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Sofisma Solerte
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Tendo lecionado Biologia por muitos anos (tenho muitos ex-alunos médicos), sempre estive antenado para um assunto de transcendental importância: o homossexualismo provém de carga genética, ou é fruto de condições ambientais?

O estudo do Genoma Humano, um trabalho maiúsculo da ciência moderna, até o momento não descobriu gens portadores dessa tendência sexual. “Tu formaste meus rins, tu me teceste no seio materno” (Sl 139, 13). A conclusão, embora provisória, é de que essa tendência homossexual se desenvolveu na primeira infância. Veio do modo de educar, de experiências fortes nos albores da existência, de manifestações da mãe ou do pai,  de coleguinhas  que direcionaram as atenções para uma precoce manifestação sexual.

Assim temos dois gêneros: o masculino e o feminino. Mas coexistem várias outras tendências de gênero, que podem chegar a seis.

Os conhecimentos pedagógicos ainda tem muito a evoluir até chegar a um quadro melhor do que está atualmente. O futuro nos reserva grandes surpresas. Os pais poderão interferir – para o bem – na carga genética dos filhos, definindo as suas escolhas sexuais. Os educadores (os pais na frente), tomarão consciência de sua influência na formação da personalidade, e das suas tendências.

O novo ser humano é uma cera, que se deixa moldar com facilidade até os dois anos de vida. Nesta altura as maiores definições estão encerradas.

Pois bem. Tivemos, infelizmente, vários casos de pedofilia entre o clero. Isso é uma grande dor para todos os fiéis. Certos jornalistas sentem especial atração em explorar esses infelizes casos. E aí aparece a sentença definitiva: tudo isso acontece por causa do celibato sacerdotal. 

A conclusão irrevogável é a queda estrondosa dessa lei iníqua. Com mais um exemplo se quer provar que Jesus induziu a erro a Igreja, quando aconselhou essa maneira de servir ao povo, de maneira integral. Saibam todos que essa lei não cria nenhum pedófilo.

O Seminário não cria nenhum pedófilo. Esses tais já entraram “formados” nas nossas fileiras. O que aconteceu é que os educadores foram incapazes de perceber essa tendência, nem a psicologia detectou qualquer fato estranho.  Precisamos é de melhores acompanhamentos, e de mais tempo de formação.



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