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Uma união monogâmica
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
 
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Considero uma conquista definitiva a redescoberta da importância dos valores que são transmitidos pela família. A empolgação de pôr os filhos diante da TV, bem “comportadinhos”, para ver desenho animado ou os programas infantis de auditório, está seriamente balançada. Os pais precisam correr atrás de emprego, para sustentar a família. No entanto, as grandes convicções são assimiladas na infância, a partir desses gigantes, que são os pais. Ou nunca acontecerão.

Posso dizer, com humildade, que a minha família – além de muitos outros valores -  me ensinou a respeitar o Padre, a gostar da comunidade, enfim, a amar a Igreja.  Apesar das turbulências internas da paróquia, às vezes muito sofridas. Assimilei desde cedo que os ensinamentos católicos devem ser acatados com respeito, e seguidos fielmente. Embora convivêssemos com várias famílias evangélicas, de modo pacífico, estávamos convictos de que a fé não deve ser abandonada jamais, nem por motivos de casamento. “Quem for fiel até o fim, este será salvo”  (Mt 10, 22).

Com tristeza vejo hoje no Brasil, a “migração” de católicos para outros rebanhos. Somos os maiores “doadores” para igrejas pentecostais, para agrupamentos espíritas, e até para os quadros de sociedades secretas. Isso de falar mal da nossa religião, virou até esporte. É claro que com isso nasce o desejo de migrar para denominações, supostamente puras, ou mais fáceis de serem seguidas.

Certamente o Censo virá confirmar isso. Mas tudo flui na vida. A posição das convicções muda. Voltará o tempo em que o fluxo do movimento, em vez de ser centrífugo, tornará a ser centrípeto. Isso porque a nossa Igreja tem valor em si, e se imporá pela sua autenticidade. Possui o DNA da doutrina dos Apóstolos, e mantém em seu seio os tesouros dos sacramentos e da Palavra, deixados por Jesus Cristo. É verdade que o Salvador quer a sua esposa legítima tão linda e perfeita que deverá ser “sem ruga e sem mancha...santa e  perfeita”  (Ef 5, 17).Para que isso aconteça é preciso que todos nós, seus filhos,saibamos que ela é una, santa e católica, por força do Espírito Santo.



 
 
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