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Viver perigosamente.
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Ao rodar pelas nossas estradas do interior, o motorista encontra muitas rolinhas “desafiando” os veículos. Permanecem imóveis na frente do veículo, e quando parece que o carro vai colhe-las, num sinistro ecológico, eis que elas rapidamente alçam vôo e saem do caminho.

Mas só  na última hora. Vejo nisso uma situação permanente do ser humano. O “homo erectus” gosta de brincar com o perigo. Na beira de um precipício, adora chegar ao ponto de quase já perder o equilíbrio, para só então retroceder. Fica feliz com as emoções do perigo, e se parabeniza por saber administrar desafios. Fico me perguntando por que o único ser pensante do universo visível, sente prazer em provocar calafrios.

Não esqueçamos que nem sempre o “homo sapiens” sai vencedor, sucumbindo ingloriamente aos  seus arrojos mal pensados. Não são desconhecidas as “incrementadas” que alguns imberbes fazem em veículos envelhecidos, sob os gritinhos de estímulo de algumas jovens a bordo, e que se apressam na direção de um desastre fatal.

Na vida real repete-se o fenômeno citado, “ad nauseam”. As mensagens cínicas de Bin Laden, contra os americanos, tem espaço gratuito garantido em todas as televisões do mundo.

A revista “Superinteressante” apresenta um resumo do livro, de objetivo claramente ateu, de um tal de Richard Dawkins. Mas jamais vai apresentar um resumo do livro de Bento XVI sobre Jesus. O Jornal “O Tempo” de Belo Horizonte, cuja maioria de leitores são católicos, traz semanalmente um artigo do Boff. Mas não dá a palavra a nenhum Bispo e Padre católico, porque vão falar a favor da Igreja...

Se na televisão aparecer uma entrevista mais longa sobre assunto religioso, pode contar que o convidado está programado para falar mal de nós. Por que todos fazem isso? Porque é a suprema vergonha ser taxado de conservador, de retrógrado ou de engessado. 

Essa linha não granjearia público. Todos querem ser alcunhados de “espíritos abertos”, de “abridores de novas fronteiras”, de “esquerdizantes” (eles é que seriam os vencedores dos novos tempos). Mas o Pai do céu tem outro ponto de vista: “Deus está com os justos” (Sl 14, 5).”Eles herdarão a terra” (Sl  37, 29).

 
 
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