas Dioceses belas considerações sobre essa bem-aventurada de Deus. “As vossas obras brilhem diante dos homens, para que glorifiquem vosso Pai que está nos céus”  ( Mt 5, 16).

Na exigüidade de tempo de tais solenidades de beatificação, no incômodo da situação física do povo (o tempo todo em pé), no envolvimento litúrgico de uma multidão incalculável, não há espaço para fornecer um quadro completo sobre o trabalho minucioso de uma processo de beatificação. Suponho que o caro amigo ficará mais satisfeito acrescentando alguns detalhes de todo esse longo procedimento. Como Bispo Diocesano de Campanha (entre 1988 e 1996), sou testemunha ocular desse fatos. Todos diziam: Nhá Chica está prestes a ser declarada Santa pelo Papa”.

Fui examinar de perto e vi que nada existia de um processo concreto, em lugar nenhum.  Então constituí uma Comissão Pró Beatificação de Nhá Chica, que foi uma bênção. Esse grupo era maravilhoso e cheio de iniciativa. Foram descobrindo fatos desconhecidos dessa vida exemplar. Então em 1993 já pudemos fazer o solene encerramento da fase diocesana do processo. Ato contínuo  levamos o processo todo (25 grossos volumes)  à Congregação das Causas dos Santos, onde no dia 21 de junho de 1995 nos forneceram o recibo da entrada da Causa, assinado por Mons. Casieri. Portanto, exatos 100 anos após a sua morte. De lá para cá nada preciso contar, porque os fatos estão ao alcance da mão. Mas  acrescento o fato mais decisivo de todos: o grande ator da causa foi o povo católico, que durante esse tempo, foi a força permanente. Os devotos, de forma crescente, é que sustentaram, pela graça divina,  essa causa.  Se alguém quiser ver uma multidão maior do que esta do dia 04 de maio/13, precisa andar muito longe.

 
 
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