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Recomeçando pelo princípio
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Já não se trata mais de meras exceções. Os que se “esquecem” de Deus, ou até chegam a negá-lo, tem representantes na nossa vizinhança, no nosso bairro, entre os nossos parentes. Há muitos “que vivem como se Deus não existisse”, diz S. Paulo.

Nos países onde o comunismo reinou durante duas gerações, o ateísmo foi propagado de alto a baixo. E hoje a nova geração está de costas para o Ser, que é o único necessário. Mas o problema não é só nesses países.

Em 1.968 houve um levante geral da juventude contra a velha geração, mostrando suas injustiças, e acusando-a de ser responsável pela infelicidade de todas as pessoas. Mas em vez de buscar o único que tem resposta – a pessoa de Cristo – preferiram empatar todas as fichas num socialismo muito mais injusto; escolheram uma sexualidade sem moral e às vezes obscena;  e se inclinaram para um menosprezo pela sacralidade da vida. O socialismo não demorou em cair aos pedaços; a falta de moral levou a humanidade a praticar uma sexualidade sem princípios, e destituída de sentido; a bandidagem ficou cada vez mais sofisticada na sua macabra arte de vencer sem trabalhar.

Chegando nesta situação, sobretudo a partir de 1.989, novamente a opinião de muitos líderes levou a palmilhar caminhos equivocados. Preferiram os caminhos obscuros do ateísmo. Talvez um aspecto positivo dessa fase seja a descoberta abundante dos “segredos de Deus na criação”. Mas nenhum argumento sobre a divindade lhes é suficiente, por não aceitarem a metafísica, da qual os gregos foram mestres. Isso lembra um fato da vida do Presidente Sarney.

Estando ele a visitar uma obra com seus ministros, num ônibus, um professor o atacou com uma picareta. Por estar o Presidente sentado à janela do coletivo, o descontente tentou assassiná-lo, quebrando o vidro, sem conseguir atingi-lo. O poder público processou o transtornado, sem lograr êxito: a justiça deu ganho de causa ao funcionário do governo, “por falta de provas”... 

Se queremos ter paz na sociedade, se almejamos dias tranqüilos, se sonhamos com boas famílias, se necessitamos de justiça e de prosperidade, devemos voltar, com decisão à pessoa de Cristo. “Todos serão vivificados em Cristo” (1 Cor 15, 22).

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