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A quem eu mais admiro.
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Refiro-me a pessoas fora dos quadros familiares. Trata-se de categorias de pessoas
que despertaram em mim, durante toda a minha vida, um fascínio permanente,  pelas suas posturas e modos de viver. “Cuidado! Não deixem de escutar aqueles que falam a vocês” (Hb 14, 25). Fica combinado que só vou me referir a três categorias. Mas isso não significa que vou esquecer as inúmeras outras, entre as quais quero lembrar ainda a dos trabalhadores. Eis, pela ordem,  a minha admiração,  necessariamente subjetiva.

- Antes de tudo, quero apresentar  os Padres, verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento. Talvez a minha ousadia, em apresentá-los por primeiro  na  preferência, cause um pouco de espécie. Os nossos ouvidos se acostumaram a inúmeras reclamações, de todo tipo, contra os nossos Presbíteros. São abordagens de formação, de conteúdos teológicos, de ordem moral, de capacidade pastoral...Mas esqueça, por uns momentos, as reais ou imaginárias deficiências deles. Vamos pensar um pouco.  Será que existe categoria – no mundo -  mais entregue ao semelhante, de tempo integral mais voltado para o povo, lidando com recursos reduzidíssimos, e que não fica fazendo média com as opiniões da maioria? Não é em vão que, em toda a América Latina, a Igreja ocupa o primeiro lugar na confiança do povo. Isso é devido à atuação dos nossos Padres.

- Outra categoria que sempre despertou a minha atenção são os médicos, esses que se dedicam realmente à saúde popular. Não me refiro aos que se locupletam na profissão, embora tenham esse direito. Penso nos médicos que são acordados de madrugada, que tem carinho com as pessoas doentes, que sabem fazer diagnósticos seguros, que fazem hora extra para atender emergências. Nesse grupo coloco também muitas enfermeiras e religiosas da linha da saúde do povo.

- Finalmente penso com carinho nas Professoras que, mesmo remuneradas abaixo da necessidade, tem paciência de ensinar  às novas gerações, o caminho da sabedoria do mundo moderno. Nem sempre elas encontram um auditório dócil, e com vontade de aprender. As dificuldades de fazer novos cursos, comprar livros, sustentar a família, e livrar-se  de possíveis depressões, são enormes. Admiro as mestras que não perdem o ideal e acreditam na nova geração. Incluo nesse grupo também as catequistas, as religiosas, que se dedicam à educação como verdadeiras mães.



 
 
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