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É possível nova motivação?
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Espero não despertar o desagrado do mundo feminino, ao abordar assunto que tem a ver com nossas irmãs, mães, filhas e colaboradoras. Por ser um tema humano, não me sinto proibido de comentá-lo, embora com reduzida competência. A situação da mulher já passou por vicissitudes mil.

A postura masculina tomou como protótipo a figura do Pai Eterno, que foi  entendido(mal) como o “mandão”, a quem todos servem, que nada pergunta a ninguém.  Isso levou a modos de agir intoleráveis.

A mulher padeceu porque o varão não compreendeu que o Pai age, movido pelo Espírito, e não de modo autocrático. Com Ele está intimamente unido, para se relacionar com o Filho. O ser humano é uma cópia do mistério divino.”Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. (Gen 1, 26).

As mulheres, com toda a razão, lutaram para se soltar das amarras de uma submissão aniquiladora. Partiram então para mostrar que tem capacidade de fazer tudo o que o varão faz, com admirável sucesso. Dedicaram-se à luta de box, à fórmula 1 do automobilismo, à guerra...Como isso não satisfez seu coração, apareceu um tal de feminismo exacerbado, que enveredou pelos caminhos pantanosos da atitude anti-varão, anti-filho, redundando em postura anti-mulher.

O jugo das feministas materialistas ficou pior que o masculino. O fim da linha foi “desconversado”, pela introdução da possibilidade de viver “outras” formas de sexualidade, ligadas à homofilia. É o curto-circuito. A solução é olhar para nossas origens. Nada melhor do que olhar para o mistério central do universo, a Trindade. As mulheres olharão para o Espírito divino como sua referência. Sendo totalmente diferente do Pai, é feliz por ser o que é. Ele não quer ser o Pai Eterno, e este quer que o Espírito seja Ele mesmo.

Ele é o Espírito criador, o poder ativo de Deus, o educador dos corações, o agente misterioso, o inspirador das boas ações, a alma das comunidades, a coesão dos justos, a salvação das pessoas e das entidades. Leva as pessoas a amar. Assim deve ser a mulher. Inspirada por aquele que é igual ao Pai e ao Filho, ela se sentirá feliz, porque tudo isso vai ao encontro da sua própria natureza. Não é indo contra a expressão do seu corpo, ou contra as delicadezas de seu espírito, que se sentirá realizada. Muito menos será feliz imitando o varão. Mas deve alçar a vista e imitar o seu modelo eterno.





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