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Origem da audácia dos fora-de-lei
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Para haver uma pessoa equilibrada, emocionalmente, é preciso que faça uma experiência concreta de sentir-se amada. Especialmente no tempo de infância. O sentir-se amada e poder amar é o que dá como resultante uma criança feliz. E esta situação é a maior garantia de se formar uma pessoa  normal para o resto da vida. Eis a importância da família.

De um casal, unido pelo amor, fortalecido pela graça divina, é que brota uma humanidade capacitada para encontrar o sentido da vida. Os jovens, namorados ou noivos, devem pretender formar uma família cristã, abençoada por Cristo, que os capacite a fazer a experiência profunda do amor criativo. Mas se a gente olha os noticiários, e procura saber a origem dos malfeitores, dos assaltantes, e dos homicidas, é fácil de verificar que, quase sempre,  provém de famílias desestruturadas, nas quais nunca fizeram a experiência de se sentirem amados.

E aí se vê aonde vai chegar o “amor livre”, estimulado por um BBB. A sexualidade não alcança seus objetivos sem lei, sem limites, sem responsabilidade. A bagunça moral – desculpem minha dureza – é uma grande fábrica de marginais e de pessoas que tem objetivos mirins para a vida.

Mas isso não é tudo. O ser humano precisa mais do que uma boa família. Precisa ter a experiência religiosa. É ela que nos mostra que Deus é justo e leal, ama a verdade e o direito, é amigo fiel.

É tão bom descobrir que o Criador tem planos exclusivos para cada pessoa, e que um dia, nos quer juntos a si para sempre. Esse amor eterno é tão real que o bom Pai nos enviou Jesus, para ser nosso irmão e salvador. Nele nós compreendemos nossa importância, e aquilo que Ele espera de cada um de nós. Isso plenifica o coração humano.

Enche-nos de autoestima. Por que existem assaltantes e assassinos? Porque não se sentem amados, nem pela família, nem por Deus. O caminho da igreja não lhes foi ensinado. Não aprenderam a rezar. Por isso, os pais que não vão à igreja, não apreciam participar da missa, não ensinam o caminho da comunidade aos filhos, correm o risco de ver seus esforços frustrados. Os filhos que não descobriram que são amados por Deus, podem se tornar desencaminhados da vida.



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