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A eterna empolgação pelo mestre
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Jesus acertou plenamente quando afirmou de si: “Uma vez elevado, atrairei todos a mim”.  Desconheço personalidade que chame tanto a atenção da humanidade como o mestre divino.

A grande diferença entre Jesus e outras relevantes personalidades é que as outras apenas podem ser admiradas. Mas não servem como modelos de vida, pelo simples fato de não serem vivas. Estão para sempre no reino dos mortos. Pertencem ao passado.  Mas Jesus, ao contrário, é uma pessoa viva (Ele ressuscitou). Ele é um contemporâneo. Está misticamente presente em nosso meio.

Por isso os cristãos cercaram, durante o decorrer da história, a pessoa do Salvador de títulos e,  sobretudo de devoções. Assim Cristo foi adorado como o “Vivente”, o “Bom Pastor”, o “Juiz”, o “Crucificado”, o “Rei”, “nosso Irmão maior”, o “Filho de Maria”, o “Homem por excelência”, o Libertador...

Tudo isso sempre foi envolvido pelo invólucro dos acontecimentos históricos, e influenciou decisivamente o comportamento humano... Mas uma devoção que continua chamando nossas atenções, ainda no dia de hoje, é o contexto que cerca o seu Sagrado Coração.

É um resumo de tudo o que descobrimos sobre a sua importância para nós. Nela descobrimos a justiça divina, seu amor que não cansa nunca, sua vida divina no seio da Trindade Santa, sua doação em favor da humanidade, vale dizer, a caridade para com o semelhante.

Mas um aspecto ímpar, que acompanha essa devoção como sua segunda natureza, é o tesouro da misericórdia divina. É como nos lembra o Salmo 116: o aspecto divino que mais nos empolga em Deus, não é o seu poder, a sua sabedoria. É a misericórdia. É perto da bondade divina, da sua compreensão para com nossas fraquezas, que nós nos sentimos mais diretamente atingidos. É a acolhida total. O Coração Divino de Jesus nos chama com acenos irrecusáveis: “Aproximais-vos das fontes da salvação”.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das descobertas mais duradouras para os cristãos, porque é claramente bíblica, e inserida nas tradições da Igreja.



 
 
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